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A Cura do HIV está Próxima?

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A Cura do HIV está Próxima?

Apesar da cura do HIV ainda não ser uma realidade, existem várias experiências de supressão do vírus HIV após interrupção de medicação

Estes casos acabam guiando cientistas a buscar novos caminhos para a cura

Existem muitas linhas de pesquisa e serão abordadas mais adiante

Entre elas, uma bastante promissora que está sendo desenvolvida aqui mesmo em São Paulo, associa várias estratégias de tratamento para alcançar a cura definitiva do HIV

Importância do tratamento

De todas as conquistas que a humanidade teve contra o HIV nestes últimos 30 anos, a  Terapia Antirretroviral (TARV) é a maior delas.

— Se me perguntassem três anos atrás se o HIV tem cura, minha resposta seria não. Contudo, hoje, é sim! — disse, durante uma conferência, Mario Stevenson*, chefe da Divisão de Doenças Infecciosas e diretor do Instituto de Aids da Universidade de Miami, nos EUA.

Contudo, a ciência segue buscando caminhos para a cura do HIV.

É importante que todas as pessoas tenham consciência das dificuldades que os cientistas enfrentam para alcançar essa “cura”.

Benefícios da TARV: (Cura do HIV)

  • Supressão viral ou Carga Viral Indetectável por mais tempo
  • Restaurar e preservar a função imunológica
  • Melhor qualidade de vida
  • Maior expectativa de vida
  • Prevenção de transmissão do HIV em situações de contato com o sangue infectado
  • Prevenção da transmissão sexual do vírus (Carga viral menor no sangue causa carga viral menor nos fluidos sexuais)
  • Prevenção de transmissão vertical (especialmente se carga viral abaixo de 50 cópias/ml)

Limitações da TARV:

  • Os remédios atuam apenas no momento em que o vírus está se multiplicando.
  • Para atuar, os remédios precisam de uma ajuda do próprio sistema imune
  • O paciente precisa tomar o medicamento todos os dias de sua vida, caso contrário, ocorre um aumento rebote da viremia.
  • Alguns pacientes podem apresentar efeitos adversos importantes e constantes que podem atrapalhar sua qualidade de vida.
  • Os medicamentos podem causar efeitos tóxicos importantes obrigando a troca de esquema.
  • Custo elevado

É por essas e outras limitações do tratamento que, apesar de sua grande eficácia, a cura segue sendo buscada.

Quais são os maiores obstáculos para Cura do HIV?

  • Potência limitada do tratamento com os antirretrovirais existentes

Os antirretrovirais (ARVs) conseguem suprimir a carga viral circulante no sangue e evitar a progressão da infecção.

Não é capaz de suprimir 100% dos vírus existentes no organismo.

  • A latência do vírus HIV

Contudo, eles são incapazes de penetrar nos reservatórios virais formado pelos vírus em estado de latência.

  • A Criação dos santuários ou reservatórios

O vírus se aloja em locais que os ARVs não alcançam ou chega em uma quantidade muito reduzida.

Latência do Vírus HIV

O material genético do vírus HIV fica inerte dentro das células infectadas.

Neste estado eles não se multiplicam. É como se estivessem “hibernando” escondidos dentro das próprias células do nosso corpo.

O número de células no nosso corpo infectadas pelo HIV em estado de latência varia de 0,0001 a 0,1 %.

Quanto maior o tempo de infecção pelo HIV não tratada, maior a quantidade de células infectadas, ou seja, maior o reservatório do HIV ou santuários.

Quais são as Células nas quais o vírus latente pode se Esconder?

  • Células linfócitos CD4 ativas, ou seja, que estão correndo pelo sangue;
  • Células linfócitos CD4 de repouso, que são células de memória de longa duração;
  • Monócitos (célula de defesa);
  • Macrófagos (célula de defesa);
  • Células dendríticas (célula de defesa);
  • Astrócitos;
  • Micróglias (Células do sistema nervoso).

O HIV não infecta células permanentes

Cura Do Hiv

Existem 2 tipos de Reservatórios ou Santuários:

  • Reservatório raso (células infectadas que contém vírus latente mais fáceis de ativar)
  • Reservatório profundo (células infectadas que contém vírus latentes que não são ativados pelas técnicas atuais)

Onde os Reservatórios estão Localizados?

Cura do HIV

Pacientes com Resistência Natural à Infecção Crônica pelo HIV

Para entrar na célula do hospedeiro, o vírus HIV usa uma porta de entrada.

A maioria dos vírus HIV utiliza como porta entrada, um receptor chamado CCR5.

1% das pessoas possuem um gene mutante e não expressa o CCR5, logo a maioria dos vírus HIV não consegue entrar na célula.

Contudo, existem alguns vírus que não utilizam o CCR5 como porta de entrada. Assim, mesmo pessoas com esta mutação genética, poderiam ter  circulação do vírus no organismo.

Pacientes controladores de Elite

Cerca de 1 a 3 % da população geral possui controladores de elite para o HIV

  • São pessoas que possuem sorologia positiva para HIV
  • Não realizam Tratamento para o vírus (não tomam antirretrovirais)
  • Mantêm o número de vírus no sangue abaixo dos limites detectáveis pelos exames
  • Mantêm níveis estáveis de linfócitos CD4

Estima-se que 1/3 dessas pessoas acabam por perder este status de controlador de elite após mais ou menos 8 anos de infecção.

Uma vez perdido este status, caso a pessoa não se trate, haverá a evolução da infecção pelo HIV.

Tipos de cura do HIV

Existem 2 tipos de Cura:

  • Cura funcional do HIV
  • Cura esterilizante do HIV 

O que é cura funcional do HIV?

Ausência de replicação viral no sangue sustentada por um longo período, mesmo sem TARV, mesmo que ainda exista algum vírus latente no corpo.

De maneira geral, ao interrompermos o tratamento do HIV, o vírus volta a ser detectado no sangue em até 2 meses.

Isso ocorre pois os vírus que estão nos reservatórios começam a sair do estado de latência.

O que é cura esterilizante ou definitiva?

O único caso de cura esterilizante do HIV em toda a historia da humanidade foi do senhor Timothy Ray Brown.

O caso ficou conhecido com Paciente de Berlim

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Como Alcançar a Cura definitiva do HIV ?

  • Intensificar o tratamento para reduzir a replicação viral residual
  • Inicio precoce do tratamento do HIV para diminuir a formação dos santuários (menor células em latência)
  • Estimulação da interrupção do estado de latência viral (moléculas inibidoras da enzima que leva as células para latência

Estratégias para a cura do HIV

Estratégia – Tratamento plenamente supressor por muito tempo:

Alguns estudos com modelo matemático calculam que se conseguíssemos tirar todos os vírus HIV do organismo do estado de latência, com tratamento plenamente supressor.

Haveria uma queda constante da quantidade de células infectadas.

Tempo de 54 a 77 anos para curar a infecção crônica do HIV, dependendo da quantidade de células latentes no organismo.

Estratégia – Restrição de células com infecção latente

Tratamento precoce da infecção pelo HIV levando a um menor reservatório

Não chega à cura do vírus, mas torna as pessoas mais próximas da cura no momento em que a cura chega.

Estratégia – retirar vírus do estado de latência

Medicamentos inibidores da latência:

A melhor forma para se tirar o vírus da latência é associando-se pelo menos 2 destes medicamentos.

  • Vorinostat (SAHA) (medicamento usado para tratamento da micose fungoide)
  • Dissulfiram
  • JQ1
  • Panobinostat
  • Romidepsin
  • Bryostatin-1
  • Prostatin

Estratégia – Fortalecimento das células do sistema imune

Fortalecer e “treinar”as células do sistema imune para que elas mesmas possam reconhecer e matar as células cronicamente infectadas pelo vírus HIV.

Isso pode ser feito através de vacinas terapêuticas feitas a partir do próprio vírus HIV.

Estas vacinas seriam capazes de estimular a produção de células CD8 capazes de matar células cronicamente infectadas pelo vírus

Estratégia – Ativar a replicação das células latentes

As estratégias de “choque e morte” poderia expulsar os vírus latentes dos reservatórios “rasos” e eliminá-los

Matar as células infectadas com vírus em estado de latência

Exemplo de medicamento que faz isso:

  • Auranofina (Sal de ouro)

Estratégia – Silenciamento permanente

Em seguida, as estratégias de “silenciamento“, acompanhadas de potente vigilância imunológica anti-HIV.

Esta estratégia busca a inativação permanente do vírus latente.

Transformação celular em nível genético

Estudos de engenharia genética que tentam transformar a célula da pessoa em células naturalmente resistentes ao vírus HIV

  • Exemplo: indução da mutação CCr5 Delta 32.

Caminhos para a cura – Linhas de pesquisa

  • Mais investigações sobre os mecanismos de latência do HIV são necessárias para o desenvolvimento de novas estratégias de cura.
  • Novas pesquisas genéticas e o desenvolvimento de imunotecnologias que possam reconhecer e matar as células infectadas.
  • Novos métodos de engenharia genética capazes de realmente bloquear o vírus latente dentro dos reservatórios.
  • Mecanismos para substituição do sistema imunológico mais eficazes e menos arriscados.

O caminho mais lógico para a cura parece ser a soma de várias estratégias.

Foi isso o que foi feito em São Paulo.

Cura do HIV: Estudo paulista com resultados promissores

cura do HIV

Estudo para a cura do HIV realizado em São Paulo mostra resultados promissores

O estudo está sendo realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Ele associa duas estratégias para cura do vírus HIV

  • Uso de vacina
  • Tratamento de eliminação de reservatório

O estudo ainda não foi publicado mas o médico responsável pelo estudo, Dr. Ricardo Sobhie Diaz, professor da Unifesp vem apresentando resultados preliminares em vários eventos de especialista no Brasil e no mundo nos últimos meses.

Como é a vacina:

A vacina é feita com o vírus e as células do próprio paciente.

Esta vacina consegue ensinar o organismo a encontrar as células infectadas e destruí-las. Eliminando o vírus HIV.

Eliminação de reservatório

  • Maraviroc, antirretroviral capaz de reverter a latência
  • Nicotinamida, vitamina que parece ser capaz de reverter a capacidade do HIV se esconder nas células
  • Auranofina, conhecida como sal de ouro. Capaz de encontrar a célula infectada com o HIV e levá-la ao suicídio

Desenho do estudo:

O estudo foi iniciado em julho de 2015.

População estudada

  • Foram selecionados 30 voluntários
  • Todos homens com idade entre 18 e 60 anos, com diagnóstico de HIV-1
  • Usando tratamento antirretroviral há pelo menos dois anos (24 meses) sem interrupção,
  • Contagem de CD4 acima de 500 células/mm3
  • Carga viral indetectável (abaixo de 50 cópias/mL) neste período
  • Nunca terem tido carga viral acima de 50 cópias/mL em duas dosagens consecutivas.
  • Todos os participantes do estudo possuem tropismo R5 (tropismo pelo correceptor CCR5) definido por genotropismo do DNA proviral na triagem.
  • Nenhum paciente era controlador de elite ou progressor lento

Critérios de exclusão do paciente

  • Pacientes que não participaram do estudo:
  • Pacientes com doença definidora de aids;
  • Doença aguda nas últimas oito semanas antes do início do estudo;
  • Gestantes e nutrizes;
  • CO-infecção pelo vírus da hepatite B ou C;
  • Hipersensibilidade conhecida a componentes de sal de ouro, nicotinamida ou análogos;
  • Insuficiência renal ou qualquer doença que pudesse comprometer a segurança do paciente ou a adesão ao protocolo do estudo.

Como o estudo foi feito:

Os voluntários foram divididos em seis grupos comparativos com cinco participantes cada:

  • Grupo 01 = de controle (sem nenhuma intervenção, apenas o tratamento antirretroviral em uso)
  • Grupo 02 = Tratamento intensificado, recebendo o tratamento antirretroviral em uso com o acréscimo de maraviroque e dolutegravir durante 48 semanas;
  • Grupo 03 = intensificação do tratamento, com o acréscimo de nicotinamida;
  • Grupo 04 =  de intensificação do tratamento por 48 semanas, com o acréscimo de sais de ouro (Auranofin) durante 24 semanas;
  • Grupo 05 = de intensificação do tratamento, recebendo o tratamento antirretroviral em uso com o acréscimo de dolutegravir durante 48 semana e vacina de células dendríticas;
  • Grupo 06 =  com múltiplas estratégias, recebendo o tratamento antirretroviral em uso com o acréscimo de dolutegravir, nicotinamida durante 48 semanas, sais de ouro durante 24 semanas e vacina de células dendríticas.

O que o estudo está avaliando:

  • Avaliação ultrassensível da carga viral;
  • Medida do RNA do HIV associado às células;
  • Medida do DNA epissômico;
  • Titulação dos anticorpos específicos ao HIV;
  • Contagem de células CD38 e HLA-DR nas células CD4+ e CD8+
  • Avaliação da evolução das sequências do envelope viral nas células nucleares do sangue periférico.

Método de acompanhamento:

Todas essas medidas foram feitas no início do estudo e a cada 4 semanas até completar 48 semanas.

Nos pacientes submetidos à vacina de células dendríticas após a semana 48, estas análises se estenderão até dois meses após a terceira dose da vacina.

Primeiros resultados:

No grupo onde foram feitas todas as estratégias, verificou-se

  • Diminuição significativa das células infectadas
  • Diminuição no processo inflamatório causado pelo vírus

Próximos passos do estudo:

  • Complementação de exames laboratoriais
  • Interrupção do tratamento e controle dos pacientes
  • Aumentar o número de participantes
  • Incluir participantes mulheres

 

Fonte:  

*Dia dia 02/04/2017


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

29 thoughts on “A Cura do HIV está Próxima?

  1. Com 345 dias de exposição ao risco … Com um resultado NAO REAGENTE .. método quimioluminescência abboot . Posso excluir o caso do hiv?.. Esse método. E eficaz igual a o ELISA?

    1. Com relação ao HIV, Teste diagnósticos específicos realizados em locais de confiança (ou seja, aqueles locais nos quais você confia no resultado do teste) após o período máximo da janela imunológica (tempo entre contato com o vírus e o aparecimento de resultado positivo ou reagente pelo exame) descartam o diagnóstico de HIV. No caso do teste de 4 º geração, um resultado negativo a partir dos 90 dias após a última exposição de risco, já exclui o caso. No caso de teste de 3 geração, o tempo máximo é de 180 dias.
      Na dúvida, consulte pessoalmente um infectologista, ele é o profissional indicado para te avaliar e interpretar os seus resultados especificamente.

  2. Doutora,
    Fiz um teste rápido com 23 dias após exposição, pois passei mal com febre , dor atrás dos olhos e dor de cabeça. Nesse exame rápido apresentou uma mancha fraca sinalizando positivo para HIV, porém no contra-teste rápido apresentou negativo. No mesmo dia fiz o ELISA que constatou 38,0, (positivo) porém o Western Blot apresentou indeterminado com presença de apenas a proteína gp41. Há chances de não ter HIV?
    Fiz outro exame após 55 dias e aguardo o resultado.

    1. Estes testes não confirmam nem descartam HIV. o medico infectologista que está te acompanhando deve te explicar quais serão os próximos passos, se houver a possibilidade de fazer um teste de molecular tipo PCR (aqueles de carga viral), geralmente consegue, confirmar este casos quando se tratam de infecção recente.

  3. Dra td bem?
    Recebi sexo oral de um garoto POSITIVO , que meia hora antes teve sangramento nasal pq machucou com cotonete. O sangramento foi pouco e parado com algodão.
    Ele fez oral em mim por 30 seg, mas meu pênis machucou, tipo esfolado.
    Devo recorrer ao PEP?

    1. Exposição de risco para HIV é aquela onde um vírus viável (ou seja, que vivo, capaz de infectar) entra em contato com o organismo da pessoa que não portadora do vírus. Para que isso ocorra, é necessário que um material contaminado com o organismo viável (sangue, fluido sexual, etc), em quantidade suficiente para infectar entre em contato direto com pele não íntegra (por exemplo, com uma ferida aberta), contato direto com mucosa (olhos, boca, mucosa genital) ou que seja introduzido pele pele íntegra com por por uma agulha que perfura a pele e leve este material direto para dentro do organismo de uma pessoa que não possui o HIV.

      Ná dúvida se houve exposição ou não, ou mediante a certeza de uma exposição ao risco de se infectar, você deve procurar um médico infectologista de sua confiança para te avaliar pessoalmente e solicitar todos os exames cabíveis, não apenas os de HIV mas o de todas as demais infecções sexualmente transmissíveis e que podem ser transmitidas da mesma forma que o HIV, independente de ter sintomas ou não.

  4. Dra. Uma pessoa recém infectada, menos de um ano de exposição, ao iniciar o tratamento pós descoberta, tem mais chances de retardar o vírus, e sofrer menos efeitos colaterais ?

  5. Exames realizados aos 7/15/28/60 e 79 dias todos 4 geração em 3 laboratórios diferentes e mais 3 testes rápidos no cta aos 39 e 61 dias todos não reagentes posso encerrar o caso?
    Suposta exposição sexo oral e vaginal com camisinha e apos a relação retirei a camisinha com a mão e peguei no pênis para lavar não me lembro se foi na mucosa em relação a secreção nos dedos tem risco para contrair hiv

  6. Dra duas dúvidas
    1 existe risco de transmissão hiv ao receber sexo oral de parceiro soropositivo indetectavel?
    2 algum risco de contrair hiv com sexo com camisinha insertivo parceiro sorologia desconhecida ?

      1. Fui diagnostica com HIV, porém para minha surpresa a carga viral está—0—e CD4 1.100
        O que significa ? Não deveria estar cv 20,10 pelo menos ? pq manteve zerada a carga viral ?

        1. Toda e qualquer pessoa com HIV diagnosticado e confirmada e carga viral detectável DEVE iniciar o tratamento com remédios.
          O que não há consenso, e alguns ainda esperam são as pessoas controladores de elite, com diagnóstico confirmado de HIV com carga viral indetectável no sangue, mesmo sem tratamento. alguns infectologista ainda não tratam estas pessoas e apenas acompanham.
          Mas quanto aos 99% das pessoas que possui carga viral detectável, INDEPENDENTE da quantidade de vírus ou dos níveis de CD4, devem iniciar tratamento.
          Mais detalhes aqui: https://www.drakeillafreitas.com.br/tratamento-do-hiv-o-que-voce-precisa-saber/

  7. Dra tenho duas duvidas:
    1 – receber sexo oral de soropositivo indetectavel e logo apos sentir dor corpo e 7 dias dor garganta pode ser risco ou e piscologico
    2- algum risco de dst para sexo insertivo mesmo com camisinha em parceiro desconhecido

    1. 1- isso não tem relação com o HIV, se tem sintomas, sugiro que procure um médico Infectologista de sua confiança para te avaliar pessoalmente e solicitar todos os exames cabíveis para o seu caso.
      2- se a camisinha foi usada adequadamente durante todo o ato, tirando infecções com lesões ativas, os riscos para outras ISTs são mínimos.

  8. Doutora bom dia. Tive uma exposição de risco deixei ele esfregar o penis por fora da vagina. Nao houve penetração sem camisinha. No outro dia descobri q ele tem hiv e toma os medicamentos mas mesmo assim eu fui no medico e ele me receitou pep. Estou tomando ainda. Só que a ex mulher dele me disse que em maio ele fez exame de carga viral e veio escrito não reagente. Doutora esse exame de carga viral vem escrito não reagente tambem? Porque eu achei que vinha escrito só indectavel. A pep é eficaz?

    1. Nao consigo emitir um parecer sobre o exame sem avaliá-lo por completo. O uso da PEP é eficiente na maioria das vezes, desde que tomado da maneira correta. Seu uso é indicado para início com no máximo 72h da exposição de risco, após esse período não há benefício comprovado. Quanto mais cedo seu início, mais eficiente será seu efeito.

  9. Olá doutora. Sou + e descobri no mês que contrai, no mês seguinte ja estava indetectável. Não tenho efeitos colaterais, e nem parei o tratamento meus exames de CD4 e sangue estão normais. Já tem 6 meses. Eu posso ter uma relação monogâmica normal? Sem se preocupar com Pep ou com o meu sêmen em relação a minha(meu) pareceira(o). Digo coisas como não interromper o coito e não ou ingestão do sêmen. Contraí porque fui violentado e não tenho hábitos poligamicos

  10. Oi Doutora. Eu sou + e comecei o tratamento 3 meses depois de contrair. Meu CD4 nunca chegou a baixar e fiquei indetectável no mês seguinte. Meus exames são todos normais e minha saúde se elevou bastante depois do tratamento (porque passei a ter novos hábitos alimentares e execícios fisicos) e já estou indetectável a há 6 meses. Eu posso ter um relacionamento monogâmico sem se preocupar com meu sêmen? Coisas do tipo engolir o semen ou não interromper o coito?

  11. Estou sentindo fraqueza ,tontura , uma parte da língua branca com feridas, garganta ferida , quando fico 5 minutos em pé aparece umas manchas brancas mas quando sento some ,tontura, câimbras nos dedos, dores na perna, Estouros na barriga, Estou soltando gases com frequências, tenho prisão de gases, tem horas que minhas veias ficam muito aparecendo, ja apareceu uns pontinhos vermelhos na minha perna mas sumiram, coceira na pele. Será se é AIDS ? Nunca fiz teste de hiv.

    1. Bom dia. Não consigo emitir um parecer sem te examinar. Você precisa se consultar com um médico infectologista de sua confiança para te avaliar pessoalmente e pedir os exames necessários.

  12. Olá, beijei as costas de uma profissional do sexo e ela estava bem suada. Senti o suor na minha boca e acredito que engoli o suor dela. Corro algum risco? Devo fazer o PEP?

  13. Ha uns oito dias atras eu encontrei um rapaz e eu me esfreguei com ele, sendo que eu estava com cueca e ele sem, e em alguns momentos a cabeca dos nossos penis se encontro e se esfrego, mas eu de cueca. Alem disso teve uma hora que ele enfiou o penis dele dentro da minha cueca mas tirou logo e nem encostou no meu penis. Fui ao cta fiz o teste rapido com 3 dias e nao deu nada e a medica nao me passou a pec pois disse que como nao houve penetracao.

      1. Dr. os meus sintomas como dor de cabeca, dor nos olhos e tensao muscular pode ta relacionado ao estresse}? ja teve caso de pacientes que ficaram estressados e tiveram esses sintomas. mas n estavam infectados? to no 10 dia. Essas reacoes n deveriam aparecer a partir do 14?

  14. Dr. os meus sintomas como dor de cabeca, dor nos olhos e tensao muscular pode ta relacionado ao estresse}? ja teve caso de pacientes que ficaram estressados e tiveram esses sintomas. mas n estavam infectados? to no 10 dia. Essas reacoes n deveriam aparecer a partir do 14?

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