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Coleta de Exames para COVID-19 em Pessoas Assintomáticas

Infectologista - Coleta de Exames para COVID-19 em Pessoas Assintomáticas
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Coleta de Exames para COVID-19 em Pessoas AssintomáticasO teste para COVID-19 não deve ser realizado em pessoas sem sintomas, mesmo que tenham tido contato com pessoas infectadas

Coleta de Exames para COVID-19 em Pessoas Assintomáticas

O teste para COVID-19 não deve ser realizado em pessoas sem sintomas, mesmo que tenham tido contato com pessoas infectadas

  • Um Teste Negativo não Exclui a Presença da Infecção
    • Mesmo que se tenha tido contato com pessoa doente, o teste pode demorar mais tempo para ficar positivo
      • dentro do tempo de incubação
  • Não há insumos suficientes para realizar tantos testes
    • Mesmo na rede particular, realizar testes sem a devida indicação pode levar à falta de testes ou ao atraso na realização dos mesmos nos casos que realmente precisam

Exames Complementares

  • Tomografia Computadorizada
    • Pode revelar infiltrados ou
      • Consolidação em vidro fosco, quase sempre bilateral.
  • Radiografia
    • Podem mostrar infiltrados pulmonares, mas podem ter falso negativos.
  • Exames de Sangue – Alterações Comuns:
    • Linfopenia
      • número de linfócitos reduzido
  • Exames de Sangue – Marcadores de Gravidade:
    • Linfopenia Intensa
    • D-dímero Aumentado
    • Proteína C Reativa Aumentada
    • DHL Aumentado
    • Troponina Elevada
    • Ferritina
    • Interleucina 6

Tratamento do Novo Coronavírus

Ainda não existe um tratamento específico para combater infecções causadas pelo coronavírus em humanos, no entanto, pessoas contaminadas podem seguir algumas recomendações como:

  • Repouso Absoluto;
  • Ingestão de Muita Água;
  • Uso de Medicamentos para
    • Dor e também medicamentos para controlar à
    • Febre
      • Medicamentos à base de
        • Paracetamol e
        • Dipirona
      • NÃO utilize Ibuprofeno
  • Uso de Umidificador de Ar no quarto ou tomar banhos quentes.
    • Auxiliam no alívio da
      • Dor de Garganta e também para a
      • Tosse

Tratamentos em Estudo – Novo Coronavírus: Tudo o que Você Precisa Saber

Alguns exemplos de medicamentos que parecem ter algum efeito sobre o coronavírus:

  • Avigan
    • Antigripal Japonês
  • Remdesivir
  • Alpha 1 – Interferon
  • Ribavirina
    • Usado para Tratamento de hepatite C
  • Lopinavir/Ritonavir
    • Antirretroviral usado para Tratamento do HIV
  • Cloroquina
  • Clorpromazina
  • Loperamida
  • Micofenolato mofetil
  • Oseltamivir
    • Usado para tratamento do vírus influenza
  • Corticoides

Vale lembrar que todas estas opções estão em estudos e não temos comprovação de eficácia ou mesmo de segurança. Portanto não devem, ser utilizados de rotina no tratamento do COVID-19

Uso de Ibuprofeno

Há relatados vindo da Itália e da França de que o uso de Ibuprofeno foi identificado como fator de risco para complicações em pessoas que o utilizaram durante a infecção pelo COVID-19, inclusive jovens sem nenhuma doença prévia.

Isso ocorre porque esta medicação aumenta os níveis no organismo de uma enzima chamada Enzima Conversora de Angiotensina – 2 (ECA-2), utilizada pelo COVID-19 para a sua replicação (multiplicação), especialmente no coração e circulação pulmonar

Sendo assim, em caso de sintomas respiratórios, mesmo se parecer um simples resfriado, não utilize Ibuprofeno para controle dos sintomas.

Fique atento às substâncias presentes nos remédios que você usa, pois pode ter Ibuprofeno em sua formulação como por exemplo: Advil, Atrofem, Alivium, Buscofem, Doraliv, Motrin, Vantil, entre outros. Na dúvida, pergunte ao farmacêutico.

Não faça uso de medicações contendo Ibuprofeno em sua formulação para controle de sintomas de resfriado.

Uso de Corticoide

O uso de corticoide também pode estar associado a piora do quadro da infecção do COVID-19 em alguns casos. Não faça uso desse medicamente sem orientação médica.

Soros, Vitaminas e Injeções que Aumentam a Imunidade – FAKE NEWS

O tratamento do COVID-19 é à base de sintomáticos para os casos leves e suporte para os casos internados.

Soros ou injeções que prometem aumentar a imunidade não tem NENHUM RESPALDO científico, com risco eventual de acarretarem mais MALEFÍCIOS à sua saúde.

Não caia em promessas enganosas de profissionais mal intencionados que utilizam o pânico da população para lucrar.


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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