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Medicina do viajante: vacinar-se antes de viajar

vacinar-se antes de viajar
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Vacinar-se Antes de Viajar é uma Proteção para o Viajante

Quando você planeja uma viagem para um país distante, acaba gastando um tempão no planejamento não é mesmo?

Se o seu problema é pós viagem, leia este artigo.

Você estuda a melhor época para viajar, tira o passaporte escolhe hotel, faz a programação, lugares que vai visitar, roupa que vai precisar etc.

Além de tudo isso, você precisa dedicar um tempinho para ir ao médico infectologista e avaliar sua situação vacinal.

Vacinar-se antes de viajar é muito importante para que a viagem dos sonhos não termina numa baita dor de cabeça…

Ao viajar para locais distintos, você pode se expor a uma série de doenças que são raras ou inexistentes no Brasil.

Como o seu organismo não foi exposto a elas, não possui anticorpos, deixando-o mais predisposto ao adoecimento.

Alguns países também, exigem comprovação de vacinações com a da febre amarela antes de autorizar sua entrada.

Além disso, muitos adultos saudáveis não têm o calendário vacinal em dia, nem mesmo para doenças existentes no Brasil como a difteria e tétano

Vacinar-se antes de viajar, acaba sendo uma ótima oportunidade para completar o Calendário Vacinal do Adulto.

Assim como você precisa providenciar o seu passaporte em um tempo hábil, as vacinas também não podem ficar para a última hora pois cada vacina precisa de um tempo para conferir proteção, e algumas precisam de mais de uma dose.

Além disso, algumas vacinas não podem ser aplicadas ao mesmo tempo.

É necessário preferencialmente, um tempo mínimo de 8 semanas antes da partida.

Viajar é preciso, cuidar da saúde também! Vacinar-se Antes de Viajar! SEMPRE!

Vacinas Obrigatórias:

Alguns países exigem a confirmação da vacinação contra algumas doenças antes de autorizar a entrada ou mesmo para o trânsito através de um país.

As exigências podem variar conforme o contexto epidemiológico mundial.

Por isso é importante dar uma olhada no que pede o país de destino mesmo que você já tenha estado lá.

Veja as exigências de cada país aqui

Trata-se do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, emitido apenas em locais autorizados.

Veja como emitir o certificado internacional de vacinação em São Paulo.

São elas:

A vacinação é realizada com uma substância ativa viva. Uma única vacinação é suficiente.

A proteção começa após dez dias. e deve ser tomada apenas 2 vezes na vida. A segunda dose deve ser tomada com diferença de 10 anos entre elas.

A vacinação é geralmente realizada somente em instituições ou consultórios médicos especiais.

Por se tratar de uma vacina de vírus vivo, o médico deve avaliar riscos e benefícios para o paciente e autorizar a vacina para que o viajante possa recebê-la;

Veja a lista completa de países que exigem a vacinação contra a Febre Amarela para seus visitantes e aqueles que tem risco de transmissão da Febre Amarela segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde)

  • Meningocócica:

Uma vacina não viva é administrada como uma dose única contra o patógeno da meningite. A proteção começa após duas a três semanas, logo depois que o corpo cria anticorpos contra as bactérias;

  • Cólera:

A vacina da Cólera está recomendada no caso de viagens de aventura ou missões de ajuda humanitária sob condições limitadas de higiene.

A vacinação é realizada com uma vacina não viva em duas doses com um intervalo de no mínimo uma semana e de no máximo seis semanas.

A proteção começa oito dias após a vacinação e persiste por aproximadamente dois anos.

Vacinas para Proteção do Viajante

O médico infectologista fará uma avaliação minuciosa não apenas dos locais por onde o viajante passará, como também as características da viajem.

Uma pessoa que viaja de mochila, acampando, ou até mesmo que vai se alojar em casa de família local, pode estar exposta a riscos diferentes de uma pessoa que vai para o mesmo país, mas ficará em um Resort.

Vejam algumas vacinas que podem ser necessárias:

Lembre-se Vacinar-se Antes de Viajar!

  • Encefalite Transmitida por Carrapato:

A vacinação é eficaz contra a variante russa ou asiática da encefalite transmitida por carrapato. Ela é indicada quando se vai ficar nas áreas de risco correspondentes.

Primeiro, a vacinação é realizada duas vezes em um intervalo de um a três meses.

A terceira vacinação é realizada após doze meses.

Os viajantes, porém, já apresentam proteção confiável 14 dias após a segunda vacinação e a proteção continuará por cinco anos.

Caso todas as três vacinações sejam realizadas, a imunização durará até oito anos, dependendo da idade;

  • Encefalite japonesa:

A vacinação é realizada três vezes com uma vacina não viva.

Após a segunda vacinação (após sete dias), o nível de proteção é de 80%.

Após a terceira vacinação, a duração esperada da proteção será de até quatro anos.

O risco de se contrair encefalite devido a este patógeno é elevado para viajantes que querem permanecer por mais de duas semanas em áreas de alto risco do sudeste da Ásia;

  • Hepatite A:

A Hepatite A pode causar sérios transtornos durante viagens.

É uma das causas de diarreia do viajante.

Tanto uma imunização ativa quanto uma imunização passiva estão disponíveis.

A imunização passiva é apropriada para viajantes de longa distância sem condições de receber imunização ativa a tempo (isto é, seis meses antes da partida).

A imunização é realizada como uma dose única. O patógeno é transmitido em condições ruins de higiene;

  • Hepatite B:

A vacinação é recomendada para viagens mais longas em áreas com risco elevado de infecção pela hepatite B e em caso de contato próximo com os habitantes nativos.

Via de regra, crianças e profissionais de saúde de muitos países são vacinados contra a hepatite B.

No caso de pessoas que não foram vacinadas, três injeções são necessárias para a imunização básica.

Uma certa imunização existe duas a quatro semanas após a segunda dose, mas somente a dose de reforço após seis meses garante proteção de longo prazo por dez anos, com 96% de confiabilidade.

Há também uma opção de vacinação de curto prazo, mas ela também deve ser administrada pelo menos três semanas antes da partida. Mas ela oferece somente cerca de 70 a 80% de proteção;

  • Poliomielite (Paralisia Infantil):

A maioria das pessoas recebeu essa vacinação na infância ou na adolescência, mas uma dose de reforço é recomendada em casos excepcionais.

Diferentes vacinas são usadas e recomendadas dependendo do país.

A proteção dura dez anos. Atualmente, provisões especiais da OMS se aplicam, uma vez que a poliomielite está começando a se disseminar novamente em alguns países.

Certifique-se de pedir mais informações ao seu médico;

  • Tifo:

A vacinação está disponível como vacina oral ou injeção.

Em ambos os casos, a proteção começa após dez a catorze dias.

Essas doenças, caracterizadas por diarreia, são transmitidas primariamente em condições muito ruins de higiene, como após desastres naturais.

A vacinação só é necessária, portanto, no caso de missões de ajuda humanitária ou explorações especiais.

Outras Formas de Prevenir Doenças Durante a Viagem: 

  • Malária:  

Em países nos quais ocorre malária, as pessoas devem tomar medidas preventivas contra os mosquitos, que também transmite outras doenças além da malária.

Essas medidas incluem redes contra mosquitos, agentes repelentes contra mosquitos e roupas claras que cubram a pele.

Não existe vacina contra a malária propriamente dita, mas existem esquemas de antibióticos profiláticos. (Veja como se prevenir contra a Malaria aqui)

  • Cuidados contra o HIV:

Especialmente em países não industrializados, lembre-se de proteger-se contra os vírus da AIDS ou da hepatite, que podem ser transmitidos durante relações sexuais sem proteção.

(Saiba mais sobre o uso correto do preservativo aqui)

  • Cuidados com Alimentos e Bebidas:

Alimentos e líquidos contaminados são as maiores causas de Diarreia em Viajantes.

Cuidados com a água, em países não industrializados, a água ingerida deve ser preferencialmente de garrafa com lacre.

Ou até mesmo água com gás para evitar adulterações.

Evitar consumir comidas vendidas por ambulantes, comendo apenas em locais bem estabelecidos.

Veja mais detalhes sobre cuidados com a alimentação em viagens aqui

 

Fonte:

 

 


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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