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Como realizar a prevenção contra a Malária ?

Qual a importância de se fazer a prevenção contra a Malária?

A prevenção contra a Malária deve ser considerada em toda viagem para área de risco.

A Malária é uma doença infecciosa endêmica em vários locais no mundo.

É causada por um protozoário chamado Plasmodium que parasita as células vermelhas do sangue.

É transmitida unicamente pela picada da fêmea do mosquito-prego, do  gênero Anopheles.

Vários países junto à Organização Mundial da Saúde (OMS) tem trabalhado para diminuir o número de novas infecções, mas ainda é um grande problema de saúde.

É uma doença que pode ser muito grave e apesar de haver tratamento, a prevenção contra a Malária ainda é a melhor estratégia.

Prevenção contra a Malária
Fêmea do mosquito do gênero Anopheles – CDC.

Veja abaixo regiões do mundo com casos de Malária, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças ( CDC ) :

Prevenção contra a Malária
Transmissão de Malária no mundo – CDC

 

Estratégias de Prevenção contra a Malária

  • Quimioprofilaxia
  • Prevenção de picada de mosquito

 

Quimioprofilaxia

É a prevenção de uma infecção através do uso de antibióticos antes de se ficar doente.

 

O que devemos considerar antes de prescrever uma quimioprofilaxia para prevenção contra a Malária
  • Avaliar se o viajante possui alguma doença ou condição como gestação, que possa contra indicar algum antimalárico.
  • Avaliar possíveis alergias aos antimaláricos
  • Avaliar possíveis interações dos antimaláricos com remédios já de uso continuo do viajante
  • Existem malárias resistentes a alguns antimaláricos, por isso a orientação quanto ao regime de profilaxia deve estar associado a uma avaliação não apenas do risco de se contrair Malaria nessas áreas, como também do percentual de resistência encontrado naquele local
  • A profilaxia deve ser iniciada alguns dias antes da chegada ao local de risco, mantida por toda a estadia e ainda ser mantida até alguns dias depois da saída da área de risco. A periodicidade das tomadas podem ser diárias ou semanais de acordo ao remédio escolhido e o tempo de uso também varia

 

Opções de medicações para quimioprofilaxia

  • Atovaquone/Proguanil (Malarone): 1 tomada ao dia.  Inicia-se 1 a 2 dias antes da exposição e se suspende 7 dias após a saída do local de risco.
  • Cloroquina: a dose é semanal. Inicia-se 1 ou 2 semanas antes da exposição e se suspende apenas após 4 semanas da saída da área de risco.
  • Doxiciclina: dose diária. Inicia-se 1 ou 2 dias antes da exposição e se suspende apenas 4 semanas após a saída da área de risco.
  • Mefloquina: a tomada da medicação é semanal, mas deve ser iniciada no mínimo 2 semanas antes da exposição e suspensa apenas 4 semanas após a saída da área de risco.
  • Primaquina: a dose é diária, inicia-se 1 ou 2 dias antes da exposição e se suspende após 7 dias da saída do local de risco.

 

Medidas para prevenção individual contra picada de mosquitos

Apenas o uso de antibióticos profiláticos não protege 100% contra a malária. É importante adotar outras medidas de prevenção contra a picada do mosquito:

Quando procurar o médico por suspeita de Malária?

A Malaria é uma doença grave e que pode levar à morte se não tratada adequadamente.

Procure o médico imediatamente se houver febre confirmada por termômetro (temperatura axilar igual ou maior que 37,5°C), sozinha ou associada a qualquer outro sintoma, que apareça 7 dias após a chegada à área de risco ou até 35 dias após a saída , deve-se buscar atendimento de um médico infectologista o quanto antes e a história da viagem deve ser relatada afim de que ele possa solicitar exames específicos para confirmar o diagnóstico.

 

Fonte:

 

CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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