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O Que Aumenta o Risco de Transmissão do HIV?

Risco De Transmissão Hiv
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O vírus do HIV pode despertar diversas dúvidas a respeito de como é feita sua transmissão e o que pode aumentar o risco de se infectar.

Para que ocorra a transmissão do vírus do HIV, é necessário que haja o contato do vírus de uma pessoa com o organismo de outra pessoa que ainda não tenha o vírus.

É muito importante questionar-se de que forma o vírus pode chegar no organismo dessa pessoa.

A pessoa pode se infectar a partir do contato direto do organismo com algum material potencialmente contaminante, através de feridas abertas, pele machucada, mucosas (que incluem a mucosa do olho, por dentro da boca, região genital e região anal).

Material potencialmente contaminado em pele íntegra não é considerado exposição ao vírus. No entanto, se a pele está íntegra e há uma perfuração da pele com o material contaminado (por exemplo, uma agulha contaminada com o sangue), aí sim é considerado o risco.

Isso é essencial no momento da avaliação pré profilaxia pós-exposição, porque a pessoa pode achar que sofreu exposição ao vírus quando, na verdade, isso não ocorreu de fato.

Deste modo, o indivíduo acaba se submetendo a uma reação adversa ou de toxicidade ocasionada pelos remédios da profilaxia do vírus, sem absorver nenhum benefício, uma vez que este sequer se expôs verdadeiramente ao vírus.

Outro fator igualmente importante é que muitas pessoas tem medo do contato com a saliva. Isto não é justificado, visto que este não é um material contaminante.

A única situação na qual a saliva pode ser considerada um material contaminante para HIV é em ambiente odontológico.

Ainda assim, o que está contaminando na verdade é o sangue, e não a saliva em si. Logo, contato de genitais com saliva, por exemplo, não é uma situação de exposição ao risco para a pessoa que está recebendo o contato com a saliva. 

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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

14 thoughts on “O Que Aumenta o Risco de Transmissão do HIV?

  1. Começo o sexo com masturbação mutua e nos meus dedos penso que devem sempre conter alguma qtde de fluidos vaginais. Aí eu pego a camisinha e acabo pegando tanto na parte de dentro e de fora pra colocar. Ou seja, ao encostar o dedo na parte de dentro imagino que pode ficar alguma qtde de fluidos vaginais dentro da camisinha.

    Isso apresenta risco de Aids? Devo fazer PEP por causa disso?

    Se sim, qual é a maneira correta? Lavar as mãos sempre antes de colocar a camisinha?

    1. O risco é baixo, mas dependendo da quantidade de secreção de secreção em contato direto com a mucosa, pode haver algum risco. Na dúvida, faça os exames.
      A PEP está indicada apenas para casos com exposição de até no máximo 72 horas.

  2. Boa tarde, doutora!
    Dias atrás fui examinado pelo mesmo otoscópio que a médica examinou um paciente com infecção no ouvido. O problema é que quando ela colocou o otoscópio em mim, colocou com força e eu acho que pode ter arranhado la dentro do ouvido. Eu corro o risco de pegar HIV?

  3. Doutora, parabéns pelo trabalho! Ajuda muita gente com dúvidas. Eu estou com uma:
    Estava em um quarto com uma acompanhante e peguei em um papel higiênico que estava muito molhado mesmo, não sei do que se tratava. Ela fez sexo oral com comisinha e foi só isso. Não lembro que coloquei a mão nos olhos ou penis, o quarto estava muito sujo. Estou aflito, isso tem 4 dias. Tenho risco?

  4. Dra, um PCR com 18 da exposição de risco e tendo apresentado diversos sintomas da fase aguda (faringite, fadiga, diarréia, suor noturno, dor de cabeça etc), bem como um exame anti hiv método quimioluminescencia com 30 dias da ER excluem o diagnóstico de HIV, mesmo permanecendo alguns sintomas?

    1. Bom dia. Ná dúvida se houve exposição ou não, ou mediante a certeza de uma exposição ao risco de se infectar, você deve procurar um médico infectologista de sua confiança para te avaliar pessoalmente e solicitar todos os exames cabíveis, não apenas os de HIV mas o de todas as demais infecções sexualmente transmissíveis e que podem ser transmitidas da mesma forma que o HIV, independente de ter sintomas ou não.

  5. Boa Noite. Fiz teste de 4 geração respeitando a janela que deu 0.19 em uma referência que negativo seria até 0.90 / indeterminado de 0.90 a menor que 1,0 e maior que 1.0 positivo. porém tenho um amigo que possui HIV e me contou que é indetectavel e seu último exame deu 0.119. Minha dúvida é posso ficar tranquilo? Existe uma média de até quanto um indetectavel consegue se não ser pego em teste de sorologia? No meu caso é realmemte negativo?

    1. Boa noite. No caso do seu amigo, ele está indetectável devido ao tratamento que ele já faz uso. Já com relação ao seu caso, isso vai depender de quanto tempo após a exposição de risco você realizou o teste. Os testes de 4ª geração tem a janela imunológica máxima de 90 dias da última exposição de risco.

  6. Dra, boa tarde. Sai com uma GP e em determinado momento percebi que ela, após passar gel lubrificante no meu pênis sem proteção, esfregou as mãos em toalha potencialmente suja de resíduos do creme/gel e material pré-seminal de outros homens e voltou a me masturbar. Gostaria de saber o risco relacionado ao HIV? Obrigado.

  7. Dia 24/10/18 uma menina fez sexo oral em mim e logo depois me informou que era soropositiva , com carga viral indetectável no dia 24 iniciei a PEP 14 horas após a exposição, seguindo todo esquema sem faltar 1 dia , dia 14/11 fiz teste rápido dando não reagente e depois dia 26/11 realizei outro teste dando não reagente , dia 04/12 tive tosse seca, espirros e coriza por 4 dias .
    Agora entra a paranoia, quais as chances da PEP ter falhado e qual as chances em % de soroconverter?

    1. Boa tarde. Receber sexo oral não é exposição de risco para o HIV, pois a saliva não transmite o vírus. Para entender melhor, leia sobre os riscos do sexo oral aqui: https://www.drakeillafreitas.com.br/os-riscos-do-sexo-oral/
      Com relação ao PEP, é eficiente na maioria das vezes, desde que tomado da maneira correta. Seu uso é indicado para início com no máximo 72h da exposição de risco, após esse período não há benefício comprovado. Quanto mais cedo seu início, mais eficiente será seu efeito.

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