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Profilaxia Pós-Exposição e Infecção Aguda pelo HIV

Profilaxia Pós-Exposição E Risco De Infeccao Aguda Pelo Hiv
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A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é um esquema de utilização dos medicamentos antirretrovirais por pessoas que sofreram exposição com um risco significativo de contrair o vírus do HIV.

É bastante improvável que haja sintomas de infecção aguda durante a PEP, pois é justamente os altos níveis de vírus no sangue que está relacionado aos sintomas de infecção aguda pelo HIV (também chamado de síndrome retroviral aguda).

No entanto, quando a pessoa está usando a Profilaxia Pós-Exposição do HIV, mesmo que este esquema não tenha uma eficácia muito boa, ou seja, que a pessoa acabe se infectando, ele ainda vai ter efeitos positivos durante seu uso, em termos de abaixar os níveis de vírus no sangue.

Logo, é muito difícil que uma pessoa que está fazendo uso da Profilaxia Pós-Exposição do HIV, chegue a ter sintomas relacionados à Síndrome Retroviral Aguda, pois os níveis de vírus no sangue vão estar baixos, mesmo que a Profilaxia não interrompa o processo da infecção.

Mas lembre-se: a pessoa pode não apresentar absolutamente nenhum sintoma, e ainda assim estar infectada pelo vírus HIV.

Portanto, se houve uma exposição, independente de ter ou não ter sido feita a Profilaxia Pós-Exposição, o médico infectologista deve ser consultado, para que sejam realizados os exames não apenas de HIV, mas das outras infecções sexualmente transmissíveis pelo tempo correto, de acordo com a janela imunológica de cada tipo de exame, com o objetivo de que ao final desse processo a possibilidade de transmissão daquela exposição de risco seja totalmente excluída ou confirmada.

O esquema pode ser iniciado até 72 horas após a exposição. Após esse período, o esquema não apresenta benefícios. Porém, é importante ressaltar que este deve ser iniciado o quanto antes, pois está diretamente relacionado com uma maior eficácia do tratamento.

Não deixe de realizar acompanhamento com o médico Infectologista. Fique em dia com a sua saúde.


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

11 thoughts on “Profilaxia Pós-Exposição e Infecção Aguda pelo HIV

  1. Dr. os meus sintomas como dor de cabeca, dor nos olhos e tensao muscular pode ta relacionado ao estresse}? ja teve caso de pacientes que ficaram estressados e tiveram esses sintomas. mas n estavam infectados? to no 10 dia. Essas reacoes n deveriam aparecer a partir do 14?

  2. Boa noite Dra, fiz um teste rapido por volta das 8:30 horas a enfermeira pediu parar buscar o papel do exame de tarde impressora estragado, ao ir lá por volta das 15:30 horas barrei no lixo caiu uma embalagem de teste no impulso juntei não vi vestijo de sangue ne líquido algum fiquei preocupado posso pegar hiv por isso a única lesão que tinha era o furo da lanceta feito 8 horas antes.

  3. Dra, boa tarde. Entrei um contato com uma moça soro positiva dia 27/06, onde a camisinha estourou no ato de sexo anal, logo percebi e troquei a camisinha.
    Aí dia 23 de fiz os testes mais atuais que existem, inclusive os pelo método Nat ( todos negativos).
    Setembro refiz os mais atuais, 4° geração e nat( todos negativos).
    Outubro no mesmo dia fiz os teste rápidos ( todos negativos). Estou tão assustado que não faço mais sexo, ainda devo me preocupar em dar positivo?

    1. Bom dia. Com relação ao HIV, testes diagnósticos específicos realizados em locais de confiança (ou seja, aqueles locais nos quais você confia no resultado do teste) após o período máximo da janela imunológica (tempo entre contato com o vírus e o aparecimento de resultado positivo ou reagente pelo exame) descartam o diagnóstico de HIV. No caso do teste de 4 º geração, um resultado negativo a partir dos 90 dias após a última exposição de risco, já exclui o caso.

  4. Dra,
    Estou tomando PEP (Truvada e Isentress) e estou aplicando uma loção capilar chamada Minoxidil.

    Há algum problema? O Minoxidil altera o efeito?

    Obrigado.

  5. Boa noite Dra.
    Estive em uma situação de risco. 6 horas após o episódio comecei a PEP. Tomei por 28 dias. No dia 30 após a exposição fiz o teste rápido negativo e com 36 dias fiz um teste de 4° geração em laboratório tbm negativo. O q quero saber é se é comum acontecer entre pessoas q usaram a PEP falsos negativos nesse período?

    1. Boa tarde. O uso da PEP é eficiente na maioria das vezes, desde que tomado da maneira correta. Seu uso é indicado para início com no máximo 72h da exposição de risco, após esse período não há benefício comprovado. Quanto mais cedo seu início, mais eficiente será seu efeito.
      Após o tratamento você deve realizar o teste com 30 dias (que você já fez) e outro com 90 dias, para encerrar o caso.
      O teste de 4ª geração normalmente se positiva já no primeiro mês, mas sua janela máxima é de 90 dias.

  6. Dia 24/10/18 uma menina fez sexo oral em mim e logo depois me informou que era soropositiva , com carga viral indetectável no dia 24 iniciei a PEP 14 horas após a exposição, seguindo todo esquema sem faltar 1 dia , dia 14/11 fiz teste rápido dando não reagente e depois dia 26/11 realizei outro teste dando não reagente , dia 04/12 tive tosse seca, espirros e coriza por 4 dias .
    Agora entra a paranoia, quais as chances da PEP ter falhado e qual as chances em % de soroconverter?

    1. Boa tarde. Receber sexo oral não é exposição de risco para o HIV, pois a saliva não transmite o vírus. Para entender melhor, leia sobre os riscos do sexo oral aqui: https://www.drakeillafreitas.com.br/os-riscos-do-sexo-oral/
      Com relação ao PEP, é eficiente na maioria das vezes, desde que tomado da maneira correta. Seu uso é indicado para início com no máximo 72h da exposição de risco, após esse período não há benefício comprovado. Quanto mais cedo seu início, mais eficiente será seu efeito.

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