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Gonorreia

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Gonorreia

Qualquer pessoa sexualmente ativa pode ter gonorreia, independente de seu estilo de vida ou quantidade de parceiros sexuais.

Trata-se de uma infecção bastante prevalente e que pode causar vários problemas. Mas se tratada adequadamente, tem cura.

Como a gonorreia é transmitida

  • Através de relações vaginais, anais ou orais

Sintomas

Homens:

  • Dor ou queimação ao urinar
  • saída de secreção pelo canal da urina que pode ser branca, amarela ou verde
  • Dor ou inchaço nos testículos

Mulheres:

70 a 80% das mulheres com gonorreia não apresentam sintomas.

Quando os têm, costumam ser brandos e podem ser facilmente confundidos com infecções de outras causas

  • Disúria (Dor ou queimação ao urinar)
  • Saída de secreção pela vagina
  • Sangramento vaginal fora do período menstrual
  • Dispareunia (Dor durante o ato sexual)

Outros sintomas não genitais da gonorreia

  • Dor e inchaço nas articulações

Infecção retal por gonorreia

  • Prurido anal (coceira)
  • Saída de secreção pelo ânus
  • Dor anal
  • Sangramento anal
  • Movimentos intestinais dolorosos

Complicações

Mulheres:

  • Doença Inflamatória Pélvica
  • Infertilidade
  • Gestação ectópica (fora do útero)
  • Dor abdominal crônica
  • Infecção generalizada (sepse)
  • Em gestantes, a infecção pode ser transmitida ao bebê

Homens:

  • Dor testicular
  • Infertilidade
  • Infecção generalizada (sepse)

Gonorreia na gestação

Gestantes infectadas podem transmitir a bactéria aos filhos, mesmo sem ter sintomas.

A transmissão pode ocorrer durante a passagem do bebê pelo canal vaginal, ou seja, parto normal.

O risco de transmissão varia de 30 a 50 %

O que pode levar a infecção por gonorreia no recém-nascido

  • Conjuntivites graves que pode levar a cegueira
  • Sepse (infecção generalizada)
  • Artrite
  • Abscesso no couro cabeludo
  • Pneumonia
  • Endocardite (infecção no coração)
  • Estomatite (Infecção na boca)
  • Meningite (infecção no sistema nervoso central – cérebro)

Como se faz o diagnóstico?

Exames de cultura ou testes moleculares realizados a partir da secreção vaginal.

Qual o tratamento?

O tratamento é feito com antibióticos e varia de acordo com a gravidade e localização da infecção.

  • Ciprofloxacino
  • Azitromicina
  • Ceftriaxone

Quando ter sexo

É necessário aguardar 7 dias após o final do tratamento para se ter relações sexuais.

Seu (sua) parceiro(a) deve ser testado e tratado caso diagnosticado, mesmo que não tenha sintomas.

 

Fonte:


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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