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Esofagite Infecciosa Relacionada ao Vírus Herpes e Citomegalovírus

Infectologista - Esofagite Infecciosa Relacionada ao Vírus Herpes e Citomegalovírus
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A esofagite é uma inflamação que atinge o esôfago (tubo que liga a parte posterior da boca ao estômago) e pode causar dores no peito e dificuldade para engolir. A doença pode ter diversas causas e é dividida em quatro tipos.

Continue a leitura deste artigo para saber mais sobre a relação de um dos tipos da esofagite com o vírus da Herpes e Citomegalovírus.

Esofagite – Saiba mais

O esôfago é o órgão responsável por ligar a garganta ao estômago, ou seja, é um tubo oco por onde passam resíduos de alimentos já mastigados.

Há vários mecanismos naturais de defesa que protegem esse “cano” contra infecções, como por exemplo a saliva, o movimento de contração do próprio esôfago e as células do sistema imunológico.

Desta forma, as pessoas com risco de apresentar infecção incluem aquelas que passaram por um transplante de órgãos, presença de alcoolismo, diabetes, um sistema imunológico enfraquecido ou comprometido, desnutrição, câncer, distúrbios de movimento do esôfago e AIDS, onde as principais maneiras de infecção são pelo vírus do herpes simples e pelo citomegalovírus.

Esofagite – Tipos

  • A inflamação no esôfago pode ser dividida em quatro tipos distintos, sendo eles:
  • Esofagite de refluxo;
  • Esofagite de eosinófilos;
  • Esofagite linfocítica;
  • Esofagite por medicamentos;
  • Esofagite infecciosa.

Essa classificação se dá a partir daquilo que as ocasionou, ou seja, cada tipo de Esofagite tem uma causa diferente. No entanto, mais de um fator podem levar uma pessoa a desenvolver esse quadro.

Esofagite Infecciosa – Causas

  • Herpes simples;
  • Citomegalovirus;
  • Candida;
  • Criptococo;
  • Histoplasmose;
  • Blastomicose;
  • Aspergilus;
  • Micobactérias.

Esofagite Infecciosa – Quando Buscar um Médico?

Os sintomas da Esofagite costumam ser os mesmos em todos os tipos da doença, podendo incluir: dificuldade de deglutição, dores no peito, náuseas, vômitos, dor abdominal, perda de apetite, tosse e sensação de alimento entalado na garganta. Essas infecções também são capazes de causar úlceras (feridas), irritação e inchaço do esôfago.

Muitas vezes, isso pode ser causado por diversas razões e deficiências no próprio sistema digestivo. Por isso, é recomendado que se busque um médico especialista quando os sintomas:

  • Persistirem por mais de uma semana;
  • Não amenizarem com a ingestão de antiácido;
  • Acompanham sintomas de outras doenças, como gripe, falta de ar e dores no peito.

Esofagite Infecciosa – Tratamento e Prevenção

Após ser diagnosticado por um profissional como tendo esofagite infecciosa, o paciente pode ser orientado a fazer o uso de medicamentos via oral ou por injeção. Apenas o médico poderá dizer qual remédio será mais indicado para o seu caso, assim como sua dosagem e o tempo de duração do tratamento.

Algumas complicações podem surgir caso a esofagite não seja tratada da forma correta, e entre elas está a alteração da estrutura do esôfago e sua forma de funcionamento. Nesses casos, é possível observar o estreitamento do órgão, bem como o surgimento de tecidos “estranhos” em seu revestimento e alterações em suas células, que podem acabar acarretando em algum tipo de câncer.

Beber muita água junto aos medicamentos e não forçar o funcionamento do esôfago são passos simples que podem evitar inflamações e prevenir a esofagite. Em caso de dúvidas, procure o médico responsável pelo seu caso.

Fonte: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/doen%C3%A7as-do-es%C3%B4fago-e-da-degluti%C3%A7%C3%A3o/doen%C3%A7as-esof%C3%A1gicas-infecciosas

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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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