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Candidíase – Tudo que Você Precisa Saber!

Candidíase
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Quando falamos em candidíase, logo pensamos na condição conhecida como vulvovaginite por candida que acomete a região íntima feminina. No entanto, essa forma não é a única de infecção pelo fungo da cândida, que também pode acometer pacientes do sexo masculino.

A condição pode se manifestar de formas superficiais ou graves e possui diversos tipos de tratamento, de acordo com a região ou tipo de infecção. Continue a leitura deste artigo e veja tudo o que você precisa saber sobre a candidíase.

A Candidíase

Candidíase é o nome dado a infecções originadas pelo fungo da cândida. Essas infecções podem se manifestar nas mucosas afetando a região genital e oral em ambos os sexos, além do aparecimento de micoses nas dobras de pele e infecções mais graves em órgãos internos como é o caso da candidíase do esôfago, vias urinárias ou nos casos pneumáticos e de meningite causados pelo fungo.

Infecções por cândida são mais comuns do que se imagina. Em pessoas com sistema imunológico fortalecido, não chegam a causar quadros graves. Já em idosos, pacientes imunodeprimidos ou portadores de doenças graves que possam apresentar falhas no sistema imunológico, costumam desenvolver as formas mais agressivas da infecção.

Transmissão

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A Candida albicans, espécie mais comum do fungo cândida, habita naturalmente a flora gastrointestinal do ser humano, isso significa que a maioria dos casos de candidíase não ocorre por transmissão entre pessoas.

Quando algo provoca o desequilíbrio na flora local ou nos níveis de imunidade do paciente, alguns fungos podem se proliferar de forma exacerbada e invadir tecidos causando assim a candidíase.

Em outros casos, a minoria deles, a transmissão pode ser passada durante alguma relação sexual ou até mesmo passada para o bebê durante o parto vaginal.

Tipos de Infecção Por Candida

O fungo da cândida se desenvolve em regiões como a pele, boca, esôfago, bexiga, vagina, pênis e diversos outros órgãos internos. Confira a seguir os diferentes tipos de infecção pela cândida.

Candidíase Vaginal

Conhecida também por vaginite por cândida, a condição pode ser relatada por cerca de 75% da população feminina pelo menos uma vez ao longo da vida. A candidíase vaginal é mais comum naquelas mulheres que estão em idade fértil, no entanto, também pode ocorrer após a menopausa.

Existem alguns fatores de risco que podem facilitar o desenvolvimento da candidíase vaginal, sendo eles:

  • Uso recente de medicamentos antibióticos;
  • Alterações hormonais provocadas pelo uso de anticoncepcionais, reposição hormonal ou menopausa;
  • Diagnóstico de diabetes mellitus;
  • Predisposição genética;
  • Paciente imunossuprimida.

Alguns dos sintomas mais apontados para a condição são:

  • Coceira na região íntima;
  • Ardência e/ ou queimação na região da vulva;
  • Corrimento vaginal esbranquiçado, inodoro e em pouca quantidade.

Tratamento

Tratar uma candidíase vaginal é um processo simples na grande maioria dos casos. Uma dose de medicamento antifúngico prescrito por seu médico de confiança já poderá ser suficiente para eliminar o excesso de candidato. Também poderá ser prescrito o uso de pomadas vaginais, caso necessário.

Candidíase no Pênis

Apesar de não ser tão comum quanto em mulheres, homens também podem apresentar casos de candidíase na região íntima. Assim como descrito acima, os fatores de risco são semelhantes, acrescentando:

  • Má higienização do pênis;
  • Uso de fraldas (Geriátricas ou infantil).

Sintomas

Os sintomas de uma candidíase no pênis podem ser descritos por:

  • Vermelhidão;
  • Inchaço;
  • Dor;
  • Placas esbranquiçadas na glande;
  • Coceira;
  • Ardência durante ou após a relação sexual.

O tratamento também deve seguir a mesma linha da candidíase vaginal, utilizando antifúngico na forma oral ou em pomada.

Candidíase Oral

A candidíase oral em adultos pode indicar algum grau de imunossupressão ou distúrbios da flora germinal da boca. Já em crianças e bebês, a candidíase oral se desenvolve pelo desequilíbrio dos agentes causadores.

Os fatores de risco são:

  • Diagnóstico de diabetes;
  • Uso de prótese dentária;
  • Doenças que afetam a salivação;
  • Pacientes imunossuprimidos.

Sintomas

  • Lesões (podem aparecer em qualquer local da cavidade oral como palado, uvula, bochecha, lingua, gengiva etc)
    • Pseudomembranosa
      • Lesão branca semelhantes a placas que podem ser removidas por raspagem com gaze seca ou abaixador de língua e as ser raspada percebe-se uma lesão avermelhada em baixo
    • Eritematosa
      • Lesão intensamente avermelhada
    • Lesão mista
  • Ardência na boca;
  • Dificuldade para engolir;
  • Dor para engolir
  • Diminuição do paladar;

O tratamento para a condição deve ser prescrito por um médico de sua confiança. Poderá ser realizado via oral com auxílio de bochechos.

Candidíase Do Esôfago

Esse tipo de infecção acomete pacientes com problemas no sistema imunológico, tendo o HIV como principal causa. No entanto, qualquer estado de imunossupressão pode ser responsável pelo desenvolvimento da candidíase de esôfago.

Ao relatar sintomas como dor ao engolir e dores no peito, o paciente poderá ser redirecionado a um exame de endoscopia digestiva alta para confirmar ou não a presença da condição.

Candidíase na Pele

Conhecida também como intertrigo, as inflamações de pele ocorrem na junção de duas áreas, como entre os dedos, virilha, axilas, bolsa escrotal e abaixo das mamas. Por serem locais mais úmidos e quentes do que o resto do corpo, favorecem a proliferação de germes, bactérias e fungos.

A manifestação ocorre por meio de placas avermelhadas que coçam e/ ou doem em qualquer região da pele, podendo ser tratada com cremes antifúngicos e outros cuidados prescritos por seu médico de confiança.

Tipos de Tratamento Para Candidíase

O tratamento para a candidíase vai depender do diagnóstico médico, assim como do tipo de infecção adquirida. Em suas formas graves, a abordagem contará com a administração de antifúngicos por via oral ou intravenosa.

Já naqueles quadros considerados superficiais, o procedimento inicial pode ser realizado por meio da aplicação de pomadas ou soluções antifúngicas prescritas por seu médico de confiança.

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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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