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Combate à sífilis gestacional

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Como prevenir a sífilis gestacional

Toda mulher deve ser testada para a sífilis gestacional durante o pré natal, independente de ter sintomas ou não.

Caso o seu teste seja positivo, deve-se tratar o quanto antes para evitar passar a doença para o bebê.

É fundamental que o esposo faça o teste e também o tratamento, caso o resultado seja positivo, mesmo sem ter sintomas. Caso contrário, a sua esposa pode ser reinfectada.

Precisa-se de repetir o teste durante a gravidez?

Sim. Entre as 28 e 32 semanas e outra vez quando começar o trabalho de parto.

Toda mulher que sofreu aborto espontâneo após as 20 semanas da gestação deve também ser testada para a sífilis.

Toda mãe e seu bebê devem ter pelo menos 1 exame negativo para sífilis antes da alta hospitalar.

O tratamento

A penicilina G é o único antibiótico comprovadamente capaz de prevenir a transmissão ao bebê. O número de doses dependerá da fase da doença em que a mãe se encontra.

Doses não poderão ser perdidas. Caso a gestante perca alguma dose, deverá fazer todo o tratamento novamente.

Gestantes que são alérgicas à Penicilina devem ser dessensibilizadas e tratadas com penicilina.

Na suspeita de existir alergia ou não, testes cutâneos ou doses de desafio com penicilina oral podem ser úteis.

Uma vez tratada, a gestante deve seguir realizando teste mensal da sífilis para controle e cura.

Mulheres com diagnóstico de sífilis na segunda metade da gestação, mesmo que tratada adequadamente, ainda possuem maior risco de parto prematuro e devem ser acompanhadas de perto pelo obstetra.

Cuidados com o feto

Quando a sífilis é diagnosticada na segunda metade da gestação, o feto deve ser avaliado para descartar a doença.

Alterações ao ultrassom que sugerem que o bebê foi infectado:

  • Hepatomegalia fetal (aumento do fígado),
  • Hidropsia (edema, aumento de líquido no feto),
  • Anemia,
  • Espessamento da placenta.

É importante, contudo, que a busca pelo acometimento fetal não atrase o tratamento da gestante em hipótese alguma.

Outras doenças de transmissão sexual

É fundamental testar estas mulheres também para outras infecções de transmissão sexual, principalmente o HIV, para que possam ser tomadas as condutas pertinentes para a proteção, tanto da gestante quanto do feto.

Fonte:

 

 


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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