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Conheça mais sobre o sarampo

Desafío Para Principiantes (2)
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Sarampo

Doença viral que causa febre, mal estar e erupções na pele.

Pode ser muito grave, especialmente em crianças menores de 2 anos de idade.

Conheça mais sobre a doença:

Transmissão

Transmissão por aerossóis, contato direto de uma pessoa a outra, por meio das secreções do nariz e da boca.

Estas secreções são expelidas ao tossir, respirar ou mesmo falar.

Período de transmissão

A pessoa infectada começa a transmitir o vírus de 4 a 6 dias antes do aparecimento dos sintomas e até quatro a 6 dias após o aparecimento das manchas na pele.

Pessoas com imunidade baixa transmitem durante todo o período de doença.

Sintomas

Período de incubação (tempo entre o contato com o vírus e inicio dos sintomas) varia de 7 a 18 dias.

Sintomas iniciais:

  • Mal estar;
  • Falta de apetite;
  • Tosse produtiva;
  • Secreção nasal intensa;
  • Conjuntivite (olhos avermelhados);
  • Olhos inchados;
  • Dor muscular (mialgia);
  • Fotofobia (incômodo à luz);
  • Febre alta  (acima de 38,5°C) – primeiro sintoma, geralmente dura de 4 a 7 dias;

Manchas na boca

  • Manchas brancas que aparecem na mucosa bucal (sinal de koplik) surgem de 1 a 2 dias antes do exantema
Sinal De Koplik
Sintomas do sarampo – Sinal De Koplik

Manchas na pele

  • Manchas vermelhas na pele (Exantema). Aparecem cerca de 14 dias após o contato.

Surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo.

Demora de 5 a 7 dias para estas manchas começarem a desaparecer.

Desafío Para Principiantes
Sintomas do sarampo – Exantema ou rash

Pacientes com imunidade baixa podem não apresentar manchas na pele.

Sintomas do Sarampo podem ser facilmente confundidos com outras infecções virais, apenas exames específicos podem confirmar seu diagnóstico.

Fase de remissão

  • Diminuição dos sintomas e queda da febre
  • Lesões da pele tornam-se escurecidas, castanho-acinzentadas, podendo surgir descamação (como lembra farinha, recebe o nome de descamação furfurácea)

Diagnóstico

Exames sorológicos

Identificam anticorpos produzidos pelo nossos sistema imune ao entrar em contato com o vírus.

Realizados em amostra de sangue

  • Ensaio imunoenzimático (ELISA): dosagem de IgM e IgG
  • Inibição de hemaglutinação (HI): para dosagem de anticorpos totais;
  • Imunofluorescência (IF): para dosagem de IgM e IgG;
  • Neutralização em placas: detecção de anticorpos específicos;

Exames moleculares

Identificam material genético do vírus.

Podem ser realizados em sangue ou qualquer outro material orgânico

  • Reação em cadeia de Polimerase – PCR-Sarampo

Tratamento

Não há tratamento específico para a infecção.

A OMS e a Unicef recomenda dose elevada de vitamina A (única ou duas) nas seguintes situações:

  • Pessoas com imunodeficiências
  • Pessoas com evidência de xeroftalmia
  • Pessoas com desnutrição
  • Pessoas com problemas de absorção intestinal.

A principal forma de evitar as complicações é prevenindo-se contra a doença, por meio da vacinação.

Complicações

A infecção pelo sarampo pode afetar o sistema imunológico por até 3 anos após o contato.

Febre por mais de três dias após o aparecimento do exantema pode indicar o aparecimento de complicações

  • Reativação de infecções latentes como Tuberculose
  • Infecções bacterianas sobrepostas à infecção pelo sarampo inicial
  • Pneumonia
  • Otite (infecção nos ouvidos)
  • sinusite (inflamação dos seios da face)
  • estomatite (inflamação das gengivas)
  • Diarreias
  • Hepatoesplenomegalia (aumento de tamanho do fígado e baço)
  • Hepatite (inflamação do fígado)
  • Linfadenite
  • Hemorragias na pele
  • Purpura fulminante
  • Trombocitopenia (queda das plaquetas)
  • Apendicite (inflamação do apêndice)
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas)
  • Pericardite (inflamação do tecido que cobre o coração)
  • Coagulação intravascular disseminada (CIVD)
  • Panencefalite subaguda esclerosante
  • Alterações de sensibilidade como formigamentos
  • Encefalite (1 em cada 1.000 pacientes) – pode deixar sequelas. Leva á morte em 10 % dos casos
  • Doença degenerativa do cérebro secundária à infecção persistente pelo Sarampo (pode aparecer 10 anos após a infecção)

Quem tem maior risco para complicações:

  • Pessoas com imunidade baixa por doença de base ou medicamentos
  • Crianças abaixo dos 5 anos de idade
  • Adultos acima dos 20 anos
  • Pessoas que sofrem com desnutrição
  • Pessoas com deficiências de vitamina A

 

Fonte:


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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