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Aumento dos casos de Sarampo

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Sarampo

O Sarampo é uma doença viral que causa febre, mal estar e erupções na pele. Podendo ser muito grave, especialmente em crianças menores de 2 anos de idade.

Este vírus existe em todo o mundo, porém, circula mais no final do inverno e inicio da primavera.

Em países com pouca cobertura de vacina, as epidemias de Sarampo costumam ocorrer a cada dois ou três anos.

Naqueles que conseguem manter altos níveis de cobertura vacinal, o número de casos tem caído muito, e ocorrem apenas pequenos surtos a cada cinco/sete anos.

Saiba mais sobre os Sintomas e Consequências do Sarampo

Sarampo no Brasil

O último caso de Sarampo com vírus autóctone (vírus que não veio de outro pais e não era da vacina) foi em 2000.

Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de área livre de sarampo.

Nesse período, casos isolados e surtos de vírus importados (pessoas pegaram a doença em outros países) ocorreram eventualmente.

Sarampo
Casos de Sarampo no Brasil – Imagem retirada diretamente do site da sbim

Em fevereiro de 2018 a doença voltou ao pais a través do contato de brasileiros não vacinados com pessoas infectadas na Venezuela.

Até 25 de julho de 2018, foram confirmados:

  • 519 casos de sarampo no Amazonas (3.725 ainda estão em investigação)
  • 272 em Roraima (106 em investigação).

Todos os casos confirmados são do mesmo subtipo que circula na Venezuela.

Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de:

  • São Paulo (1 caso)
  • Rio de Janeiro (14 casos)
  • Rio Grande do Sul (13 casos)
  • Rondônia (1 caso)
  • Pará (2 casos)

Como evitar o Sarampo

Vacinação de rotina

Respeitando o calendário nacional de vacinação

Bloqueio vacinal

Uso de vacina em até 72 horas para interromper cadeia de transmissão em população específica

Intensificação vacinal

Busca de faltosos, bolsões de não vacinados e vacinação oportuna de rotina;

Campanhas de vacinação

Vacinação em massa de determinada população

Campanhas de seguimento

Rotina de busca de não vacinados ou com esquema incompleto;

Varredura

Busca de não vacinados entre seis meses a 49 anos para completar o esquema;

Monitoramento vacinal

Monitoramento das coberturas ajuda a avaliar o índice de vacinação da população e a determinar estratégias que podem ser realizadas.

Vacinação contra o sarampo

A principal forma de evitar a infecção é pela vacina

Aumento de casos ocorrem devido à baixa cobertura vacinal da população

Em 2017, dados preliminares indicavam uma cobertura no Brasil de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral).

Para acabar com o aumento de casos, é necessário uma vacinação de pelo menos  95% da população.

A vacina contra o Sarampo é de vírus vivo atenuado (enfraquecido) e é conjugada, ou seja,  existem outros vírus mesma vacina:

  • Vacina tríplice viral (protege contra o sarampo, caxumba e rubéola) – SCR
  • Vacina tetra viral (protege contra o sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – SCR-V

Quem está protegido

  • Quem já teve infecção comprovada pelo sarampo
  • Quem tomou pelo menos 2 doses da vacina a partir dos 12 meses de idade com pelo menos 1 mês de intervalo entre as doses.

Quem deve tomar a vacina

Todas as crianças, adolescentes e adultos que não possuem contra indicação e que:

  • Nunca foram vacinados
  • Não possuem comprovação da vacinação
  • Não tenha tido infecção pelo Sarampo em algum momento da vida confirmada

Na dúvida se a vacinação está completa ou se teve infecção prévia, a vacinação está indicada.

Quem não pode tomar a vacina (contra-indicações)

  • Gestantes
  • Mulheres que pensam em engravidar (devem aguardar pelo menos 4 semanas após a vacina)
  • Pessoas com imunidade baixa por doença ou medicação,
  • Histórico de anafilaxia após aplicação de dose anterior da vacina (evento bastante raro)
  • Menores de 6 meses de idade
  • Pessoas com quadro de febre, independente da causa.

Não há limite de idade para o recebimento da vacina

Idosos com indicação da vacina e sem contra indicações à mesma, podem recebê-la

Esquema de vacinação:

São necessárias 2 doses da vacina.

  • Em crianças a partir dos 12 meses, o intervalo recomendado entre as doses é de 3 meses
  • Crianças mais velhas, adolescentes e adultos: intervalo de um mês.

A vacina e o ovo

Apesar de ter traços de proteína de ovo de galinha em sua fórmula, mesmo pessoas com alergias graves à ovo não possuem contra indicação à vacina.

O recomendado nestes casos é apenas que a vacinação seja feita em ambiente hospitalar por segurança.

Alergia ao ovo de galinha não contra-indica a vacina

Efeitos adversos da vacina

Reações vacinais graves são bastante raras. Em geral as reações são brandas.

Reações que podem começar entre 5 e 12 dias após a vacinação e durar até o 5° dia:

  • Febre, normalmente baixa.
  • Erupções na pele parecidas com sarampo
  • Reações locais como ardência, vermelhidão, dor e formação de nódulo.
  • Dor de cabeça, irritabilidade,  lacrimejamento, vermelhidão dos olhos e coriza,

Reações que podem começar com mais de 14 dias após a vacinação:

  • Manchas vermelhas no corpo, podem aparecer de 7 a 14 dias após a vacinação, durando em torno de dois dias.
  • Ínguas podem aparecer entre 7 a 21 dias após a vacinação.

Reações vacinais mais raras:

  • Inflamação das meninges (meningite), em geral benigna, pode ocorrer entre o 11º e o 32º dia após a vacinação.
  • Inflamação do cérebro (encefalite) pode surgir entre 15 a 30 dias após a vacinação (ocorre um a cada 1 milhão a 2,5 milhões de vacinados com a primeira dose)
  • Manifestações hemorrágicas (púrpura trombocitopênica) (ocorre um caso a cada 30 mil a 40 mil vacinados) com evolução benigna entre 12 a 25 dias após a vacinação, mas sua ocorrência contraindica doses subsequentes.
  • Dor articular ou artrite surge em 25% das mulheres vacinadas após a puberdade, aparece de 1 a 21 dias depois da vacinação. Essa reação é transitória, benigna e não contraindica outras doses da vacina.
  • Inflamação das glândulas parótida, pode ocorrer  de 10 a 21 dias após a vacina.

Reações graves ou que não passem após 24 ou 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser avaliado pelo médico, a fim de descartar outras causas.

 

Fonte:


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

2 thoughts on “Aumento dos casos de Sarampo

  1. Dra, qual exame devo fazer pra saber se já tive catapora?

    Pode me dizer o nome completo do exame por favor?

    Obrigado.

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