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Nova vacina contra a cólera

Nova vacina contra a cólera
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Nova vacina contra a cólera é liberada nos Estados Unidos.

A Cólera é uma doença infecciosa que causa quadro grave de diarreia que pode levar à morte por desidratação em pouco tempo

É causada por uma bactéria chamada Vibrio cholerae sorogrupo O1 (mais 99% dos casos)  ou O139.

Ela é endêmica em cerca de 60 países em todo o mundo.

80% dos casos dos casos de cólera registrados no Estados Unidos ocorrer em pessoas que viajaram para lugares endêmicos na África Ásia e Caribe

Não é uma infecção frequente no Brasil, mas é um risco especial para viajantes que visitam lugares endêmicos.

Vacina contra a cólera:

O FDA ( órgão dos Estados Unidos simular a ANVISA  aprovou uma vacina contra a cólera em 2016.

A vacina  chama-se Vaxchora . É feita de bactérias vivas enfraquecidas

Até o momento não há estudos de segurança e efetividade de doses de reforço.

Não há dados de proteção com mais de 3 meses após a vacinação.

Esta vacina não tem ação contra  Vibrio cholerae sorogrupo O139 ou outros sub grupos não O1

Indicação da vacina

  • Pessoas que irão viajar para áreas e de risco e não tenham nenhuma contra indicação a vacina (especialmente aquelas de maior risco para se infectar ou com fatores de risco para complicações caso se infectem)
  • Deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da exposição
  • Seu uso não está bem estabelecido para pessoas que já vivem em áreas endêmicas ou que já tiveram contato prévio com a cólera.

Quem tem maior risco de se infectar pela cólera

  • Pessoas que estão viajando para fornecer ajuda humanitária em países endêmicos
  • Pessoas que irão visitar amigos e parentes que vivem em áreas endêmicas
  • Pessoas que permanecerão muito tempo nas áreas endêmicas com acesso limitado a alimentos e água segura.

 

Quem tem maior risco de morrer caso se infecte pela cólera:

  • Pessoas com grupo sanguíneo do tipo O;
  • Pessoas com baixa acidez gástrica;
  • Pessoas com alguma condição de saúde que leve a menor tolerância a estados de desidratação como doenças cardíacas ou renais

Como é dada a vacina

  • A administração é realizada por via oral (por boca)
  • A vacina vem em sachês com pozinhos que são diluídos em água antes de ser ingeridos
  • Dose única
  • Deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da exposição ao risco.

Cuidados com relação a vacina:

  • Não se deve beber ou ingerir nada no período de 1 hora antes de tomar a vacina e até 1 horas depois.
  • Para tomar esta vacina, a pessoa não pode ter feito uso de nenhum antibiótico nos últimos 14 dias que precedem a vacina.
  • Não devem fazer uso de cloroquina até 10 dias depois da dose.
  • Resquícios da vacina pode ser eliminado pelas fezes de quem tomou até 7 dias após a administração. Isso pode ser um risco para pessoas domiciliar (que morem na mesma casa da pessoa vacinada) e que não tenham sido vacinadas. Cuidados adicionais devem ser consideradas se algum contato domiciliar for imunodeprimida

Efeitos adversos da vacina

  • Em geral é muito bem tolerada.

Reações mais frequentes são de intensidade moderada:

  • Cansaço
  • Dor de cabeça
  • Sintomas gastro intestinais: dor abdominal, náuseas, vômitos, perda de apetite, diarreia

Quem não deve tomar a vacina

  • Pessoas alérgicas a algum componente da vacina
  • Menores de 18 anos ou com 65 anos ou mais.
  • Gestante e mulheres amamentado (risco de transmissão ao bebê)
  • Pessoas com imunidade baixa (segurança não está bem estabelecida)

Outros cuidados fundamentais para se evitar a cólera:

  • Comer apenas em lugares pre estabelecidos
  • Não comprar comidas de ambulantes
  • Comer apenas alimentos cozidos e servidos quentes
  • beber apenas água engarrafada, preferencialmente que abram a garrafa na sua frente e água com gás (mais difíceis de adulterar)
  • Higienizar  as mãos de forma correta, antes de comer ou beber

Fonte:

 

 


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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