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Imunidade ao COVID-19 – Pode-se Desenvolver a Doenças Novamente?

Infectologista - Imunidade ao COVID-19 – Pode-se Desenvolver a Doenças Novamente?
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Imunidade ao COVID-19 – Pode-se Desenvolver a Doenças Novamente? – A reinfecção por alguma doença não é tão incomum como se imagina. Várias delas podem acometer a mesma pessoa mais de uma vez, isso porque o sistema imunológico pode combatê-la em uma forma primária, no entanto, quando sofre mutações, o organismo não as reconhece e acaba não tendo anticorpos capazes de eliminá-la.

Com a explosão de casos da COVID-19 ao redor do mundo, ainda existem muitas dúvidas a seu respeito. Por ter uma rápida disseminação, algumas informações sobre o vírus ainda não são totalmente conhecidas por pesquisadores e autoridades da saúde mundial. Uma delas é sobre a resposta imunológica de uma pessoa já infectada.

Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre o porquê de alguns pacientes já curados do COVID-19 voltaram a apresentar a doença.

Covid-19

Os casos do novo coronavírus já atingem mais de 3,08 milhões de confirmações mundialmente. Dentre eles, mais de 900 mil pessoas já se recuperaram da doença viral. No Brasil, os números são os mais altos de toda américa latina tendo mais de 71 mil casos confirmados, 31 mil recuperados e 5 mil óbitos ocasionados pela covid-19.

A doença provoca problemas respiratórios que podem variar de leves a graves levando até mesmo a intubações e internações em unidades de terapia intensiva. Por ter o principal meio de contágio através de gotículas de saliva de uma pessoa infectada, a covid-19 tem desafiado grande parte da população mundial que e precisou adotar novos hábitos, como por exemplo o distanciamento social, uso de máscaras de proteção e aplicação de álcool em gel constantemente.

Pessoas Curadas Criam Imunidade Contra a Doença?

Muitas pessoas pensam que depois de pegar a doença e alcançarem a cura, estão livres de pegá-la novamente. No entanto, algumas enfermidades podem sim reinfectar um paciente já curado.

No caso da COVID-19, ainda é muito cedo para saber se há ou não uma imunidade adquirida pelo organismo após a exposição ao vírus por não se ter nenhum estudo conclusivo sobre o assunto.

O que se sabe é que na China, algumas pessoas consideradas como curadas, voltaram a apresentar o novo coronavírus em seus organismos após exames. No entanto, ainda não se sabe se os casos se tratam de reinfecção ou reativação do vírus.

Sem a certeza do que realmente está acontecendo no organismo humano, é possível obter cenários variados da infecção, onde uma parcela de indivíduos pode desenvolver anticorpos protetores após a exposição e outra parte não. É por isso que não se pode afirmar que a primeira infecção leva uma pessoa a desenvolver imunidade contra o vírus.

Como Alcançar A Imunidade?

Como ainda não existe uma vacina específica para a imunização contra o novo coronavírus, a medida que podemos tomar para evitar o contágio da doença é seguir as recomendações passadas pela Organização Mundial da Saúde.

Evitar o contato com pessoas em grupo de risco como idosos, obesos, diabéticos, cardíacos e aqueles com problemas respiratórios, assim como a lavagem frequente das mãos, esterilização de objetos pessoais e alimentos, evitar levar as mãos aos olhos, nariz e boca, espirrar e tossir na parte interna do cotovelo, são fatores decisivos para a não disseminação da doença.

Referência: Nature Research


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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