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Vacina contra Covid-19 – Já Existem Possibilidades?

Infectologista - Vacina contra Covid-19 – Já Existem Possibilidades?
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Vacina contra Covid-19 – Já Existem Possibilidades? – Após quase um semestre de duração, a covid-19 ainda consegue tirar muitas pessoas de suas zonas de conforto. Isolamento social, fechamento de estabelecimentos, novas leis, prorrogação de regime de quarentena, entre outras medidas foram adotadas para tentar conter o avanço da doença.

No entanto, uma das formas mais esperadas para interromper o aumento de casos novos da covid-19 é a criação de uma vacina para imunizar a população mundial e diminuir os números de contágios e a intensidade dos sintomas.

Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre as possibilidades de fabricação das vacinas contra o covid-19.

COVID-19

A doença que afeta o sistema respiratório teve seus primeiros casos relatados na cidade de Wuhan na China e hoje já faz milhares de vítimas mundialmente. Por ter a transmissão pelo contato com fluidos corporais como saliva e muco, sua disseminação acaba se tornando rápida.

Por não apresentar um sintoma específico, só é possível diagnosticar o novo coronavírus a partir de um conjunto de sintomas associados a um teste de confirmação da doença. Atualmente no mercado, existem três tipos de testagem para a COVID-19, sendo elas o teste de PCR, teste de anticorpos e teste de antígenos.

Vacinas para a Covid-19

Pesquisadores de diversos países estão cada vez mais empenhados em buscar uma vacina que aja contra o novo coronavírus. Em relatório disponibilizado pela Organização Mundial da Saúde, existem cerca de 115 iniciativas para se formular uma substância que imunize a população contra o vírus. Destes, 8 já estão em fase de testes clínicos, ou seja, sendo aplicadas e monitoradas em humanos.

Quando falamos no processo de criação e produção de uma vacina, a média para que ela comece a ser fabricada e aplicada na população é em torno de 12 a 18 meses. Mas, com o agravamento da pandemia do novo vírus, muitas empresas farmacêuticas estão tentando iniciar a produção das doses ainda em 2020.

O Desenvolvimento da Vacina Contra Covid-19

Para obter um antígeno eficiente no combate ao vírus, o primeiro passo para a criação da vacina é isolar um pequena amostra do agente causador da doença. Em seguida, é preciso avaliar em qual das três formas de desenvolvimento a vacina será produzida.

  • O próprio vírus – utilizando a unidade de proteína presente na casca do vírus ou até mesmo o próprio vírus atenuado ou desativado.
  • Com cepas de DNA ou RNA – um pedaço de material genético do vírus é vinculado a unidades de DNA ou RNA humano e inserido no organismo por meio da vacina. Com isso, as células de defesa passam a produzir o mesmo tipo de proteína do vírus e acende uma alerta para o sistema imunológico produzir anticorpos capazes de atacar o novo coronavírus em caso de infecção.
  • Com partículas semelhantes – também conhecidas como partículas sintéticas, são criadas por meio da engenharia genética e tem como objetivo reproduzir estruturas do vírus e forçar uma resposta do sistema imunológico.

Após escolhido o tipo de desenvolvimento, pesquisadores começam a trabalhar na fabricação de anticorpos e na criação de memórias imunológicas, essa junção resulta na vacina, que posteriormente entra em fase de testes.

Após passar nas 3 fases de teste, a vacina passa pela autorização de produção e só então poderá ser comercializada. Países como Reino Unido, China e Estados Unidos já possuem vacinas em estágio avançado, próximas de alcançarem a autorização de produção.

Fonte: The New England Journal of Medicine


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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