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Cuidados a Serem Tomados ao Manter Relações com Pessoas Soropositivo

Infectologista - Cuidados a Serem Tomados ao Manter Relações com Pessoas Soropositivo
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Cuidados a Serem Tomados ao Manter Relações com Pessoas Soropositivo – HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana, causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças.

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Cuidados a Serem Tomados ao Manter Relações com Pessoas Soropositivo

O primeiro passo para prevenção é manter hábitos seguros para relações sexuais, e realizar exames regularmente para detecção precoce do vírus.

Como Manter Relações com meu Parceiro (a) Soropositivo sem me Infectar?

Uma das dúvidas mais frequentes após o diagnóstico de HIV é: Como será minha vida sexual? e o que faço para não transmitir? E estas dúvidas vêm acompanhadas do medo da rejeição e a preocupação sobre a transmissão do vírus.

Todos sabemos que a principal forma de transmissão se dá por meio das relações sexuais. Então é necessário tomar algumas precauções antes de iniciar relações com uma pessoa de soropositivo.

A melhor forma de prevenção recomendada é o uso da camisinha (Feminina e Masculina), que pode prevenir a transmissão de várias DSTs, como sífilis, HPV, clamídia, gonorreia e as hepatites B e C. Mas existem outros métodos de prevenção, como a prevenção combinada.

O que é a Prevenção Combinada?

A prevenção combinada é uma estratégia que faz uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção tais como: Biomédica, comportamental e estrutural, aplicadas em múltiplos níveis; Individual, parcerias/ relacionamentos, comunitário, social. Para responder às necessidades específicas de cada pessoa, e de determinadas formas de transmissão do HIV.

  • Intervenções Biomédicas– São voltadas à redução do risco de exposição, mediante a intervenção na interação entre o HIV e a pessoa passível de infecção. Estas estratégias podem ser classificadas em dois grupos: intervenções biomédicas clássicas, e intervenções biomédicas baseadas no uso de antirretrovirais (ARV).
  • Intervenções Comportamentais– Que são ações voltadas a informação e conscientização, do incentivo ao uso de preservativos, a testagem sanguínea e a adesão de intervenções biomédicas.
  • Intervenções Estruturais– São ações voltadas à fatores e condições socioculturais que influenciam diretamente na vulnerabilidade dos indivíduos ou de grupos sociais específicos ao HIV. Envolve-se preconceito, estigma, discriminação ou qualquer outra forma de preconceitos que atingem a dignidade humana.

Pode ter relações sem medo

A medicina passou por um enorme avanço, desde pesquisas até remédios que possibilitam uma melhor qualidade de vida a pessoas com doenças tipo o HIV. O tratamento com os antirretrovirais proporcionam uma vida longa e saudável a pessoa portadora do vírus HIV. Podendo também zerar seu risco de transmissão do vírus para seus parceiros (as). Podendo então manter relações normalmente sem correr o risco do contágio. Em caso de dúvidas é sempre bom buscar informações, pois o assunto “Relações sexuais com Soropositivo” ainda é um tabu para a sociedade. Muitas pessoas ainda acreditam que podem contrair o vírus através da saliva, e é um mito.

Um estudo realizado pela University College London, na Inglaterra, avaliou 782 casais homoafetivos do sexo masculino- um Soropositivo e outro Negativo, e o parceiro com HIV vazia o tratamento para controlar a infecção e estava com a carga viral suprimida. No total, 76 088 relações sem camisinha entre os casais foram relatadas, e nenhuma delas houve a transmissão do vírus.

Mulheres soropositivas podem engravidar e não transmitir o vírus ao bebê, o período pré-natal deve ser acompanhado por um infectologista. A mãe é acompanhada com a utilização das medicações antirretrovirais, para garantir a não transmissão do vírus para o bebê.

É necessário que você tenha conhecimento sobre o tratamento de seu parceiro (a) e nunca dispense o uso da camisinha.


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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