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Segundo e Terceiro Pacientes Podem Ter Alcançado a Cura do HIV

Infectologista - Segundo e Terceiro Pacientes Podem Ter Alcançado a Cura do HIV
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Segundo e terceiro pacientes podem ter alcançado a cura do HIV.

O Primeiro caso de cura, conhecido como “paciente de Berlim” ocorreu após um transplante de medula óssea.

12 anos após, outros 2 casos de transplante de medula em paciente vivendo com HIV alcançaram remissão viral prolongada.

Segundo caso de remissão prolongada – ” paciente de Londres”

O “paciente de Londres“, teve o diagnóstico de HIV em 2003, com CD4 inicial de 290 e carga viral de 180.000 cópias/ml e iniciou tratamento com antirretrovirais.

Em Dezembro de 2012, o paciente foi diagnosticado com Linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que se origina nos gânglios do sistema linfático (conjunto de órgãos e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade)

Não houve resposta à quimioterapia de primeira linha nem aos esquemas de resgate utilizados.

Assim como “Paciente de Berlim” (Timothy Ray Brown) ele foi submetido a um transplante de medula óssea em maio de 2016.

O doador compatível tinha uma mutação genética que o deixa resistente ao vírus HIV.

O paciente teve reação moderada ao enxerto.

16 meses após o transplante, o tratamento do HIV foi interrompido

18 meses após o transplante, a carga viral ultrassensível permanece indetectável (menos de 1 cópia por ml de sangue).

Além disso, não foi detectado material genético viral dentro dos linfócitos CD4 e os anticorpos específicos contra o HIV caíram para níveis similares aos do “paciente de Berlim”

Terceiro caso de remissão prolongada – “paciente de Düsselforf”

Foi anunciado durante a Conferência Sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Seattle, nos Estados Unidos.

Este terceiro paciente teria sido submetido ao mesmo tipo de transplante de medula óssea pelo qual passaram os outros dois pacientes.

 

Não se trata exatamente de uma cura.

Remissão significa que o vírus não está circulando no organismo mesmo sem o uso de medicação antirretroviral.

Apenas o tempo poderá dizer se isto se trata de uma cura.

 

É importante salientar que transplante de medula é um procedimento que traz muitos riscos á vida do paciente e não é uma opção viável de tratamento para o HIV.

Os tratamentos que existem hoje são bastante eficazes e seguros para submeter o paciente a este risco.

 

Fonte:


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

8 thoughts on “Segundo e Terceiro Pacientes Podem Ter Alcançado a Cura do HIV

  1. Doutora depois de sexo oral com ejaculacao na boca rapaz faz 4 testes rapidos hiv no cta sendo o ultimo com 172 dias todos negativos… mulher faz teste 4 geracao com 88 dias negativo e depois teste 3 geracao no laboratorio com 10 meses apos sexo oral resultado negativo tb… é possivel ela ainda positivar hiv depois deste teste de 10 meses? Indiferete se sentiu nesses dez meses todos os sintomas ou nao… aguardo uma resposta obrigada

  2. dra. Quais são as chances de se contrair hiv apenas com o penis esfregando no canal vaginal (sem penetração e sem ejaculaçao) com duração aproximada de 5 minutos?

    1. Exposição de risco para HIV é aquela onde um vírus viável (ou seja, que vivo, capaz de infectar) entra em contato com o organismo da pessoa que não portadora do vírus. Para que isso ocorra, é necessário que um material contaminado com o organismo viável (sangue, fluido sexual, etc), em quantidade suficiente para infectar entre em contato direto com pele não íntegra (por exemplo, com uma ferida aberta), contato direto com mucosa (olhos, boca, mucosa genital) ou que seja introduzido pele pele íntegra com por por uma agulha que perfura a pele e leve este material direto para dentro do organismo de uma pessoa que não possui o HIV.

      Ná dúvida se houve exposição ou não, ou mediante a certeza de uma exposição ao risco de se infectar, você deve procurar um médico infectologista de sua confiança para te avaliar pessoalmente e solicitar todos os exames cabíveis, não apenas os de HIV mas o de todas as demais infecções sexualmente transmissíveis e que podem ser transmitidas da mesma forma que o HIV, independente de ter sintomas ou não.

  3. Após uma pessoa com o vírus do hiv usar o esmalte, sendo q a unha sangrou, e ela usar o mesmo esmalte em outra pessoa em seguida, ela pode ter contraído o vírus? 

  4. Dr boa tarde. Há exatos 15 dias tive contato com uma garota de programa onde apenas rolou beijo, sem contato sexual, existe a possibilidade de transmissão de hiv caso ela tenha o virús? Não foi beijo profundo e de língua, apenas varios beijinhos carinhosos mesmo. Não tinha nenhuma ferida aberta na boca, apenas dente de siso.

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