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Linfogranuloma Venéreo: Conheça

Linfogranuloma Venéreo
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Linfogranumoma venéreo (LGV) é uma úlcera genital que pode atingir gânglios da virilha.

O Linfogranuloma Venéreo é causado por alguns sorotipos (L1, L2 e L3) da Chlamydia trachomatis.

É uma Infecção sexualmente transmissível apenas.

A manifestação clínica mais comum é a linfadenopatia inguinal e/ou femoral

A maior parte dos casos atuais descritos em homens que fazem sexo com homens estão associados aos portadores de HIV.

Sintomas e evolução do Linfogranuloma Venéreo:

Infecção primaria:

O tempo entre o contato e o aparecimento de sintomas é de 3 a 12 dias

Ocorre uma reação inflamatória na mucosa no local da inoculação da bactéria.

No local de inoculação surge uma pápula, pústula ou exulceração indolor, que desaparece sem deixar sequela.

Muitas vezes, não é notada pelo paciente e raramente é observada pelo profissional de saúde.

Localização no homens: Sulco coronal, frênulo e prepúcio;

Localização na mulher: parede vaginal posterior, colo uterino, fúrcula e outras partes da genitália externa;

Infecção secundária:

  • Começa de 2 a 6 semanas após a infecção primaria.
  • As bactérias se estendem aos linfonodos regionais, causando inflamação severa e invasiva
  • Em 70% dos casos, atinge apenas um lado.
  • Há vários linfonodos grandes unidos parcialmente formando uma grande massa.
  • O gânglio começa a drenar secreção purulenta por vários orifícios, chamado bico de regador
  • Inflamação do reto e retroperitônio com saída secreção pelo reto,
  • Dor anal
  • Constipação
  • Febre
  • Tenesmo
Linfogranuloma Venéreo
Linfogranuloma Venéreo
Linfogranuloma Venéreo
Linfogranuloma Venéreo

Infecção Tardia:

  • Febre, mal-estar, anorexia, emagrecimento, artralgia, sudorese noturna e meningismo.
  • Proctite e proctocolite hemorrágica (secundaria ao acometimento retal)
  • Glossite ulcerativa difusa, com linfadenopatia regional (secundário ao contato orogenital pode causar)
  • Fibrose anogenital
  • Estiomene – edema genital (secundário a obstrução linfática crônica)
  • Fístulas retais, vaginais, vesicais e estenose retal.

Diagnóstico

  • Cultura (pouco disponíveis nos centros diagnósticos)
  • Sorologias (pouco específica)
  • Testes moleculares

Recomenda-se a pesquisa de C. trachomatis em praticantes de sexo anal que apresentem úlceras anorretais.

Mulheres com prática de coito anal ou HSH receptivos podem apresentar proctocolites como manifestação inicial.

Tratamento

Os bubões que se tornarem flutuantes podem ser aspirados com agulha calibrosa, não devendo ser incisados cirurgicamente.

O tratamento na maioria das vezes é longo, por 21 dias. Veja algumas opções de tratamento:

  • Doxiciclina
  • Ceftriaxone
  • Azitromicina
  • Eritromicina (principalmente em gestantes)

Tratamento dos parceiros sexuais

Parceiros sexuais com exposição até 60 dias antes do início do diagnóstico devem fazer exames para diagnosticar a Infecção e caso confirmados, devem ser tratados, mesmo se estiverem assintomáticos

Prevenção:

O uso de preservativos ou outros métodos de barreira para sexo oral, vaginal e anal.

Limpar acessórios sexuais antes da utilização, sendo necessariamente de uso individual.

 

Fonte:

 

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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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