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Influenza A H3N2 – O que Você Precisa Saber

Influenza A H3N2
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Influenza A H3N2. Com o passar do tempo, a pandemia de coronavírus é afetada por novas variantes. No entanto, essa não é uma exceção de transformação viral. Além dela, o vírus H1N1, responsável pela gripe comum e resfriados, também tem passado por mutações, como por exemplo a variante H3N2.

O aumento dos casos de infecção pelo vírus da Influenza nos últimos meses têm chamado a atenção das autoridades de saúde, principalmente quando em conjunto à infecção pela covid-19. Continue a leitura deste artigo e saiba tudo o que você precisa sobre a Influenza A H3N2.

Influenza

A influenza é uma infecção viral que atinge o sistema respiratório causando sintomas como tosse, dores de cabeça, febre, coriza e mal-estar. Os vírus da influenza podem ser classificados em três tipos, sendo eles A, B e C. Essas diferenças são atribuídas por suas nucleoproteínas e proteínas matrizes.

Geralmente, podemos perceber um aumento de casos envolvendo a influenza com mais frequência durante o outono e inverno quando falamos de climas temperados. Causadas pelos tipos A e B, as chamadas epidemias sazonais, são muito mais presentes do que as pandemias causadas pelo vírus influenza.

Até o ano de 2020, foram registrados apenas 6 casos de pandemias envolvendo variantes do vírus da Influenza, sendo elas:

  • Gripe Russa (1889);
  • Antiga Gripe de Hong Kong (1900);
  • Gripe Espanhola (1918);
  • Gripe Asiática (1957);
  • Gripe de Hong Kong (1968);
  • Gripe Suína (2009).

Influenza A H3N2

Desde o terceiro trimestre de 2021, surtos de gripe em períodos atípicos têm chamado atenção e reacendido os alertas para a infeção. Impulsionados por uma nova cepa do subtipo A H3N2, os casos podem ser ainda mais contagiosos do que a gripe comum.

Denominado Darwin, o subtipo A H3N2 é facilmente disseminado de pessoa para pessoa por meio de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir ou espirrar, além de poder ser contaminante em superfícies mal higienizadas.

Existe Diferença entre H3N2 e Outros Tipos de Influenza

Apesar de serem muito semelhantes quando o assunto é sintoma, a variante H3N2 requer ainda mais manutenção de cuidados como por exemplo o distanciamento social, a higiene das mãos, entre outras medidas que minimizem o contato com partículas infectadas.

Pacientes infectados pela Influenza A H3N2 podem apresentar quadros de tosse, febre alta, dores de cabeça e nas articulações, garganta inflamada, perda de apetite, irritação nos olhos, fadiga, espirros constantes, coriza e alguns casos calafrios, diarreia e vômito.

Incubação Do Vírus

Podemos dizer que o período de incubação do vírus Darwin gira em torno de três a cinco dias, quando de fato começa a manifestação dos sintomas. No entanto, nem todas as pessoas apresentaram a infecção de forma sintomática, ou seja, podem não perceber nenhuma reação.

Em casos assintomáticos, ou durante o período de incubação, o paciente é capaz de transmitir a doença com mais facilidade para outras pessoas. Porém, 14 e 7 dias após os sintomas, em crianças e adultos respectivamente, o vírus ainda pode ser transmitido.

Prevenção

Apesar de termos disponíveis vacinas contra o vírus influenza A e B disponíveis no país para aplicação anual, o Instituto Butantã entera que um imunizante específico para a mutação H3N2 deve chegar ao país em meados de março, com isso, a prevenção é o melhor jeito de combater a variante Darwin.

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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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