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Higienização das Mãos: Água e Sabão X Álcool em Gel

Infectologista - Higienização das Mãos: Água e Sabão X Álcool em Gel
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Higienização das Mãos: Água e Sabão X Álcool em Gel – Em tempos de coronavírus, o que mais ouvimos falar é “Já lavou as Mãos?”. O ato de higienizar as mãos, principalmente com água e sabão, é extremamente eficaz na eliminação de vírus e bactérias que podem levar a uma infecção.

Existem vírus capazes de sobreviver por horas, ou até mesmo dias fora do organismo humano. Por isso a higienização das mão com sabão, desinfetantes, géis à base de álcool e não só água corrente é um passo importante da prevenção contra doenças. Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre como higienizar adequadamente suas mãos e bloquear infecções como o coronavírus.

Água e Sabão são Mais Potentes do Que o Álcool em Gel?

Os vírus têm formas de nanopartículas automontadas compostas por vários elos. Entre eles, o elo considerado mais fraco é a chamada bicamada lipídica ou gordurosa (lipídios), entre os outros elos estão distribuídos proteínas e ácido ribonucleico (RNA).

Os sabonetes e sabões em geral são feitos por meio de moléculas em formato de pinos, como aqueles de jogos de tabuleiro, com cabeças hidrofílicas – que prontamente se ligam à água – e também caudas hidrofóbicas, que evitam a água e conectam-se com óleos e gorduras.

Quando você lava as mãos com água e sabão, os micro-organismos presentes na região são cercados pelas moléculas do sabonete que tentam escapar da água e acabam quebrando os elos de gordura presentes nos vírus. Com isso, os vírus começam a se desfazer e são eliminados da pele.

Com o álcool em gel, as partículas de vírus também são quebradas, porém, você precisa de uma boa concentração (álcool 70%) para atingir essa ruptura.

O álcool gel a 70% possui a mesma eficácia para a higienização das mãos que a água e sabão desde que não haja sujidade visível nas mãos.

Quando higienizar as mãos:

  • Após contato com superfícies com risco de contaminação;
  • Após contato com pessoas supostamente infectadas;
  • Após utilizar o banheiro
  • Antes de comer
  • Após tossir, espirrar ou assoar o nariz

Como Lavar as Mãos? – Higienização das Mãos

Para que você se livre de todos os vírus e bactérias que possam estar alojados nas suas mãos, é preciso lavá-las de uma maneira específica respeitando os seguintes processos ao lavar as mãos:

  1. Molhe as mãos com água até os punhos e depois use uma quantidade de sabão que seja suficiente para cobrir essas duas áreas; ou aplique uma quantidade de álcool gel suficiente para ser espalhado totalmente
  2. Esfregue toda a superfície das palmas e costas das mãos;
  3. Esfregue entre os dedos, unhas e pulso;
  4. Enxágue com água corrente abundante;
  5. Seque a região com uma toalha limpa (Importante manter uma toalha individual para evitar contaminações futuras) ou toalha descartável.

Todo processo deverá levar pelo menos 20 segundos e também é válido no uso do álcool em gel. Assista o vídeo e veja melhor como é feita uma higienização eficaz:

Existem Outras Formas de Impedir a Propagação do Vírus Além da Lavagem das Mãos?

Além da higienização frequente das mãos, existem sim outras medidas que podem prevenir o contágio de diversas infecções, sendo elas:

  • Evitar o contato próximo com pessoas que apresentem sintomas de gripes e resfriados;
  • Utilizar de técnicas de etiqueta respiratória, como cobrir a boca ao tossir e espirrar;
  • Evite cumprimentar com beijos e abraços, assim como o compartilhamento de utensílios como talheres e copos;
  • Evite levar as mãos ao rosto principalmente em direção aos olhos, boca e nariz;
  • Limpe superfícies como celulares, maçanetas, teclados, telefones fixos e corrimões com mais frequência, a fim de eliminar possíveis focos de vírus.

Em casos de Covid-19, é essencial ficar atento a sintomas e seus agravamentos como aparecimento de febre alta, tosse ou dificuldade respiratória. Caso aconteça, é recomendado procurar atendimento médico imediato para melhor avaliação.


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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