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HIV na Gravidez e Parto – Cuidados para a Mulher Soropositiva

HIV na Gravidez e Parto
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HIV na Gravidez e Parto. O HIV, vírus da imunodeficiência humana, é uma das principais infecções sexualmente transmissíveis que afetam mais de 35 milhões de pessoas pelo mundo. Transmitida por meio do contato com sangue contaminado, assim como sêmen, fluidos vaginais, líquido peritoneal, pleural, pericárdico, articular, liquor e líquido amniótico, não é incomum encontrar relatos de crianças que possuam a doença.

A chamada transmissão vertical ocorre quando a mãe passa a infecção para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. Para que isso não aconteça, grávidas que testam positivo para o HIV devem seguir alguns procedimentos e recomendações para minimizar os riscos de passar a infecção para a criança. Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre os cuidados na gravidez e no parto para mulheres soropositivas.

HIV na Gravidez e Parto

O HIV

A sigla HIV se refere ao vírus da imunodeficiência humana, uma infecção responsável por atacar o sistema imunológico de uma pessoa, deixando-a fragilizada e propensa a desenvolver outras doenças.

Apesar de ainda não ter cura, uma pessoa portadora do vírus pode e deve seguir um tratamento específico que conta com o auxílio de medicamentos antirretrovirais para melhorar e prolongar sua qualidade de vida. Quando não diagnosticada ou sem o tratamento adequado, o HIV pode evoluir para quadros de AIDS, condição ainda mais grave que pode levar ao óbito.

Transmissão Vertical do HIV

A transmissão vertical do HIV é definida pela passagem do HIV da mãe para o filho ainda durante a gestação, no momento do parto e até na amamentação. Um boletim epidemiológico emitido entre os anos de 1980 a 2006 mostrou que esse meio de infeção foi responsável por 78,1% do total de casos de HIV em crianças menores de 13 anos.

Atualmente, já sabemos que é possível que uma mãe soropositiva dê à luz a crianças saudáveis sem a presença do vírus do HIV no organismo. Para isso, é preciso que ela siga alguns cuidados ao descobrir a gestação.

Cuidados na Gravidez

Ao descobrir uma gravidez, é essencial que a mulher procure serviços médicos. As primeiras consultas podem ser cruciais para definir o futuro da gestação. O teste de HIV, e outras condições, é recomendado para todas as gestantes.

Mulheres cujo status de HIV é desconhecido no momento do parto devem ser submetidas a testes rápidos de anticorpos. Já aquelas que possuem o diagnóstico positivo devem conversar com seu médico infectologista de confiança sobre a possibilidade de serem tratadas com CART, terapia antirretroviral combinada, e monitoradas para a supressão viral.

Cuidados no Parto

Gestantes soropositivas que possuam carga viral desconhecida ou maior do que 1.000 cópias de vírus por mililitro sanguíneo após a 34ª semana, ou metade do 8º mês de gravidez, são aconselhadas a realizar uma cesariana eletiva na 38ª semana em função da diminuição dos riscos de transmissão do HIV para o bebê.

Em casos onde a gestante inicie o trabalho de parto antes da data prevista para a cesariana e apresenta uma dilatação cervical menor que 4 centímetros, o obstetra responsável pelo caso deverá iniciar a infusão intravenosa do AZT, um tipo de medicamento antirretroviral inibidor da transcriptase reversa e realizar a cesárea, se possível, após três horas de infusão.

O parto normal pode ser realizado por gestantes sem indicação prévia de cesárias e que façam uso de antirretrovirais e apresentem a supressão da carga viral. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados durante a indução e parto, como por exemplo a contraindicação de todos os procedimentos invasivos normalmente utilizados (amniocentese, amniotomía, escalpo cefálico). Para saber mais sobre a transmissão vertical do HIV, clique aqui.

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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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