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Covid Longa – Saiba Mais

Covid Longa
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O que é covid longa?

Síndrome pós covid, covid persistente ou covid-19 longa, são os termos que temos usado para nos referir a uma série de sintomas que prevalecem, e por vezes aparecem, após a fase aguda do Covid.

Cerca de um mês após o início dos sintomas e perduram em média pelo menos 3 meses.

Este conjunto de sintomas acabam culminando numa deterioração significativa da qualidade de vida comparada à existente logo antes do quadro infeccioso.

Quais órgãos e sistemas ela pode afetar?

Essa condição se deve ao processo inflamatório persistente que afeta todo o organismo.

Entre os mais afetados:

  • Sistema imune (imunossupressão) – com maior risco de outras infecções.
  • Sistema vascular (com maior risco de problemas cardiovasculares como embolia pulmonar, infartos do coração e isquemias cerebrais)
  • Pulmão (fibrose pulmonar) = disfunção pulmonar com sintomas desproporcionais à imagem (fadiga maior que o esperado para a alteração na imagem)
  • Coração (disfunção e fibrose cardíaca)
  • Sistema nervoso (com sintomas encefálicos ou musculoesqueléticos)

Quais são os sintomas?

  • Fadiga
  • Dispneia
  • Diminuição do rendimento físico
  • Desconforto torácico
  • Tosse
  • Rinite
  • Arritmia
  • Problemas para urinar
  • Anosmia (perda do olfato)
  • Disgeusia (alteração do paladar)
  • Transtorno de estres pós traumático
  • Perda de memória
  • Dificuldade de concentração
  • Depressão/ansiedade
  • Psicose
  • Artralgia (dor nas juntas)
  • Dor de cabeça
  • Ataxia (incoordenação dos movimentos)
  • Epilepsia
  • Síndrome seca (olhos e boca seca)
  • Sudorese
  • Perda de apetite
  • Tontura
  • Mialgia – dor muscular
  • Insônia

 

Toda sequela da covid, quando persistente, é considerada covid-19 longa? Como funciona o diagnóstico desse quadro?

O diagnóstico da covid persistente é clinico e dinâmico.

É preciso ter cautela com o termo “sequela” pois pode dar a ideia de que é algo que não tem como reverter. E no caso da covid-19 não é exatamente o caso. É claro que essa evolução varia e para muitas pessoas o ocorrido ainda está se desenvolvendo.

Por outro lado, pessoas que apresentaram complicações durante o quadro agudo podem apresentar sequelas e isso não é a covid-19 persistente.

 

Quais pessoas são mais vulneráveis a desenvolver a covid-19 persistente?

Pessoas com condições inflamatórias crônicas prévias como doenças reumatológicas, dores crônicas, obesidade, imunodeficiência, etc, possuem maior risco.

Também parece ser que mulheres em geral tem maior risco para desenvolver síndrome pós covid, enquanto homens em geral parecem ter maior risco de desenvolver complicações na fase aguda da doença.

 

As sequelas gerais a longo prazo da covid afetam apenas aqueles que tiveram um quadro mais grave da doença?

O aparecimento da síndrome pós covid independe da gravidade dos sintomas, mesmo pessoas com quadros leves da doença podem desenvolver a covid-19 longa.

 

Atualmente, há algum tratamento focado na covid persistente? Como é feito o tratamento desses sintomas?

As estratégias de manejo para o tratamento das sequelas pós-covid variam muito, dependendo do perfil sintomático e das necessidades de cada paciente.

 

A vacina tem alguma influência no não desenvolvimento de sequelas maiores?

A vacina tem um importante papel não apenas para prevenção de doenças graves, quanto redução do risco de desenvolvimento da covid longa

Como prevenir?

Consequentemente, o foco principal é (apropriadamente) no reconhecimento e tratamento precoces. O gerenciamento terapêutico se concentra na ressuscitação e tratamento imediato com antivirais, moduladores imunológicos e terapias direcionadas a citocinas para amortecer a resposta imune excessivamente exuberante, ou seja, “tempestade de citocinas” [2] responsável pela síndrome de disfunção de múltiplos órgãos

 

 

 

Fonte:


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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