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Covid-19 Crônica – Por Que Acontece a Síndrome pós-Covid-19?

Covid-19 Crônica
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Covid-19 Crônica. Após se infectar com o novo coronavírus, muitas pessoas podem apresentar sintomas da condição mesmo após serem consideradas como curadas. Esse conjunto de sintomas persistentes pode ser conhecido como a síndrome pós-covid-19.

Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre o que é e por que acontece essa síndrome em pacientes afetados pelo novo coronavírus.

Covid-19

A covid-19 é uma condição que tem afetado o mundo todo há mais de um ano. A doença compromete principalmente o sistema respiratório, mas pode também deixar danos cardíacos e vasculares em alguns casos.

Conhecida também como novo coronavírus, a infecção pode causar sintomas semelhantes ao de uma gripe, incluindo febre, tosse, cansaço e dores de cabeça. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar dificuldades respiratórias, dores ou pressão na região do peito e perda de movimentos ou fala.

Covid-19 Crônica ou Síndrome Pós-Covid 19

A chamada síndrome pós-covid é considerada uma complicação inflamatória difusa e multissistêmica em decorrência do novo coronavírus. A condição é associada a problemas no sistema nervoso central, cardiológico, pulmonar e músculo esquelético.

Os sintomas da síndrome pós-covid são persistentes, ou seja, podem durar um certo período de tempo, chegando a até vários meses, mesmo após a recuperação da doença. Os principais sintomas descritos são:

  • Dores crônicas;
  • Fadiga intensa;
  • Dificuldades respiratórias;
  • Fraqueza muscular;
  • Alterações de memória;
  • Insônia;
  • Perda de condicionamento físico;
  • Cansaço e esgotamento mental.

Devido ao cansaço extremo, os pacientes da síndrome pós-covid podem ter suas rotinas diárias prejudicadas. Além disso, o diagnóstico da condição pode ser confundido com outras enfermidades como depressão, anemia e neuropatia, já que os sintomas podem ser semelhantes.

Por Que Ocorre A Síndrome Pós-Covid?

A síndrome pós-covid ainda não tem uma causa exata definida. No entanto, alguns estudos sugerem que é possível identificar alguns fatores desencadeantes da condição que contribuem para a fadiga crônica pós-infecção pelo coronavírus.

Dentre as condições avaliadas juntamente com a relação entre esse sintoma e as alterações do sistema nervoso, metabólico e imunológico podemos citar:

  • Interleucina 6 Elevada – Um tipo de proteína produzida por leucócitos responsáveis por causar cansaço, anemia e alterações hepáticas.
  • Hipoatividade de Tireoide – Pacientes infectados pelo novo coronavírus e que possuam baixa reserva folicular podem desenvolver hipotireoidismo, condição conhecida por causar fadiga intensa.
  • Anemia – Pacientes que desenvolveram quadros de anemia durante a infecção viral podem vir a apresentar fraqueza devido a falta de ferro no organismo. Acredita-se que a fadiga decorrente do estado anêmico pode persistir mesmo após a recuperação do novo coronavírus.
  • Casos Graves de Covid – Pacientes que apresentaram uma forma mais agressiva da doença, ou seja, ficaram internados em UTI’s e precisaram do auxílio de oxigenação e intubação, podem apresentar mais fadiga pelos danos causados ao pulmão.

Por se tratar de uma infecção relativamente nova, ainda não se sabe ao certo como o novo coronavírus afetará as pessoas a longo prazo. No entanto, pesquisadores afirmam que a infecção pelo novo coronavírus pode atingir outros órgãos além do pulmão. Existe a possibilidade da doença causar danos no coração e cérebro. A lesão desses órgãos podem aumentar ainda mais o risco de novos problemas de saúde a longo prazo.


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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