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Aumento dos casos de hepatite A por transmissão sexual

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Aumento dos casos de hepatite A por transmissão sexual no Brasil e outros países do mundo

A hepatite A é uma infecção aguda causada por um vírus.

Diferente da hepatite B e C, sua transmissão se dá pela via fecal-oral.

Não é considerada uma infecção sexualmente transmissível, mas desde os anos 70  existem relatos de casos de transmissão entre Homens.

Em países onde há uma grande circulação do vírus como o Brasil, é uma doença muito comum na infância.

 

No entanto, entre junho de 2.016 e maio de 2.017 foi registrado um aumento dos casos de hepatite A em vários países da Europa e Américas que antes tinham poucos casos, principalmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH).

 

Na Europa, 15 países notificaram 1.173 casos de 3 estirpes distintas.

Países com casos de transmissão sexual da hepatite A entre HSH na Europa:
  • Áustria,
  • Bélgica,
  • Dinamarca,
  • Finlândia,
  • França,
  • Alemanha,
  • Irlanda,
  • Itália,
  • Holanda,
  • Noruega,
  • Portugal,
  • Eslovênia,
  • Espanha,
  • Suécia,
  • Reino Unido.

 

No Chile, até 05 de maio de 2017 haviam sido notificados 706 casos.

Na cidade de Nova York/EUA, registrou-se um aumento de casos de da infecção em HSH sem história de viagem recente para fora do país

Só na cidade de São Paulo/Brasil, foram registrados 68 casos em 2.016 e 138 casos só neste primeiros meses de 2.017

Gravidade da doença

  • Os sintomas podem durar alguns dias e se cura sozinha
  • Não infecção crônica ao fígado como a hepatite B ou C
  • Raramente mata.
  • Algumas pessoas podem apresentar sintomas muito graves com duração de até alguns meses

 

Orientação de vacinação

  • A OMS recomenda vacinação apenas para pessoa em risco como:
  • Pessoas que viajarão para áreas endêmicas,
  • Homens que fazem sexo com homens (HSH)
  • Usuários de drogas injetáveis
  • Portadores de doenças crônicas do fígado

 

Fonte:


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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