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Covid-19 Pode Causar Sepse? Conheça o Processo de Sepse Viral

Sepse Viral
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Sepse Viral. Desde o início de 2020, a pandemia do novo coronavírus tem causado muitos danos aos pacientes infectados. Foram descobertas diversas condições que podem se desenvolver com mais facilidade em quem foi infectado pelo vírus da Covid-19.

Hoje é possível dizer que o novo coronavírus tem relação com casos de Sepse. Continue a leitura desse artigo e descubra mais sobre o processo de sepse viral e se ele pode, ou não, ser revertido.

Conheça o Processo de Sepse Viral

Covid-19

A covid-19 é uma infecção viral responsável por atacar principalmente o sistema respiratório da pessoa infectada. Transmitido por micropartículas de secreções como a saliva, o vírus pode ter seus resquícios encontrados em diversos locais como corrimões, maçanetas, teclados, mesas e outras superfícies.

Uma pessoa infectada pode passar o vírus para até outros 3 indivíduos caso as medidas de prevenção não estejam sendo seguidas. Os principais sintomas causados pelo novo coronavírus podem variar de pessoa para pessoa e também com o nível de sua gravidade. No entanto, dores de cabeça, fadiga, perda de olfato e/ou paladar, falta de ar e dor de garganta são os mais citados por quem já teve a condição.

Sepse

Conhecida também como infecção generalizada, a sepse é caracterizada por um conjunto de diversas manifestações graves que acometem todo o organismo do paciente a fim de produzir respostas para uma disseminação de quadros infecciosos.

A mortalidade por Sepse no Brasil é especialmente alta. Enquanto a média mundial é de 30-40%, aqui é de 65%. A condição é considerada a principal causa de mortes em pacientes que ocupam UTIs, unidades de terapia intensiva.

Sepse X Covid-19

Um estudo realizado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo) mostra que alguns medidores responsáveis por lesões nos pulmões e coração, denominados de NETs (Neutrophil Extracellular Traps) também estão presentes no novo coronavírus.

No entanto, mesmo com as possibilidades do paciente infectado pela covid-19 desenvolver quadros de infecção generalizada, as informações passadas até o momento são de que poucos casos evoluem para essa vertente. Também é possível dizer que pacientes em estado grave podem apresentar os mesmos sintomas descritos na sepse.

Como Identificar Quadros de Sepse

Pacientes que já estejam com o sistema imunológico enfraquecido podem desenvolver um mecanismo de defesa contra elementos externos que lesem o próprio organismo, gerando prejuízo a diversas áreas do corpo.

Os primeiros sintomas de sepse são a queda de pressão arterial, falta de ar, diminuição da produção urinária, alterações de consciência, taquicardia, vômito e fraqueza extrema.

Tratamentos

Muitas pessoas não sabem, mas é possível reverter um quadro de sepse. Um dos fatores mais importantes é iniciar o quanto antes a administração de antibióticos via intravenosa, preferencialmente nas primeiras quatro horas de infecção. Outros técnicas devem ser mantidas a fim de preservar a saúde do paciente, sendo elas:

  • Obter um bom acesso venoso do paciente para coleta de exames e infusão de remédios;
  • Monitorar os dados vitais do paciente (pressão arterial, batimentos cardíacos, frequência do coração e respiratória, oxigenação, temperatura corporal, etc);
  • Coletar exames para avaliar a Gravidade da Infecção;
  • Realizar exames buscando o Foco inicial da Infecção;
  • Coletar amostra de sangue antes de iniciar antibióticos e encaminhar para culturas, tentando identificar o agente causador;
  • Iniciar antibióticos de amplo espectro (que pegam vários tipo de micro-organismo) o mais rápido possível;
  • Administrar grande quantidade de fluido endovenoso para aumentar a pressão do sangue;
  • Iniciar medicações para manter uma pressão arterial aceitável dentro da primeira hora, caso os fluidos não sejam suficientes;
  • Avaliação das medidas instituídas avaliando resposta.

Converse com seu médico infectologista e saiba sobre a relação da sepse com os novos casos de covid-19 no Brasil.

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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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