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Vamos falar sobre meningococo

O que é  meningococo e o que ele causa?

O meningococo (Neisseria meningitidi) é uma bactéria causadora de infecções graves.

Existem vários tipos e subtipos de meningococo e podem se apresentar de várias formas:

  • Meningite (quando a bactéria infecta a meninge, capa proteora do cérebro)
  • Meningococcemia (quando a bactéria causa infecção generalizada)
  • Meningite com meningococcemia

Como o Meningococo pode ser transmitido?

Por contato direto com  pessoa doente.

O que pode aumentar o número de infecções pelo meningococo?

  • População não vacinada, ficando assim suscetível
  • Aparecimento de novos subtipos de meningococo
  • Condições precárias de habitação
  • Baixa umidade relativa do ar
As estratégias de prevenção dessa infecção são:
  • Vacinação
  • Isolamento da pessoas com suspeita
  • Quimioprofilaxias

Vacinação:

A vacinação deve ser realizada em todas as pessoas que não tenham contraindicação a ela. Deve ser feita antes da exposição e está prevista no calendário nacional de vacinação.

Isolamento:

O Isolamento de uma pessoa doente serve para proteger pessoas suscetíveis (funcionários do hospital, outros pacientes do hospital, familiares, etc) contra a exposição ao agente infeccioso.

Como a doença é transmitida por contato direto, pessoas suspeitas devem ficar em isolamento por gotículas durante todo o período de transmissão.

O período de transmissão ocorre a partir de 7 dias antes das manifestações da doença até 24 horas depois do inicio do tratamento adequado.

Como realizar o isolamento:
  • A pessoa deve ser internada em um quarto privativo (um único paciente no quarto), preferencialmente. Se não for possível, o outro leito deve ficar a uma distância de no mínimo 1 metro;
  • A porta do quarto deve permanecer sempre fechada;
  • Todas as pessoas que entrarem no quarto (inclusive visitas), devem usar máscara cirúrgica (tampando nariz e boca) durante todo o tempo que permanecerem no quarto;
  • Ao sair do quarto, a máscara deve ser jogada no lixo (não pode guardar para usar depois);
  • O paciente não pode sair do quarto ( exemplo: caminhar pelo corredor do hospital), a não ser que seja preciso (exemplo: realizar algum exame);
  • Caso o paciente precise sair do quarto, deverá usar a máscara cirúrgica todo o tempo que estiver fora;
  • O paciente não precisa usar máscara cirúrgica quando estiver no quarto.
meningococo
Forma correta de se usar a máscara cirúrgica.

Quimioprofilaxia:

A quimioprofilaxia é o uso de antibióticos em pessoas saudáveis para evitar que fiquem doentes. Está indicado apenas para os contatos dos casos suspeitos e deve ser realizada o mais cedo possível, até 24 hs após o último contato.

Quem consideramos contato:
  • Pessoas que moram na mesma casa (principalmente crianças pequenas);
  • Pessoas que dormem no mesmo dormitório se o doente morar em área fechada (albergue, alojamento, quartel, asilo, presidio, etc);
  • Crianças menores de 7 anos que estudem na mesma escola ou adultos que tiveram contato íntimo;
  • Exposição direta às secreções do paciente, como beijos na boca, compartilhar escovas de dente ou garrafas ou talheres sem lavar;
  • Profissionais de saúde, apenas se realizaram respiração boca a boca ou intubação oro traqueal ou aspiração de secreção de vias áreas sem o uso de máscara;
  • Contatos em aviões são todos os que se sentaram lado a lado, na frente, atrás, em um vôo de 8 horas ou mais.
Opções de remédios usados para profilaxia:
  • Rifampicina,
  • Ciprofloxacino,
  • Ceftriaxone.

Consulte um médico infectologista o mais rápido possível ao saber de um contato com diagnóstico confirmado de meningococcemia para ser avaliado.

Fonte:

CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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