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Novos critérios para doação de sangue por homossexuais

Criterios para doação de sangue

Estados Unidos reavalia novos critérios para doação de sangue por homens que fazem sexo com homens. 

Nos Estados Unidos, homens que fazem sexo com homens (HSH) são proibidos de doar sangue até hoje.

Após o tiroteio da boate Pulse em Orlando que ocorreu em junho deste ano, no entanto, quando vários HSH foram impedidos de doar sangue em ajuda às vítimas que sobreviveram.

Houve um aumento da pressão para uma mudança dessa política considerada há muito tempo como discriminatória e desnecessária.

Em dezembro de 2015, o FDA substituiu a proibição de doação de sangue de HSH para homens que haviam tido sexo com outros homens há menos de 12 meses.

Países como Reino Unido, Canadá e Austrália, já fizeram isso.

Mas muitos críticos seguem afirmando que essa política mantém o estigma e deve mudar.

Existem altas taxas de HIV entre os HSH.

Por exemplo, nos Estados Unidos a população homossexual masculino e bissexual corresponde, a 2% da população geral.

Ainda assim, são responsáveis por 65 % dos casos novos de HIV no ano de 2013.

Falar que HSH são portadores de HIV, não é apenas perpetuar o estigma, mas uma profunda falta de conhecimento epidemiológico.

Em todas as orientações sexuais, existem pessoas com condutas de risco.

Não se pode de maneira alguma associar todos os HSH a grupos de risco.

O certo então é associar o risco não a grupos específicos, mas a pessoas que adotam comportamentos de risco.

Na Itália, por exemplo, essa proibição foi substituída por uma análise de conduta de risco desde 2011.

Desde então, não se observou nenhum caso de transmissão de HIV por doação de sangue.

Fonte:

CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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