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Câncer Anal e Infecção pelo HPV – Conheça a Relação

Infectologista - Câncer Anal e Infecção pelo HPV – Conheça a Relação
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Conhecido por ser uma infecção sexualmente transmissível e causar cânceres cervical e de colo de útero, o HPV tem sido associado também a outro tipo de câncer, o anal. Este tipo de IST pode ser assintomático por anos e causar alterações celulares responsáveis pela formação cancerígena.

Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre a relação entre o câncer anal e a infecção pelo papiloma vírus humano (HPV).

Câncer Anal e Infecção pelo HPV

O câncer anal é caracterizado pela concentração de tumores nas células da pele que revestem as bordas anais externas e também do canal anal (ânus e reto), podendo ser dividido em tumor maligno ou benigno.

Este tipo de carcinoma cresce localmente por meses antes de se espalhar pelo corpo do paciente, atingindo estruturas adjacentes, bem como os linfonodos ao redor do ânus, da bacia e virilha.

Alguns sintomas que podem ser sinais de alerta para consultar um médico são a presença de sangramento anal, sensação de coceira, dor e desconforto, feridas que não cicatrizam, saída de secreção, presença de nódulos na região e até mesmo mudanças de hábito intestinal.

Câncer Anal – Fatores de Risco

Os diversos tipos de cânceres existentes possuem um ou mais fatores de risco que aumentam as chances de desenvolvê-los, como por exemplo gênero, idade, histórico familiar e tabagismo. No caso do câncer Anal, alguns dos fatores de risco aparentes são:

  • Outros tipos de câncer – Pacientes que já tiveram câncer de colo do útero, câncer de vagina ou câncer de vulva, por exemplo, estão associados a um risco aumentado de câncer de ânus, possivelmente porque estes tipos de câncer são causados pela infecção por HPV.
  • Infecção pelo vírus HIV – Pessoas com o vírus da imunodeficiência humana, agente que pode levar ao desenvolvimento da AIDS, também estão mais suscetíveis a enfrentar um câncer anal.
  • Relações sexuais – Seja com diversos parceiros ou com um único parceiro, desde que envolva relação sexual anal, podem aumentar o risco de desenvolver o câncer anal. A incidência pode ser maior em homens que têm relações com homens.
  • Baixa imunidade – Observou-se que as taxas mais altas de câncer anal ocorrem entre pessoas com imunidade reduzida devido a transplantes de órgãos ou uso de medicamentos para suprir o sistema imunológico.
    Tabagismo – Parar de fumar reduz os riscos da doença.
  • Etnia e gênero – Este tipo de câncer é mais comum em mulheres e também em homens negros.
  • Infecção pelo vírus HPV – A grande maioria dos cânceres de ânus parece estar associada à infecção pelo papiloma vírus humano.

Câncer Anal e HPV – Qual a Relação?

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível capaz de provocar diversos tipos de câncer, entre eles o câncer anal. Para os homens, dois fatores principais influenciam no aumento do risco de infecção genital por HPV, sendo eles a circuncisão e o número de parceiros sexuais.

Já no caso das mulheres, determinados fatores podem ser associados a um maior risco de infecção pelo vírus, como o início precoce da atividade sexual, ter muitos parceiros sexuais, ter relações sexuais com um parceiro que teve muitos outros parceiros e ter relações sexuais com homens não circuncidados.

Câncer Anal – Tratamento e Prevenção

Após ser avaliado por um profissional especializado, será indicado o melhor tipo de tratamento de acordo com o quadro do paciente. Existem casos onde o recomendado é a combinação entre radiação e quimioterapia. Já em outros, a cirurgia pode ser a principal opção.

Medidas como ter uma dieta balanceada com baixa ingestão de gordura, praticar exercícios físicos, utilizar preservativo durante a relação sexual e não fumar podem reduzir o risco de câncer anal.

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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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