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É preciso retirar a prótese para tratar infecções nos ossos?

É preciso retirar a prótese para tratar infecções nos ossos
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É preciso retirar a prótese para tratar infecções nos ossos ?

É preciso retirar a prótese para tratar infecções nos ossos ?

Atendo muitas pessoas no consultório que se submeteram a qualquer cirurgia com colocação de prótese com infecção no local da cirurgia, independente do tempo de pós operatório.

Muitas vezes a infecção da órtese ou prótese não está tão óbvia.

Mas é algo que precisamos ter em mente.

Em pessoas com materiais de síntese ou próteses (material que não pertence ao nosso corpo), ter uma infecção quase sempre significa a retirada ou troca desse material.

As bactérias facilmente grudam na superfície destes materiais e constroem uma proteção chamada de biofilme.

Esse biofilme é como uma película impenetrável pelos antibióticos e o cirurgião não consegue retirá-lo mecanicamente, por mais que tente, e a bactéria fica ali, protegida.

Quando isso ocorre, mesmo que o antimicrobiano mate todas os micro-organismo que estão ao redor e a infecção aparentemente fique curada, não importa quanto tempo ou dose de antimicrobiano seja usado, após algum tempo de sua suspensão, os sintomas da infecção retornam, pois,o foco da infecção não foi totalmente retirado.

O biofilme não é visto a olho nu e não se pode descartar apenas olhando para ele.

Situações em que pode-se tentar manter a prótese:

É preciso retirar a prótese para tratar infecções nos ossos ?

  • Cirurgias que tenham sido feitas há menos de 3 semanas
  • Infecção que tenha menos de 2 semanas de evolução

>> Nestes casos pode-se tentar preservar a prótese (limpar a ferida operatória, sem retirar a prótese).

Quanto maior o tempo de infecção, maior as chances de falha terapêutica por foco mantido.


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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