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Revacinação contra a Febre Amarela

Last updated on abril 18th, 2018 at 04:05 pm

Revacinação contra a Febre Amarela

Há alguns anos, a vacina contra a Febre Amarela deveria ser tomada em 2 doses:

  • Uma dose inicial
  • Uma dose de reforço após 10 anos da primeira dose.

Mesmo pessoas sem contra-indicação ao uso da vacina, podem desenvolver algumas reações adversas pós-vacinais.

A maioria dessas reações são leves e sem maiores problemas aos pacientes.

Reações vacinais graves são muito raras, mas podem ocorrer.

Pessoas com contraindicação absoluta ou relativa ao recebimento da vacina possuem certas condições que aumentam o risco de desenvolvimento de complicações pós-vacinais mais graves.

Vacina contra a Febre Amarela, sem necessidade de revacinação.

Estudos sobre eventos adversos sérios após a revacinação (dose de reforço) evidenciaram:

  •  7% das pessoas que apresentaram reações vacinais graves estavam recebendo a segunda dose da vacina.
  • Dentre os que evoluíram para doença vicerotrópica, 3% haviam sido revacinados.

Além disso, estudos de resposta vacinal identificaram níveis protetores em grande parte da população que se vacinou apenas uma vez.

Mesmo após 20 anos do recebimento dessa única dose.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) avaliou estes 2 pontos:

  • Maior risco de reação grave para quem toma mais de uma dose da vacina
  • Altos níveis de proteção vacinal mesmo após muitos anos de dose única

Decidindo ao fim por orientar a vacinação em dose única para a maioria da população.

 

Quem deve revacinar contra a Febre Amarela

Ainda assim, em algumas situações, a própria OMS ainda orienta revacinação contra a Febre amarela:

Trabalhadores de saúde:

  • Trabalhadores de saúde com alto risco de contaminação profissionais de laboratório de pesquisa que manuseiam o vírus)

Pessoas com imunidade baixa prévia

  • Que receberam a primeira dose durante período de imunossupressão por estarem sob alto risco de infecção
  • Que já recuperaram a imunidade
  • Que permanecerão ou se deslocarão para área de risco

Gestantes

Grávidas que excepcionalmente receberam a vacina durante a gestação devido ao alto risco de infecção

Devem ser revacinadas após a gravidez

Mulheres que estão amamentando bebês menores de 6 meses de idade, o aleitamento deve ser interrompido por 28 dias (no mínimo 15 dias), período em que há risco de transmitir o vírus vacinal pelo leite e contaminar o lactente.

A paciente pode fazer a ordenha do leite antes da aplicar a vacina, mantendo congelado por 28 dias em freezer ou congelador.

 

Fonte:

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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