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Ínguas e suas causas

Ínguas e suas causas

Last updated on novembro 14th, 2017 at 12:51 pm

Ínguas e suas causas

As ínguas parecem carocinhos que podem surgir em várias partes do corpo. São os gânglios inchados ou linfonodos aumentados.

Elas são muito comuns e podem ter as mais diversas causas, desde inflamações localizadas sem maior importância, até câncer.

Por isso, é muito importante sabermos quando devemos nos preocupar e procurar um médico.

 

O que são linfonodos?

Linfonodos ou gânglios linfáticos, são estruturas que fazem parte de nosso sistema imune.

Têm um formato parecido ao de um ovo ou feijão e seu tamanho normal não passa de 1 cm de diâmetro.

Estão localizados em vários pontos estratégicos do nosso corpo. Por eles, passa toda a linfa.

Linfa é um fluído que concentra tudo o que sobra do metabolismo de nosso organismo. Ela viaja através dos vasos linfáticos, sistema complementar às artérias e veias, saem de todos os órgãos e tecidos, passam pelos linfonodos e chegam às grandes veias.

Os linfonodos funcionam então como um filtro purificador da linfa. É como um posto do exército, pois ao passar qualquer coisa ali que pode ser interpretada como ameaça, as células da defesa que ali ficam (como os linfócitos), acionam o alarme do sistema de defesa (sistema imunológico).

 

Ao serem estimulados, independente da causa, os linfonodos precisam trabalhar mais.

É isso que leva ao aumento de seu tamanho ou inchaço.

 

Tipos de linfadenopatia de acordo à sua localização:

As Ínguas podem ser:

  • Localizadas (quando apenas um local do corpo apresenta gânglios aumentados)
  • Generalizadas (quando várias partes do corpo apresentam gânglios aumentados)

 

Ínguas e suas causas – localização do gânglio pode mostrar o local do problema.

Existem várias cadeias de linfonodos, em vários níveis de profundidade, incluindo as mais próximas aos órgãos internos e as mais superficiais.

São as superficiais que, ao aumentarem de tamanho, podem ser percebidas pelo doente, o que pode por si só levá-lo à consulta médica.

São elas que palpamos com as mãos, podendo também ser visíveis em alguns casos.

 

Cada cadeia de linfonodo recebe a linfa de um determinado local do corpo.

Sendo assim, quando a linfadenopatia é localizada, podemos ter uma ideia da localização do problema.

 

Ínguas e suas causas – Linfadenopatia reacional

É a causa mais frequente de linfadenopatia.

Recebe esse nome por ter como causa a reação do linfonodo a algum processo infeccioso que pode ser local ou generalizado.

Ou seja, a causa do inchaço ou aumento de tamanho não está localizada no linfonodo.

Possui características sugestivas em exames de imagem como ultrassonografias, tomografias, etc.

A análise direta e específica desses linfonodos (estudo anatomopatológico do mesmo) não nos leva ao diagnóstico, pois apresentará características comuns a todos as linfadenopatias reacionais.

Ínguas e suas causas:

  • Infecciosa
  • Câncer (linfoma, etc),
  • Imunológica (reação ao soro, reação ao uso de medicamentos)
  • Endócrino
  • Auto-imune (exemplos: Artrite reumatóide, Lupus eritematoso sistêmico, Doenças de Still, Dermatomiosite, Doença de Kikuchi, Doença de Kawasaki, Amiloidose, Sarcoidose, Granulomatose sistêmica, etc )

Ínguas e suas causas infecciosas:

Podem se manifestar como linfadenopatia reacional, podem estar localizadas no próprio gânglio, podem ser localizadas ou generalizadas.

Infecções bacterianas de linfadenopatias localizadas:

Infecções bacterianas de linfadenopatia generalizada

Causas virais de linfadenopatia localizada:

Causas virais de linfadenopatia generalizada:

Micobactérias que causam linfadenopatias:

(pode ser reacional ou não, localizada – cadeias mais internas) ou no próprio gânglio:

  • Tuberculose,
  • Micobacteriose atípica

Protozoários:

  • Toxoplasmose (generalizada),
  • Leishmaniose (localizada ou generalizada)

Espiroqueta:

(generalizada ou localizada se for lesão primária)

Ínguas e suas causas – Medicamentoso

  • Alopurinol
  • Atenolol
  • Captopriol
  • Carbamazepina
  • Cefalosporinas
  • Ouro
  • Hidralazina
  • Penicilina
  • Fenitoina
  • Primidona
  • Pirimetamina
  • Quinidina
  • Sulfonamidas
  • Sulindac

O que avaliar em um paciente com íngua

O médico deve avaliar uma série de características no paciente com inchaço nos gânglios para a partir daí solicitar os exames necessários para se chegar a um diagnóstico:

  • Tempo de evolução
  • Outros sintomas ou sinais associados (coceira, lesões, febre, perda de peso, tosse, etc)
  • História de viagens ou comportamentos de risco prévio ao início do quadro
  • Fatores de risco para câncer: história familiar, tabagismo, idade avançada, etc
  • Uso de medicações prévio ao início do quadro
  • Localização do gânglio
  • Características do linfonodo

Características do linfonodo que deve ser observadas:

  • Presença de dor,
  • Vermelhidão,
  • Presença de outras lesões  próximas ao linfonodo,
  • Saída de secreção e suas características,
  • Consistência (elástico, duro, etc),
  • Sensibilidade (liso, nodular, etc),
  • Tamanho,
  • Fixação (aderido a pele, a planos profundos, ou não aderido).

Ínguas e suas causas  – Diagnóstico

  • Exames de sangue gerais,
  • Sorologias específicas
  • Exames de imagem (Ultrassonografia, Tomografias, Ressonâncias, etc)
  • Biopsia do linfonodo

A biópsia é apenas o material do linfonodo. Ela pode ser coletada de várias formas (aberta, retirando a íngua completamente, ou por punção) e dela podem ser realizados vários exames específicos como:

– Análise citológica (estudo das células que compõe o linfonodo)

– Estudo patológico (avaliar as células em um microscópio)

– Culturas (para identificação do micro-organismo causador)

– Entre outros

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Fonte:

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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