Você está aqui
Home > Medicina Tropical > diagnóstico da tuberculose

diagnóstico da tuberculose

Diagnóstico da Tuberculose
Compartilhe
  • 12
    Shares

Diagnóstico da Tuberculose

A Tuberculose é uma doença infecciosa ainda muito prevalente no mundo estima-se que 1/3 das pessoas no mundo têm contato com a Tuberculose.

Apenas de 5 a 10% das pessoas que tiveram contato, chegam a desenvolver a doença em algum momento da vida.

Algumas pessoas possuem um maior risco para desenvolver a doença ativa pela Tuberculose, uma vez infectadas.

Para quê testar para Tuberculose

As pessoas podem ser testadas por:

  • Apresentaram sintomas e suspeita de doença ativa.

Nesse caso é preciso tentar confirmar o diagnóstico para realizar o tratamento

  • Pessoas com risco aumentado de desenvolver a doença ativa.

Caso confirmada a infecção latente (contato prévio com Tuberculose sem doença), deve-se realizar a profilaxia para evitar desenvolver a infecção.

Testes que podem indicar doença ativa pela Tuberculose:

  • Exames de imagem
  • Alterações a nível celular encontradas em estudos anatomopatológicos de tecidos doentes

O diagnóstico confirmatório da Tuberculose ativa é feita APENAS  a partir da identificação do próprio Mycobacterium tuberculosis.

Isso só pode ser feito analisando diretamente o tecido infectado

Exames para o diagnóstico confirmatório da tuberculose

  • Testes moleculares (identificam o material genético do bacilo)
  • Exames de visualização direta do bacilo
  • Culturas realizadas em meios específicos para isolar este tipo de microorganismo

Exames que mostram apenas o contato com o bacilo

Estes exames não servem para confirmar o diagnóstico, servem apenas para mostrar contato prévio com o bacilo

O seu uso é mais indicado para a realização da profilaxia da Tuberculose naquelas pessoas com maior risco de desenvolver tuberculose ativa.

Existem 2 tipos de teste para avaliação de contato prévio com o bacilo da tuberculose:

  • Teste de pele
  • Testes de sangue

Testes de pele – Prova Tuberculínica ou Teste intradérmico

  • Teste conhecido como PPD (derivado proteico purificado), Reação de Mantoux ou Teste Tuberculínico.
  • Estima-se que este exame fique positivo após 3 a 12 semanas do primeiro contato com o bacilo da tuberculose.

Como o teste tuberculínico é realizado

diagnóstico da tuberculose
Aplicação correta do Derivado Proteico Purificado – PPD
  • Injeta-se uma pequena quantidade de líquido na face anterior do antebraço
  • A aplicação deve ser feita logo abaixo da pele, formando uma bolinha
  • Este líquido contém uma proteína derivada do micobacterium tuberculosis  – Derivado Proteico Purificado (PPD)
  • 48 ou 72 horas após a aplicação, a pessoa deve retornar ao local onde recebeu a aplicação para a leitura do resultado.

 

Diagnóstico de Tuberculose
Leitura da Prova Tuberculínica
  • Caso a pessoa já tenha tido contato prévio com a Tuberculose, o organismo apresentará anticorpos
  • Estes anticorpos irão reagir com a proteína injetada e causará uma reação inflamatória local
  • Em crianças maior que 10 anos e adultos, consideramos um teste positivo quando a área de reação é maior ou igual a 5 mm

 

Um resultado positivo indica apenas contato prévio com o bacilo, não faz diagnóstico de infecção ativa

Limitações da Prova Tuberculínica

  • Teste pouco específico (pode ter muitos resultados positivos mesmo em pessoas que não tiveram contato com a tuberculose)
  • Teste pouco sensível (pode ter muitos resultados negativos mesmo em pessoas que tiveram o contato com o tuberculose, especialmente em pessoas com imunidade baixa)

Causas de teste tuberculínico falso negativos

  • Defeito no antígeno (mal armazenado)
  • Diluição errada
  • Erro na quantidade aplicada
  • Erro de profundidade de aplicação
  • Tempo de permanência da substância na seringa
  • Inexperiência do técnico
  • Erro de registro do resultado
  • HIV/AIDS
  • Outras infecções virais, bacterianas ou fúngicas: 
  • Uso de drogas imunossupressoras: corticosteroides, Inibidores do TNF alfa, inibidores de calcineurina, metrothexate,
  • Idades extremas: < 6 meses e idosos.
  • Doenças de órgãos linfoides: linfoma, leucemia linfocítica crônica, Sarcoidose
  • TB ativa avançada em paciente imunodeprimido
  • Alterações metabólicas: redução de proteínas, desnutrição, IRC, cirurgia, queimadura
  • Uso de drogas imunossupressoras
  • Idades extremas (crianças e idosos)
  • Neoplasias
  • Pós Transplantados
  • Desnutrição
  • Doenças metabólicas crônicas como Diabetes Mellitus
  • Uso inadvertido de pomadas a base de corticoide

Causas de teste tuberculínico falso positivos

  • Infecção por outras micobactérias  não tuberculosas
  • Vacinação da BCG
  • Efeito booster 
  • Erro na quantidade aplicada
  • Erro de profundidade de aplicação

O que é efeito booster?

Aumento dos valores de leitura devido a reexposição do organismo ao PPD.

Isso ocorre quando a pessoa realiza mais de uma prova tuberculínica em intervalos curtos de tempo.

Atualmente com aplicações bem restritas na avaliação do contato prévio de indivíduos com baixa quantidade de anticorpos.

Testes de sangue – Teste de Interferon gama

O Teste de Interferon gama ( do inglês: Interferon Gamma Release Assay – IGRA):

  • É mais sensível e específico se comparado à Prova Tuberculínica.
  • É realizado em amostra de sangue, ou seja, pode ser realizado juntos aos demais exames de sangue
  • A pessoa não precisa retornar no local da aplicação, para leitura
  • Ideal para rastreio de contato prévio com a Tuberculose em pessoas com imunidade baixa
  • Não sofre o efeito booster
  • O resultado não é afetado por vacinação prévia contra a Tuberculose
  • Reações cruzadas entre infecções por outras micobactérias são extremamente raras.
  • O custo é bem mais alto se comparado ao PPD

Mesmo do teste de Interferon Gama não diagnostica infecção ativa pela Tuberculose, apenas contato prévio

 

Fonte:


Compartilhe
  • 12
    Shares
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

Deixe uma resposta


*Os comentários são limitados a 500 letras. Obrigada.

Top