Você está aqui
Home > Notícias > Infecção Viral > Síndrome de Guillain-Barré: saiba mais

Síndrome de Guillain-Barré: saiba mais

Síndrome De Guillain-Barré
Compartilhe

Fraqueza e formigamento, principalmente nas regiões dos membros inferiores e superiores podem ser relacionadas a diversas condições de saúde, inclusive ao cansaço no dia-a-dia. No entanto, esses sinais também podem ser relatados por pacientes que sofrem com a Síndrome De Guillain-Barré.

Apesar de ser considerado um distúrbio raro, nesta síndrome os sintomas podem evoluir rapidamente, desenvolvendo quadros de paralisia total do corpo. Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre a síndrome de Guillain-Barré.

Síndrome de Guillain-Barré – O Que É

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma inflamação do sistema nervoso periférico (sistema de nervos que o cérebro usa para controlar os músculos e glândulas) que ocorre quando o sistema imune ataca parte do sistema nervoso periférico e destrói a bainha de mielina (membrana que envolve os nervos).

É como se fosse a capa dos fios de eletricidade. Esta capa (mielina) não apenas protege os fios (nervos) como também facilita a transmissão de eletricidade (impulsos nervosos). Quando a “capa” é destruída, o nervo exposto pode encostar um no outro e gerar curto circuito, ou parar de transmitir a corrente elétrica.

Você Suspeita Estar com Alguma Infecção?

Agende Hoje mesmo uma Consulta com infectologista.

  

NERVO DOENTE

A incidência mundial da Síndrome de Guillain-Barré é baixa (1 a 2 casos para cada 100.000 habitantes por ano). Mas como este quadro pode se associar a qualquer quadro pós infeccioso sempre que vivemos um momento de aumento brusco de infecções de caráter mais inflamatório, podemos ver também um aumento dos casos de SGB

Causas

Existem diversos gatilhos que podem levar um paciente a desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré. Entre eles podemos citar:

Sintomas

Essa síndrome pode se apresentar de várias formas. A mais comum delas é a paralisia aguda dolorosa. Os sintomas começam 2 a 4 semanas após uma infecção respiratória (como uma gripe) ou gastrointestinal (como uma diarreia), geralmente benigna (muitas vezes nem leva o doente a procurar atendimento médico). Ou seja, quando o paciente já se sente totalmente curado, inicia-se um formigamento nas pontas dos dedos, uma fraqueza muscular nas pernas, que vai progredindo de forma ascendente (subindo no corpo) em horas ou dias acometendo os braços e assim por diante. Geralmente é bilateral (acomete igualmente os dois lados do corpo).
Outras sensações que podem aparecer:

  • Formigamento nas mãos e pés
  • Fraqueza muscular
    • pode variar de leve dificuldade para caminhar até paralisia quase completa de todos os membros, músculos faciais, respiratórios e bulbares
  • Dor
    • A dor costuma ser latejante e mais intensa nas costas, pernas e braços que pioram a qualquer movimento
  • Dormência
  • Problema de coordenação motora e instabilidade,
  • Disartria (o doente não consegue falar direito),
  • Pálpebras caídas
  • Disautonomia
    • Taquicardia ou bradicardia (aumento ou diminuição das batidas do coração);
    • Hipertensão ou Hipotensão arterial (Aumento ou diminuição da pressão arterial)
    • Hipotensão postural (Diminuição brusca da pressão arterial ao se levantar);
    • Retenção urinária
    • Febre

Alteração no exame físico:

  • Reflexos tendinosos profundos diminuídos ou ausentes nos braços ou pernas

Forma de apresentação

  • Neuropatia axonal motora aguda
  • Neuropatia axonal motora e sensitiva aguda
  • Síndrome de Miller Fisher
    • Oftalmoplegia (paralisia de um ou mais músculos oculares)
    • Ataxia (dificuldade ou mesmo incapacidade de se manter a coordenação motora como normalmente)
    • Arreflexia
  • Encefalite de tronco cerebral Bickerstaff
    • Encefalopatia
    • Oftalmoplegia
    • Ataxia
  • Fraqueza faríngeo-cervical-braquial
    • Fraqueza aguda dos músculos da orofaringe, pescoço e ombro
    • Disfunção da deglutição

Complicações

A complicação mais temida dessa doença é a evolução para fraqueza dos músculos da respiração, deixando o doente incapaz de respirar sozinho. Outras complicações são:

  • Incapacidade de andar (deixando o doente dependente de cadeira de rodas);
  • Desequilíbrio, incoordenação;
  • Cansaço persistente.

Diagnóstico

A suspeita é clínica. Feita a partir da história do paciente e exame físico. Vários exames laboratoriais podem ajudar no diagnóstico:

  • Exame de líquor (líquido que fica dentro da coluna, retirada através de punção por agulha, geralmente na região lombar);
  • Eletroneuromiografia (Estudos de condução elétrica do nervo);
  • Exames de imagem
    • Ressonância Magnética da coluna
    • Ultrassom de nervo periférico
  • Exames de sangue.

Tratamento

O tratamento da síndrome de Guillain é realizado dentro do hospital, justamente devido ao risco de complicações:

  • Suporte clínico de acordo às complicações apresentadas;
  • Imunoglobulinas (substância que neutraliza os anticorpos que estão atacando os neurônios);
  • Plasmaférese (uma máquina que parece as de hemodiálise, que filtra o sangue do corpo retirando as substâncias que estão atacando o sistema nervoso).

Se você notar alguns dos sintomas descritos neste artigo, não deixe de buscar ajuda especializada.

Para mais informações sobre a Síndrome de Guillain-Barré consulte seu médico de confiança.

Mais Informações sobre este assunto na Internet:

Artigo Publicado em: 24 de abril de 2016 e Atualizado em 08 de novembro de 2022


Compartilhe

Não tenha vergonha do HIV!

'Reserve a sua Consulta Hoje.

Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

Deixe um comentário

Top