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Vacina contra a Febre Amarela

Vacina contra a Febre Amarela

Last updated on novembro 13th, 2017 at 10:41 pm

Vacina Contra a Febre Amarela

A principal forma de Prevenção contra a Febre Amarela é a vacinação.

O procedimento indicado em caso de surtos de Febre Amarela  é a rápida detecção dos casos e a vacinação emergencial de contenção a pelo menos 50 km de distância da pessoa que teve a doença confirmada.

Recomenda-se a Vacinação para:

  • Todos aqueles que não possuem contraindicações à vacina
  • Que vão se deslocar de áreas que não tem risco de transmissão para áreas de risco

– Área de risco no Brasil

– América do Sul

– Estados Unidos

– Áreas de risco na África

Vacina contra a Febre Amarela
Fonte: Ministério da Saúde – Vacina contra a Febre Amarela – retirado em Outubro de 2017.

No caso de primeira vacinação, a administração deve ser realizada no mínimo 10 dias antes da viagem.

Os anticorpos protetores contra o vírus são produzidos entre o 7º e 10º dia após a administração.

Uma dose confere proteção, mas para mantê-la, doses adicionais precisam ser tomadas:

– Uma dose de reforço aos 4 anos de idade (crianças)

– Quem recebeu apenas uma dose, deve tomar o reforço, ainda que adultos

– Adultos que nunca se vacinaram devem tomar apenas uma 1 dose por recomendação do Ministério da Saúde e OMS

Vacina contra a Febre Amarela

Doação de Sangue

  • Pessoas doadoras de sangue devem doar antes de receber a vacina da Febre Amarela.
  • Caso já tenham recebido a vacina, devem esperar pelo menos 4 semanas a partir da data da vacinação para voltar a doar o sangue.

Efeitos Adversos da Vacina contra a Febre Amarela:

A vacina da Febre Amarela é de vírus vivo atenuado. Ou seja, o próprio vírus enfraquecido.

A vacina em geral é bem tolerada e seus efeitos adversos costumam ser leves, tais como:

  • Leve vermelhidão, inchaço e dor no local da injeção
  • Dor de cabeça, mal-estar
  • Fraqueza e dores musculares
  • Febre baixa

Complicações graves relacionadas à vacina são muito raros (menos de 1% dos casos).

Pessoas que NÃO PODEM receber a Vacina Contra a Febre Amarela

  • Pessoas com imunossupressão secundária à doença ou terapias imunossupressoras (exemplos: quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas)
  • Pessoas em uso de tratamentos imunossupressores ou de imunomodulação (exemplos: Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe)
  • Transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia
  • Pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina
  • Pessoas com reação alérgica grave ao ovo
  • Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma)
  • Crianças menores de 6 meses de idade
  • Portadores de HIV com CD4 < 200/mm³ (ou < 15% dos linfócitos de crianças menores de 6 anos)
  • Imunodeficiência primária

Essas pessoas têm contraindicação à vacina, devido ao risco aumentado de complicações graves como:

  • Reações alérgicas graves (asma, falta de ar, edema de faringe, urticaria);
  • Síndrome de Guillain-Barré;
  • Falência de múltiplos órgãos (muito raro);
  • Paralisia do nervo craniano;
  • Pegar a própria doença.

Pessoas que NÃO DEVEM receber a Vacina Contra a Febre Amarela, mas em casos de surto devem ter o risco-benefício avaliado pelo médico:

  • Mulheres gestantes ou amamentando;
  • Crianças entre 6 e 8 meses de idade;
  • Idosos maiores de 60 anos de idade;
  • Portadores de HIV com CD4 entre 200 e 499/mm³, ou entre 15-24% dos linfócitos de crianças menores de 6 anos). No Brasil, na prática clínica,  consideramos contra indicação relativa à vacina, portadores de HIV com CD4 entre 200 e 350 .

Vacina contra a Febre Amarela

Considerações sobre a Vacina contra a Febre Amarela:

  • Crianças menores de 2 anos de idade não devem receber a vacina tríplice viral ou a tetravalente (sarampo-rubéola-caxumba-varicela) simultaneamente, devendo aguardar o intervalo mínimo de 30 dias entre essas vacinas e a vacina contra febre amarela.
  • Em situações de surto em que a vacina é antecipada para os 6 meses de idade, não é considerado vacinação de rotina, devendo ser realizada uma segunda dose aos 9 meses, e o reforço aos 4 anos de idade.
  • Mulheres que estão amamentando bebês menores de 6 meses de idade e para as quais a vacinação não pode ser postergada, o aleitamento deve ser interrompido por 28 dias (no mínimo 15 dias), período em que há risco de transmitir o vírus vacinal pelo leite e contaminar o lactente. A paciente pode fazer a ordenha do leite antes da aplicar a vacina, mantendo congelado por 28 dias em freezer ou congelador.

Vacina contra a Febre Amarela

O leite materno de quem recebe a vacina possui os anticorpos contra a Febre Amarela.

Desse modo, mães vacinadas podem proteger o seu bebê através da amamentação até o 6º mês de vida.

 

Veja os postos de vacinação para a Febre Amarela em São Paulo.

Fonte:

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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