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O macaco nos protege contra a Febre Amarela

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O macaco nos protege contra a Febre Amarela

Além de crime, matar macacos é um tiro no próprio pé.

 

Além de crime ambiental (este animal é protegido por lei), matar macacos é uma injustiça e um tiro no próprio pé.

Este animal é o nosso guardião protetor contra a Febre Amarela.

Entenda o  porquê.

 

 

A Febre Amarela é uma doença infecciosa viral que pode ser transmitida de duas formas:

  • Febre Amarela Urbana
  • Febre Amarela Silvestre

Febre Amarela Urbana

O mosquito Aedes aegypti (o mesmo que transmite a dengue, Zika e Chikungunya), ou o Aedes albopictus picam humanos doentes, se infectam e ao picar outros humanos, transmitem a doença.

Febre Amarela Urbana não é registrada desde 1942.  Todos os casos confirmados nos últimos anos têm sido de Febre Amarela Silvestre.

Febre Amarela Silvestre

O hospedeiro do vírus na forma Silvestre são os macaquinhos como o o bugio e o sagui.

Mosquitos do gênero Haemagogus Sabethes picam macacos contaminados, se infectam e depois picam o ser humano passando a doença.

Esses mosquitos vivem apenas na mata, e o ser humano nesses casos é um hospedeiro acidental.

Cadeia de transmissão da Febre Amarela

Como agir ao encontrar um macaco morto ou doente

  • Não manipular os animais, pelo risco de contaminação por outras doenças (QUE NÃO SÃO A FEBRE AMARELA);
  • Deve-se comunicar imediatamente às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, e/ou Delegacias do Ministério da Saúde pelo número de telefone 136.

São estes os serviços responsáveis por analisar os casos e investigar a circulação do vírus da febre amarela.

Macacos sentinelas

Todos os macacos  são vulneráveis ao vírus da Febre Amarela, e uma vez infectados, podem adoecer e morrer.

Alguns gêneros como Alouatta (bugios, guaribas) e Callithrix (saguis, micos) são mais sensíveis e apresentam alta taxa de letalidade.

Já outros tipos como os Sapajus (macacos-prego), parecem ter maior resistência, adquirindo imunidade mais facilmente, e possuem uma taxa de mortalidade menor.

Como funciona o trabalho de sentinela

Para todo macaco vivo ou doente encontrado, é avaliado:

  • Se existem outros macacos mortos ou doentes na região ou se foi uma morte isolada
  • A existência de outros primatas visíveis e se estão integrados;
  • Busca-se a causa da morte, principalmente, a existência da Febre Amarela e outras

A confirmação da infecção no macaquinho prova a existência da circulação do vírus naquela área.

Isso gera um alerta de saúde pública ajudando na elaboração de ações de prevenção da doença em humanos como vacinação de urgência e controle de vetores.

Como atuar ao presenciar crimes contra macacos

  • DENUNCIE às autoridades (Secretarias Municipais e Estaduais, Ibama, Polícia Ambiental/Florestal).
  • Além disso, é possível denunciar a matança ou maus tratos de macacos pela Linha Verde do Ibama (0800 61 8080).
  • Na denúncia, podem ser encaminhados vídeos e fotos que auxiliem na identificação do crime e de quem o cometeu, por meio do e-mail .

Como atuar ao presenciar um macaquinho vivo sadio e livre

É importante que a gente mantenha esses animais sadios e dentro do seu ambiente natural.

  • NÃO capturar;
  • NÃO alimentar;
  • NÃO retirar do seu habitat;
  • NÃO transportar para outras áreas;
  • NÃO agredir;
  • NÃO matar.

Referências:

 


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CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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