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Vacina da Gripe – Existem Contraindicações e Efeitos Colaterais?

Infectologista - Vacina da Gripe – Existem Contraindicações e Efeitos Colaterais?
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O Ministério da Saúde recomendou, neste mês (Junho de 2019), que Estados e municípios estendam a vacinação contra o vírus da gripe para toda população, enquanto durarem os estoques.

Em 2019, comemoram-se 20 anos do início das campanhas de vacinação contra a gripe. Ao longo dessas duas décadas, houve uma crescente mudança no número de doses oferecidas e de pessoas que integram o público-alvo da imunização. No entanto, ainda existem muitas dúvidas da população no que diz respeito aos grupos prioritários, às contraindicações e aos efeitos colaterais da vacina.

Ao longo deste artigo, esclareceremos estas e outras dúvidas referentes à vacina da gripe. Acompanhe.

Saiba Mais sobre a Vacina da Gripe

A gripe consiste em uma infecção das vias respiratórias altamente contagiosa, provocada por um vírus denominado Influenza, que provoca epidemias em praticamente todos os anos, durante o inverno. Quanto mais baixas as temperaturas, mais comuns são os surtos de gripe. Saiba mais sobre a gripe neste artigo.

A vacina da gripe representa uma importante medida de saúde pública, pois é capaz de reduzir significativamente a quantidade de vítimas do vírus Influenza, conhecido pela sua elevada frequência de mutação. Você pode pegar uma gripe hoje e seu sistema imunológico produzir anticorpos altamente eficazes contra o vírus. Porém, nos próximos anos, há grandes chances de um vírus Influenza diferente do que lhe contaminou estar circulando, e os anticorpos anteriores não serem mais efetivos contra a nova mutação.

Por esta razão, as vacinas contra a gripe são produzidas anualmente, a fim preparar o sistema imunológico da população para combater as novas cepas mutantes do vírus Influenza.

Grupos Prioritários na Campanha de Vacinação Contra a Gripe

Todas as pessoas com mais de seis meses de idade podem receber a vacina, mas existem alguns grupos prioritários nas campanhas, por serem mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

O público-alvo das campanhas de vacinação contra a gripe incluem:

  • Profissionais da saúde;
  • Idosos com mais de 60 anos;
  • Crianças entre seis meses e cinco anos de idade;
  • Gestantes e puérperas (mulheres que tiveram um filho dentro dos últimos 45 dias);
  • Povos indígenas;
  • População carcerária;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Profissionais da educação;
  • Profissionais de segurança e salvamento;
  • Portadores de doenças crônicas;
  • Indivíduos transplantados.

Se você não está em nenhum dos grupos prioritários e mesmo assim deseja imunizar-se contra o vírus da gripe, não há problema algum: procure o seu infectologista de confiança e informe-se. A vacina quase não possui contraindicações.

Contraindicações da Vacina da Gripe

A vacina da gripe é contraindicada somente para crianças menores de seis anos. Salvo este grupo, não há restrição para a vacina, uma vez que o imunizante contra o vírus Influenza é uma vacina morta e inativada – ou seja, não utiliza partes do vírus vivo em sua composição. No caso de pessoas com alergia severa a ovo, a vacina deve ser tomada em ambiente hospitalar, sob orientação médica.

Não há contraindicação para gestantes, mães lactantes, pessoas que tomam antibióticos, remédios com corticoides, ou ingerem bebidas alcoólicas. A vacina da gripe também pode ser tomada por indivíduos que estão gripados.

Se você está enfrentando uma doença febril aguda, informe-se com o seu médico antes de tomar a vacina; o ideal é esperar até que você esteja completamente recuperado. Indivíduos que já enfrentaram a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) também devem conversar previamente com um especialista a respeito dos riscos e benefícios da vacina.

Efeitos Colaterais da Vacina da Gripe

Efeitos colaterais graves da vacina contra a gripe são muito raros; no geral, a imunização é bem tolerada. Os eventos adversos mais comuns são dor e inflamação no local onde foi aplicada a injeção.

Outros possíveis efeitos colaterais da vacina, menos comuns e geralmente de curta duração, incluem: dor de cabeça, febre, náuseas, tosse, irritação nos olhos e dor muscular.

Há um mito de que a vacina da gripe pode causar gripe; esta afirmação é falsa. Não há nenhuma possibilidade de um indivíduo ficar gripado devido à vacinação. Vale ressaltar que esta não previne quadros de resfriado, então, mesmo vacinado, o indivíduo continua exposto ao vírus que provoca o resfriado. Além disso, a taxa de sucesso da vacina é de 70-90%, ou seja, é possível ficar gripado mesmo após receber a vacina, mas são raros os casos.

Vacina da Gripe – Recomendações Médicas

Você pode receber a vacina em qualquer altura do ano, mas o ideal é tomá-la logo antes do inverno, a época em que ocorrem os surtos de gripe. O pico de eficácia da vacina ocorre nos primeiros três meses, e pelo menos duas semanas são necessárias para que os anticorpos induzidos pela vacina sejam produzidos pelo seu sistema imunológico. Tomando a vacina no final do outono, você estará protegido na fase epidêmica da gripe – durante o inverno.

Agora que você já esclareceu suas dúvidas, consulte o seu infectologista de confiança e informe-se a respeito da vacina contra a gripe. O inverno está chegando e é importante prevenir-se contra a doença, sobretudo nesta época do ano. Se você se enquadra em um ou mais dos grupos de risco, a atenção deve ser redobrada.

Não negligencie sua saúde e previna-se contra a gripe! Para mais informações, marque uma consulta e deixe-nos ajudar.


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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