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Osteomielite em pé diabético

Last updated on abril 10th, 2018 at 09:38 pm

Osteomielite em pé diabético

Osteomielite é a infecção do osso

Pessoas com diabetes mal controlada por muitos anos costumam desenvolver nos pés, úlceras profundas, por vezes não dolorosas e de difícil cicatrização.

Esta condição é tão comum e típica do diabético que é conhecida como pé diabético.

De fato, a cada ano,  4% de pessoas portadoras de diabetes mellitus desenvolvem pé diabético.

85 % dos pacientes diabéticos que precisam amputar alguma extremidade, iniciaram o seu problema com úlceras nos pés.

Saber se esta úlcera está infectada ou não muda totalmente a abordagem de tratamento.

Saber se a infecção dessa úlcera atinge o osso (osteomielite) define condutas como profundidade de cirurgia, tempo de tratamento, etc.

O rápido diagnóstico da osteomielite em pacientes com Pé diabético é fundamental para uma boa resposta ao tratamento.

Diagnóstico de osteomielite no paciente com pé diabético:

Em algumas situações, o acometimento do osso está bastante evidente:

  • Pode-se ver o osso pela úlcera.
  • Radiografia mostrando destruição óssea

Situações em que deixa o diagnóstico da Osteomielite bastante provável:

  • Úlcera com área maior que 2 cm (mesmo se não houver sinas inflamatórios na úlcera)
  • Marcadores inflamatórios elevados no sangue
  • Presença de ferida que não cicatriza por mais de 6 semanas mesmo sem sinais visíveis de infecção na ferida
  • Presença de ferida com  mais de 2 semanas de evolução com evidência de infecção

Exames de imagem

O melhor exame de imagem para identificação de osteomielite é a Ressonância Magnética

Este exame é capaz de revelar alterações muito características de osteomielite no próprio osso.

Além disso pode mostrar alterações anatômicas e no tecido muscular próximo ao osso

O problema desse exame é que existem alguns fatores confundidores que podem atrapalhar a leitura do mesmo.

Alterações ósseas, incluindo as ocasionadas pelo próprio processo neurodegenerativo da diabetes, podem se confundir com as alterações causadas pela infecção.

Exames como o PET-Scan com FDG (uma espécie de tomografia que utiliza um contraste especial), ou mesmo a PET-Ressonância, são mais sensíveis, mas mais difíceis de serem usados para este fim devido ao alto custo e pouca disponibilidade.

Confirmação diagnóstica

A cirurgia é parte do tratamento e única forma de confirmação diagnóstica.

A confirmação diagnóstica só pode ser feita por anatomia patológica do próprio osso.

Ou seja, retirando um pedaço do osso e analisando ao microscópio.

O material retirado também é utilizado para realização de culturas.

As culturas são muito importantes pois ditam o antibiótico mais adequado para o tratamento.

 

Fonte:

  • Diagnosing Diabetic Foot Osteomyelitis: Narrative Review and a Suggested 2-Step ScoreBased Diagnostic Pathway for Clinicians – DOI: 10.1093/ofid/ofu060

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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