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Existe febre interna?

Existe febre interna?

Last updated on novembro 14th, 2017 at 11:56 am

Existe febre interna?

 

 

Muitas pessoas mencionam febre interna ou principio de febre. Na verdade, nenhum desses dois termos estão corretos. A Febre pode ser baixa (febrícula) ou alta.

Não existe febre interna .

Febre é o aumento da temperatura do corpo e só pode ser diagnosticado com a medição da temperatura.

A temperatura considerada febre varia de acordo ao local de medição.

Febre segundo à forma de se tomar a temperatura:

  • Oral (colocar o termômetro dento da boca): acima de 37.8ºC;
  • Axilar: acima de 37.2ºC;
  • Ouvido: acima de 38ºC;
  • Testa: acima de 38ºC;
  • Retal: acima de 38ºC.

Como medir a temperatura adequadamente:

Existe febre interna?

– Para se medir a temperatura pela boca:

  • Se o paciente ingerir qualquer coisa quente ou fria, deve-se aguardar 30 minutos antes de medir.
  • O termômetro deve estar bem limpo, seco e temperatura ambiente (Alguns modelos permitem limpeza com água e sabão).
  • Colocar a ponta do termômetro na parte de baixo da língua na direção da parte de trás.
  • O paciente deve segurar o termômetro com os lábios, não com o dente.
  • Manter os lábios fechados em torno do termômetro.

Medir a temperatura pela via oral é um pouco mais complicado que a axilar, mas é uma opção mais fidedigna (correta), pois existe uma série de fatores que podem atrapalhar a especificidade da temperatura axilar, que fazem com que ela não mostre exatamente a real temperatura de dentro do corpo, tais como:

A temperatura ambiente pode aumentar ou diminuir a temperatura da pele por fora com relação à de dentro do corpo.

Pessoas mais obesas ou mais magrinhas podem prejudicar o resultado da medição.

– Para se medir a temperatura pela axila:

  • O termômetro deve estar limpo, seco e na temperatura ambiente, ou “zerado” dependendo do modelo do termômetro
  • Secar bem a axila antes de colocar o termômetro
  • Colocar a ponta do termômetro bem no meio da axila, comprimir o mesmo braço contra o corpo para prendê-lo
  • Aguardar pelo menos 3 minutos se o termômetro for de vidro
  • Aguardar até o sinal de “concluído” dependendo do modelo do termômetro

Quando se deve procurar um médico por causa de febre:

  • Gestantes com febre
  • Febre iniciada logo após viagem recente a lugares com doenças endêmicas, como áreas com histórias de Malária
  • Inicio de febre logo após alta hospitalar, procedimento cirúrgico, ou outro procedimento médico invasivo
  • Febre durante tratamento com quimioterapia ou outro tratamento imunossupressor (nesses casos, procurar atendimento médico em caso de Temperatura oral maior ou igual a 38ºC por mais de uma hora ou imediatamente após de:
  1. – Alcançar 38,3ºC)
  2. – Febre que dura vários dias ou vai embora e retorna depois de haver ido embora
  • Febre após picada de inseto.
  • Febre em pessoas com saúde grave como diabetes, doença cardíaca, câncer, lúpus eritematoso sistêmico ou anemia falciforme
  • Febre associada a algum dos sintomas abaixo:
  1.             – Rash (manchas vermelhas na pele)
  2.             – Falta de ar
  3.             – Dor de cabeça severa ou dor na nuca
  4.             – Crise convulsiva
  5.             – Confusão mental
  6.             – Vômitos severos ou diarreia
  7.             – Dor intensa em barriga, costas ou lados.
  8.             – Qualquer outro sintoma que não seja comum ou te incomode

 

 

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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