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Uso da PrEP sob demanda

Prep Hiv

Uso da PrEP sob demanda

Estudo  mostra eficácia do uso da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), quando usada de acordo à exposição de risco e não todos os dias.

A eficácia do uso da Profilaxia Pré-exposição ao HIV (PrEP) quando usada todos os dias, independente da frequência da exposição é inquestionável.

A Sociedade antiviral internacional dos Estados Unidos agora orienta o uso da PrEP em regime de livre demanda como uma opção também eficaz.

Ou seja, o uso do Truvada® em esquema de antes e após a exposição sexual e não todos os dias.

Estudo da PrEP sob demanda – IPERGAY

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IPERGAY Study

IPERGAY = (Intervention Préventive de l’Exposition aux Risques avec et pour les Gays)

Do Francês: Intervenção Preventiva à Exposição ao Risco com e para Gays

IPERGAY foi um estudo com a PrEP realizado na França e no Canadá entre 2015 e 2016.

População participante do estudo:

O estudo avaliou a eficácia do Truvada para proteção do HIV em relações sexuais dessa população utilizando um esquema sob demanda

Vantagens do uso da PrEP em esquema de livre demanda:

  • Diminui o custo
  • Diminui toxicidade
  • Aumenta adesão

Este esquema é especialmente interessante para pessoas que se expõem ao risco com menos frequência

  • Medicação = Truvada® 
  • Cada comprimido do Truvada® contém: 300mg de Tenofovir + 200mg de Emtricitabina

Esquema de uso da PrEP conforme livre demanda (esquema 2-1-1)

  • 1ª dose (DOSE DE ATAQUE) = Tomar 2 comprimidos de uma só vez de 2 a 24 horas ANTES da relação sexual de risco
  • 2ª dose = Tomar 1 cp 24 horas após o uso da 1ª dose
  • 3ª dose = Tomar 1 cp 24 horas após o uso da 2ª dose.

Esquema da PrEP para exposições sexuais consecutivas:

  • 1ª dose (DOSE DE ATAQUE) = Tomar 2 comprimidos de uma só vez de 2 a 24 horas ANTES da relação sexual de risco
  • Contando o horário da primeira dose, manter a dose de 1 comprimido a cada 24 horas
  • Manter esquema de 1 comprimido por dia até 2 dias após o último contato sexual de risco.

Esquema para exposições subsequentes

A cada nova exposição a dose inicial deverá ser dobrada. A menos que a última tomada tenha sido a menos de 7 dias.

Nesse caso, a dose inicial será de apenas 1 comprimido seguindo o esquema como já mencionada anteriormente.

Quando o último esquema PrEP foi tomado a menos de 7 dias, não é necessário realizar dose de ataque.

A primeira dose deverá ser feita apenas com 1 comprimido, seguindo as doses subsequentes a cada 24 horas até 2 dias após a última exposição sexual de risco.

Indicação do esquema de livre demanda

Até o momento, foi confirmada  a eficácia desse esquema apenas para:

  • Homens que fazem sexo com homens
  • Exposição de risco sexual

A falta de dados entre homens e mulheres heterossexuais, homens e mulheres transgêneros e pessoas que injetam drogas impede a recomendação do esquema 2-1-1 nessas populações.

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Pessoas com hepatite crônica pelo vírus B  também não podem fazer uso do esquema de livre demanda devido ao aumento do risco de reativação da hepatite B e criação de resistência do vírus ao esquema.

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Outros esquemas, como 2 ou 3 doses de Truvada®  todas as semanas, ainda está em estudo e não tem eficácia comprovada.

Portanto, outros esquemas ainda não são recomendados.

A recomendação para o uso do esquema de livre demanda da PrEP saiu no último guia de tratamento para HIV em adultos da sociedade internacional antiviral dos Estados Unidos em Julho de 2018.

Ainda não é uma recomendação adotada pelo Ministério de Saúde do Brasil.

 

Saiba como é feito a profilaxia pré exposição ao HIV no Brasil aqui:

Profilaxia Pré-exposição ao HIV

 

Fonte:

CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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