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Por que o Novo Coronavírus é Mais Contagioso que a Versão Anterior do Vírus?

Infectologista - Por que o Novo Coronavírus é Mais Contagioso que a Versão Anterior do Vírus?
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Por que o Novo Coronavírus é Mais Contagioso que a Versão Anterior do Vírus? – O coronavírus não é exatamente um vírus inédito. Isso porque é comum que vírus deste tipo se modifiquem e aperfeiçoem seus métodos de contágio. Alguns estudiosos acreditam que o vírus variante do SARS-CoV-2 dominante infecta as células do corpo humano com mais facilidade do que o primeiro registro do vírus que apareceu na China.

Se você está confuso ou se perguntando como é possível que isso aconteça, não deixe de ler este artigo para saber mais sobre o assunto.

O Novo Coronavírus

O novo coronavírus teve seus primeiros casos confirmados na China no final de 2019. Depois de percorrer a região e chegar até a Europa, o vírus sofreu diversas mutações e uma de suas variantes tornou-se dominante. Essa versão europeia modificada se estabeleceu nos Estados Unidos, gerando assim maiores índices de disseminação.

Alguns pesquisadores responsáveis pelo rastreio das mutações genéticas do coronavírus ao redor do mundo contam com um banco de dados com mais de 30 mil sequências diferentes contabilizadas até o presente momento. Ou seja, o vírus pode se aperfeiçoar a cada mutação e chegar muito mais forte em algumas localidades.

O Estudo

Um novo estudo realizado pelas universidades Sheffield e Duke Universities junto ao Laboratório Nacional Los Álamos analisou informações de 999 pacientes britânicos que foram hospitalizados pela infecção da COVID-19.

Eles estabeleceram que a mutação denominada D614G pode tornar o vírus mais suscetível a causar infecções em humanos. Uma vez que em todos os paciente com essa variação foram encontradas mais partículas virais do que em pacientes com outros tipos de mutação.

Em testes realizados in vitro, os cientistas responsáveis determinaram que o vírus variante tem a capacidade de infectar de três a seis vezes mais células. No entanto, mesmo com esses resultados, não é possível simular uma situação de mutação como ocorre em uma pandemia. Por isso, é possível dizer que por mais que o vírus possa ser mais infeccioso, não quer dizer que ele seja transmitido com mais facilidade de uma pessoa para outra.

Ainda são necessários mais testes para conhecer de fato o funcionamento do vírus. Como o novo coronavírus é um subtipo recente, diversos especialistas correm contra o tempo para descobrir mais sobre o vírus e suas possibilidades de tratamento e cura.

Como se Proteger do COVID-19

Como ainda não temos uma vacina ou fármacos específicos para o seu tratamento, a melhor maneira de se proteger contra o vírus é adotar algumas medidas como:

  • Etiqueta respiratória – Cobrir a boca com a parte interna do cotovelo ao tossir ou espirrar;
  • Distanciamento social – Evitar aglomerações e manter uma distância de pelo menos um metro de uma pessoa para outra;
  • Uso de Máscaras – Usar máscaras de proteção quando não for possível permanecer em casa;
  • Higienização das mãos – Manter a higienização frequente das mãos com água, sabão e álcool em gel.

Seguindo essas medidas, você é capaz de prevenir a infecção pela doença e se manter saudável. Para saber mais sobre a nova doença que atinge o mundo todo, acesse nossa aba *novo coronavírus* e fique por dentro de tudo o que acontece. Novo Coronavírus Por que é Mais Contagioso Versão Anterior do Vírus?

Fonte:

Cell Press


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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