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Em que Consiste o Monitoramento da Covid-19 no Esgoto – Por que é Realizado?

Monitoramento da Covid-19 no Esgoto
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Monitoramento da Covid-19 no Esgoto. É pouco provável que você tenha ouvido falar a respeito do monitoramento do novo coronavírus nos esgotos. No entanto, essa prática acontece e muito importante, ainda mais em regiões onde não há saneamento básico.

Essa ferramenta de vigilância epidemiológica serve como um termômetro de como está a pandemia e também pode gerar um alerta precoce de seu agravamento. Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre o monitoramento da Covid-19 no esgoto e porque o procedimento é realizado.

Covid-19

Conhecida por ser uma doença que afeta principalmente o sistema respiratório, a covid-19 pode desencadear sintomas como tosse, febre, falta de ar, dores de cabeça e garganta, fadiga, perda de olfato e/ou paladar e dores musculares.

No entanto, um levantamento realizado pela OMS revelou que aproximadamente 80% das pessoas infectadas pelo vírus podem ser classificadas como assintomáticas. Mundialmente já foram registrados mais de 132 milhões de casos de covid-19. Destes, mais de 2, 8 milhões não resistiram à doença e foram a óbito.

Rede de Monitoramento Covid nos Esgotos

Conhecida como rede de monitoramento Covid esgotos, a iniciativa tem como principal objetivo acompanhar e monitorar a presença do vírus da covid-19 em amostras coletadas em redes de esgotos que integram as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro.

Com a ampliação de informações para o enfrentamento da pandemia, os resultados gerados a respeito da ocorrência do novo coronavírus no esgoto das cidades citadas acima auxiliarão nas tomadas de decisões de suas respectivas autoridades de saúde.

Estudos

Com os estudos realizados, pesquisadores pretendem identificar certas tendências e alterações na ocorrência do novo coronavírus dentre de esgotos. Mapeando-os e identificando áreas com maior incidência da doença. Para assim conseguirem agir precocemente e evitar novos surtos da doença.

Realizado desde abril de 2020, o monitoramento dos esgotos em BH concluiu que é sim possível identificar a incidência e circulação do vírus nas cidades. De acordo com membros de planejamento de recursos hídricos da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), o acompanhamento em Belo Horizonte permitiu traçar uma estimativa de infecção. Incluindo até mesmo casos assintomáticos, que não necessitam do serviço de saúde.

Já em Niterói, o projeto já soma mais de 400 amostras coletadas em parceria com a Fiocruz. A partir dos resultados, as equipes do Programa de Saúde da Família puderam encontrar possíveis infectados. Por meio da identificação de pessoas com sintomas e realização de testes diagnósticos. Além disso, ações para conter a disseminação da doença foram implantadas. E a população recebeu orientações sobre prevenção e como se portar com o agravamento da doença.

O vírus prioritariamente é transmitido por meio do contato com gotículas de saliva expelidas pela fala, tosse ou espirro de uma pessoa infectada. Ele também foi encontrado em outras mucosas e nas fezes.

Por este motivo, a melhor forma de prevenção contra a doença é manter um distanciamento mínimo de um metro e meio de outras pessoas, se possível, evitar a exposição em lugares com aglomeração e fazer o uso de máscaras sempre que for sair de casa.

Mais informações sobre “Monitoramento da Covid-19 no Esgoto” na Internet:

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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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