Espondilodiscite

Espondilodiscite: Dor Nas Costas Pode Ser Infecção e Exige Atenção

Publicado: 28/04/2026


Sentir dores nas costas é algo relativamente comum, que, na maioria das vezes, está relacionado à má postura no trabalho ou ao dormir, colchão ou travesseiro errados, tensão muscular ou aos problemas degenerativos da coluna. No entanto, existe outra causa para isso que a gente precisa considerar que é a infecção. É o caso da espondilodiscite, uma condição que afeta os discos intervertebrais e as vértebras, e que precisa de diagnóstico rápido para evitar complicações.

Entender o que é espondilodiscite, quais são os sintomas e como funciona o tratamento é essencial para reconhecer sinais de alerta e buscar ajuda médica no momento certo. Por isso, continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre essa condição.

A Espondilodiscite

O nome pode variar de acordo a área afetada, Discite é quando a inflamação no caso por infecção afeta apenas o disco vertebral (aquela estrutura fibrosa que fica entre as vértebras e serve como amortecedor na coluna), já a espondilodiscite é quando a infecção acomete o disco e as vértebras adjacentes, ou seja o osso. Essa infecção pode ser causada por bactérias, fungos e, em alguns casos, por agentes específicos como o da tuberculose.

A infecção pode chegar à coluna por meio da corrente sanguínea, após cirurgias, procedimentos invasivos ou a partir de infecções em outras partes do corpo.

Embora não seja uma condição frequente, a espondilodiscite é considerada uma emergência médica relativa, pois pode evoluir com destruição óssea, formação de abscessos e até compressão da medula espinhal se não tratada adequadamente.

Dor nas Costas por Infecção

Embora a maioria dos quadros de dor lombar ou dorsal tenha origem mecânica, quando a dor é intensa, persistente e acompanhada de outros sintomas, é fundamental investigar causas infecciosas. Na espondilodiscite, a dor costuma ser:

  • Progressiva;
  • Persistente, mesmo em repouso;
  • Pior durante a noite;
  • Localizada em um ponto específico da coluna.

Esse padrão de dor é um dos principais sinais de alerta.

Os Principais Sintomas

O quadro pode se apresentar apenas com a dor nas costas e mais nada. Nesse caso o médico terá que avaliar características da dor, a presença de fatores de risco associados, exame físico e lançar mão de exames de imagem complementares a fim de considerar os diagnósticos prováveis.

Porém, Além da dor nas costas, outros sintomas podem estar presentes nesses quadros e nos fazer pensar mais em infecção que em outras causas, como, por exemplo:

  • Febre (nem sempre ocorre);
  • Mal-estar e cansaço excessivo;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Rigidez na coluna;
  • Dificuldade para se movimentar;
  • Dor que pode irradiar para membros.

Em casos mais graves, podem haver sintomas neurológicos, como fraqueza nas pernas, formigamento ou alteração no controle urinário e intestinal, sinais que exigem atendimento urgente.

Fatores de Risco

Qualquer pessoa mesmo jovens e sem nenhum problema de saude, podem ter esta doença, mas existem situações que trazem maior risco.

  • Diabetes;
  • Doenças que afetam a imunidade;
  • Uso prolongado de corticoides;
  • Pacientes em tratamento oncológico;
  • Histórico recente de infecção bacteriana;
  • Cirurgias ou procedimentos na coluna;
  • Uso de drogas injetáveis.
  • Idosos

Buscando Ajuda Médica

Se você apresenta dor intensa e persistente nas costas sem percepção de melhora, presença de febre, histórico recente de infecção, sensação de fraqueza e formigamento nas pernas, e dificuldade para caminhar, é aconselhado que busque auxílio médico imediatamente. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de recuperação completa.

Diagnóstico

O diagnóstico da espondilodiscite envolve avaliação clínica detalhada e exames complementares, como:

  • Exames de sangue para detectar sinais de infecção;
  • Ressonância magnética da coluna (exame mais sensível para identificar a infecção);
  • Tomografia computadorizada;
  • Cultura de sangue ou biópsia para identificar o agente causador.

A ressonância magnética é considerada o padrão-ouro para visualizar alterações nos discos e nas vértebras.

Tratamento

Com os resultados em mãos, é hora de começar a pensar nas possíveis formas de tratamento, já que elas dependem do agente causador e da gravidade do quadro. Entre as principais abordagens estão:

Uso de Antibióticos ou Antifúngicos

Na maioria dos casos, o tratamento é feito com antibióticos intravenosos por várias semanas. Após a fase inicial, pode haver transição para antibióticos via oral, conforme orientação médica.

Quando a causa é fúngica ou tuberculosa, o esquema medicamentoso é específico e costuma ser mais prolongado.

Cirurgia

A intervenção cirúrgica pode ser necessária quando há:

  • Formação de abscesso;
  • Compressão da medula espinhal;
  • Instabilidade da coluna;
  • Falha no tratamento clínico.

A cirurgia tem como objetivo remover o foco infeccioso e estabilizar a região afetada.

Repouso e Imobilização

Em alguns casos, pode ser indicado o uso de coletes ortopédicos para estabilizar a coluna e reduzir a dor.

Possíveis Complicações

Quando o diagnóstico é tardio, a espondilodiscite pode evoluir com:

  • Destruição vertebral;
  • Deformidades na coluna;
  • Abscessos epidurais;
  • Déficits neurológicos permanentes.

A espondilodiscite é uma causa menos comum, porém séria, de dor nas costas. Embora muitas dores na coluna tenham origem mecânica e benigna, é fundamental estar atento aos sinais de alerta. Por isso, reconhecer que dor nas costas pode ser infecção em determinados contextos é essencial para evitar consequências graves.

Se você ou alguém próximo apresentar sintomas suspeitos, não adie a avaliação médica. Em alguns casos, a dor nas costas pode ser infecção e agir rapidamente faz toda a diferença. Assista a este vídeo e saiba mais sobre a Espondilodiscite:

Mais informações sobre este assunto na Internet:

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