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Como tratar a dor da Chikungunya

Como tratar a dor da Chikungunya

Como tratar a dor da Chikungunya

A primeira descrição da Infecção pelo Chikungunya foi há 50 anos

Mas o número de casos tem aumentado em países da África, Oceano Índico, Ilhas do pacífico Sudeste Asiático e Europa desde 2004

A primeira transmissão nas Américas foi identificada em 2013

Mas apenas 6 meses após houve um estouro do número de casos nas ilhas do Caribe, América do Sul e Estado Unidos

Fonte: CDC

Sintomas da Chikungunya

A infecção pelo Vírus Chikungunya tem várias fases.

Os sintomas esperados são diferentes para cada fase (veja quais são os sintomas da Chikungunya aqui)

A Febre é um sintoma importante no inicio da infecção e a dor é outro sintoma bastante prevalente.

O tratamento dos sintomas variam de acordo à fase da doença (saiba mais aqui)

A dor na Chikungunya

Sabemos que uma complicação bastante frequente na evolução da Chikungunya é a dor crônica.

De fato, a dor é uma grande causa de diminuição de qualidade de vida nesses pacientes.

Podendo levar inclusive a um aumento do absenteísmo ou mesmo, mudança de função no trabalho

Sabemos que pessoas com dor articular crônica podem sofrer com esta condição até 2 anos após o quadro inicial

Contudo, temos visto um número maior de pessoas que acabam desenvolvendo doenças reumatológicas após a infecção.

Para estas pessoas, não há um limite de tempo definido para a resolução de seus sintomas.

Como tratar a dor da Chikungunya

A dor inicial deve ser tratada com medicamentos sintomáticos específicos para a fase aguda (veja como tratar esta fase aqui)

O manejo de pacientes deve ser feita por médicos com experiência no uso desses tipos de medicamentos.

Uso de analgésicos:

Us analgésicos são as principais opções para o controle da dor na fase inicial da Chikungunya:

  • Dipirona no máximo 4 vezes ao dia
  • Paracetamol no máximo 4 vezes ao dia
  • Dipirona intercalado com paracetamol
  • Tramal 400mg/dia (dose de todo o dia) divido em até 4 vezes ao dia
  • Codeína / paracetamol (30/500mg/cp) tomado em até 4 vezes ao dia

O uso de Anti-inflamatórios não esteroides – AINEs

Deve-se evitar o uso dessa medicação na fase aguda da doença.

Mesmo após a fase inicial esta medicação não pode ser usada de forma constante (medicação de horário) por mais de 7 dias.

Após este tempo, o mais recomendado é o uso de corticoides

O uso de corticoides

Corticoides são hormônios sintéticos com grande poder anti-inflamatório.

O uso de corticoides pode acarretar sérias complicações à saúde.

Por isso, o seu uso deve ser iniciado e conduzido de perto por um médico especialista

Corticoides podem ser usados apenas a partir da fase sub-aguda da doença.

A dose inicial recomendada de corticoide varia de acordo a cada sociedade e a experiência de cada especialista.

Mas é consenso que o corticoide deve ser iniciado em uma dose maior, por um tempo bem definido, seguido de redução gradual da dosagem até a sua suspensão.

Durante a fase de desmame, se a dor recorrer, recomenda-se retornar para a dose anterior e tentar repetir o desmame de forma mais lenta e gradual.

Uso de outros imunossupressores

Nos casos nos quais o uso de corticoide não é o suficiente para controle da dor ou quando o uso do corticoide se torna bastante prolongado, outras medicações são necessárias

  • Metotrexate
  • Sulfassalazina (melhor resposta quando usada em conjunto com o Metrotrexate),
  • Hidroxicloroquina

Estes medicamentos, além de abaixar a imunidade, possuem interação com várias medicações e devem ser acompanhados de perto pelo médico especialista.

Outras estratégias para controle da dor

  • Remédios neuro-psiquiátricos (com várias indicações específicas para dor crônica)
  • Fisioterapia
  • Reposição de vitamina D
  • Terapia (psicólogos especialista em dor crônica)
  • Apoio familiar

Fonte:

CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

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