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Como Diagnosticar a Tuberculose?

Diagnosticar a Tuberculose
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Diagnosticar a Tuberculose. A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Apesar de ser mais associada a problemas pulmonares e a quadros de tosse, essa condição também pode afetar outros órgãos do corpo, como rins, ossos, sistema nervoso e linfonodos.

Descobrir precocemente a doença é fundamental para se ter o tratamento adequado, evitar possíveis complicações e a disseminação da infecção para outras pessoas. Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre como diagnosticar a tuberculose.

A Tuberculose

A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas conhecidas pela humanidade e continua sendo um importante problema de saúde global. Sua transmissão se dá de pessoa para pessoa através do ar. Quando alguém com tuberculose pulmonar ativa tosse, espirra ou fala, libera pequenas gotículas que contêm as bactérias.

Alguns dos sintomas mais comuns em quadros de tuberculose podem incluir tosse persistente por mais de três semanas, febre, fraqueza, sensação de cansaço, perda de peso sem causa aparente e sudorese noturna.

Como Diagnosticar a Tuberculose?

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O diagnóstico da tuberculose envolve uma série de métodos clínicos, laboratoriais e de imagem. É importante não exitar para marcar uma consulta com seu médico infectologista de confiança. Quando o bacilo responsável pela condição está localizado no pulmão e a pessoa tem tosse com secreção, é fácil realizar o diagnóstico, uma vez que o bacilo vai ser encontrado diretamente no escarro.

No entanto, o diagnóstico da tuberculose pode ser mais complicado do que se imagina, dependendo do local que o bacilo se encontra. Um exemplo dessa doença que apresenta maior dificuldade para a confirmação do diagnóstico, é a tuberculose ocular. Muitas vezes, acaba sendo feita uma tentativa de tratamento da Tuberculose (prova terapêutica) para avaliar a resposta do organismo da pessoa e, deste modo, confirmar o diagnóstico.

Exame de Prova Tuberculínica

O exame de Prova Tuberculínica (PT) é realizado na pele, com o intuito de identificar o contato com esse bacilo. Como a tuberculose é um bacilo muito frequente no nosso país, é comum uma pessoa ter contato com ele e não desenvolver nenhuma infecção relacionada à tuberculose ativa.

É por isso que este exame muitas vezes acaba confundindo o diagnóstico, visto que mostra apenas o contato prévio com o bacilo, mas não identifica a presença da infecção em si. Em pessoas que têm a imunidade baixa, o teste tuberculínico pode dar um falso negativo, ou seja, a pessoa tem contato com a tuberculose e ainda assim o teste dá negativo.

Para que haja alteração nesse teste, a pessoa precisa ter um mínimo de imunidade. Isso significa que a Prova Tuberculínica, que é o teste mais utilizado para ver o contato com a tuberculose, não vai excluir e nem confirmar o diagnóstico.

Embora alguns testes sejam úteis para indicar que houve contato com o bacilo, o ideal para se fazer o diagnóstico da Tuberculose ativa é encontrar o bacilo no material suspeito da infecção.

Outros Meios De Diagnóstico

Além da avaliação clínica do paciente e do Exame de Prova Tuberculínica existem outros meios utilizados para fechar um diagnóstico de tuberculose, sendo eles:

  • Teste de Mantoux (Teste Tuberculínico)

Este teste envolve a injeção de uma pequena quantidade de proteína derivada do Mycobacterium tuberculosis sob a pele do antebraço. Após 48-72 horas, o médico verifica a reação local na pele. Uma reação positiva pode indicar exposição à tuberculose, mas não confirma a doença.

  • Teste Interferon-Gama (IGRA)

Este é um teste de sangue que verifica a resposta do sistema imunológico a proteínas específicas da tuberculose. Ele pode ajudar a determinar se alguém foi exposto à bactéria, mas também não confirma a doença ativa.

  • Radiografia de Tórax

Uma radiografia de tórax pode mostrar sinais de infecção pulmonar, como lesões ou cavidades nos pulmões, o que é comum em casos de tuberculose pulmonar mais avançada.

  • Tomografia Computadorizada (TC)

Em casos de tuberculose pulmonar avançada ou quando a radiografia de tórax é inconclusiva, uma TC pode fornecer imagens mais detalhadas dos pulmões.

  • Cultura de Escarro

Uma amostra de escarro do paciente é cultivada em laboratório para crescer e identificar a bactéria M. tuberculosis. Esse é um dos métodos mais confiáveis para o diagnóstico da tuberculose.

  • Teste de GeneXpert

Este teste de biologia molecular pode detectar a presença do DNA da M. tuberculosis em amostras de escarro em poucas horas. É uma técnica rápida e sensível.

  • Biópsia

Em casos de suspeita de tuberculose extrapulmonar (fora dos pulmões), uma biópsia de tecido do local afetado pode ser necessária para confirmar o diagnóstico.

  • Teste de Resistência a Medicamentos

Em alguns casos, é importante realizar testes para determinar se a M. tuberculosis é resistente a medicamentos, como a rifampicina. Isso é importante para escolher o tratamento apropriado.

Importância do Diagnóstico

É importante diagnosticar e tratar a tuberculose o mais cedo possível, pois a doença pode ser contagiosa e causar complicações graves se não for tratada adequadamente. Além disso, a resistência a medicamentos utilizados no tratamento da tuberculose é uma preocupação crescente, tornando o diagnóstico preciso e o tratamento adequado ainda mais cruciais para o controle da doença.

Se você suspeita de tuberculose ou apresenta sintomas associados a essa doença, é importante procurar um médico infectologista especialista para que o mesmo possa avaliá-lo e solicitar os testes apropriados.

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Artigo Publicado em: 14 de ago de 2018 e Atualizado em: 19 de dez de 2023


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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