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Amamentação em Tempos de Covid-19

Infectologista - Amamentação em Tempos de Covid-19
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Amamentação em Tempos de Covid-19. O aleitamento materno é um dos momentos mais importantes que envolvem mãe e filho. No entanto, algumas condições podem fazer com que essa experiência se torne um risco, isso porque o leite pode ser a porta de entrada de agentes estranhos e até mesmo prejudiciais ao organismo do bebê.

Apesar de ser mais perigosa em pessoas com idade mais avançada, a pandemia do novo coronavírus tem preocupado mães, pediatras e cientistas especializados no aleitamento materno. Continue a leitura deste artigo para saber mais sobre os cuidados que uma mãe deve ter com a amamentação em tempos de covid-19.

Amamentação em Tempos de Covid-19

A Covid-19

A infecção respiratória causada pelo novo tipo de coronavírus chamado de SARS-COV-2, teve origem na China e chegou ao Brasil nos primeiros meses de 2020. Transmitido direta e indiretamente o vírus pode causar tosse, febre, dificuldade respiratória, perda de paladar e olfato, entre outros sintomas e complicações.

Como as vacinas contra esse tipo de vírus ainda estão em desenvolvimento, a melhor forma de proteger sua saúde é realizar uma prevenção adequada. Higienizar as mãos frequentemente, utilizar máscaras de proteção facial ao sair de casa, evitar aglomerações e em caso de suspeita da covid-19 manter-se isolado de outras pessoas e seguir as recomendações médicas.

Amamentação x Covid-19

Recentemente, o Departamento Científico de Aleitamento Materno que pertence a Sociedade Brasileira de Pediatria tem informado aos médicos com especialização pediátrica sobre como atuar e orientar as mães que apresentem suspeita de infecção pela COVID-19 a respeito da amamentação, diante dos milhões de casos da condição.

A decisão foi baseada nos resultados de uma pesquisa publicado pela revista revista científica The Lancet.

O Estudo

A pesquisa realizada em pacientes que desenvolveram pneumonia em decorrência da infecção pelo novo coronavírus buscava a presença do vírus em substâncias orgânicas como o líquido amniótico, sangue localizado no cordão umbilical, leite materno e até na faringe do bebê.

No entanto, os resultados das amostras deram negativo para a COVID-19. O que mantém zerado o número de transmissão vertical durante a gestação, assim como no período neonatal, pela amamentação.

Como só existe um estudo realizado para este fim, o consenso chinês ainda afirma que a possibilidade da transmissão vertical não está descartada. Eles também sugerem que a amamentação materna seja contraindicada tanto em casos confirmados quanto em casos suspeitos de covid-19 na mãe.

Cuidados Com a Amamentação

Em nota, a DCAM – SBP, declarou que, até o momento, distribui orientações favoráveis a continuidade da amamentação mesmo pelas mães infectadas pelo novo coronavírus (se for do seu desejo), uma vez que o estudo de parâmetro não indicou riscos de infecção no bebê.

Os processos de prevenção ao novo coronavírus durante a amamentação segue as normas já estabelecidas pela organização mundial da saúde. A mãe deve lavar as mãos antes de tocar seu bebê na hora das mamadas. Também é necessário fazer uso de máscaras faciais para evitar respingo e gotículas na área da face da criança.

Em alguns casos, a mãe pode não se sentir à vontade para realizar a amamentação manual da criança. Nestas situações, pode-se recorrer a estratégias de retirada do leite para a ingestão por meio de colher, copos ou mamadeiras.

Referência: National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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