Você está aqui
Home > Notícias > HIV/AIDS > Saiba Mais Sobre os Problemas Renais do HIV

Saiba Mais Sobre os Problemas Renais do HIV

Problemas Renais do HIV
Compartilhe

Problemas Renais do HIV. Não é raro encontrar pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana que possuam também problemas renais. Conhecidos como o filtro natural do corpo, os rins desempenham papéis cruciais para que nosso organismo funcione de forma ativa.

Continue a leitura deste artigo e entenda melhor porque pessoas soropositivas tendem a desenvolver mais problemas renais do que pessoas sem a presença do vírus no organismo.

O HIV

HIV, ou vírus da imunodeficiência humana é uma infecção viral sexualmente transmissível capaz de afetar gravemente o sistema imunológico de uma pessoa, podendo deixá-la mais suscetível ao desenvolvimento de comorbidades ou outras doenças.

Por não ter uma cura, muitas pessoas que recebem o diagnóstico da condição acreditam que estão recebendo uma sentença de morte. No entanto, o que algumas pessoas não sabem é que com o tratamento adequado é possível melhorar a qualidade e expectativa de vida de quem tem HIV.

Problemas Renais do HIV

Você Suspeita Estar com Alguma Infecção?

Agende Hoje mesmo uma Consulta com infectologista.

Com a formidável melhoria na vida dos pacientes vivendo com HIV obtidas a partir do início da era dos antirretrovirais, doenças cardíacas, hepáticas e renais substituíram em grande parte as preocupações que antes tínhamos com as infecções oportunistas e suas consequências.

Podemos dizer que, apesar de não ser uma regra, os problemas renais podem se tornar uma séria complicação do HIV em certos pacientes. Por este e outros motivos, é fundamental manter um acompanhamento médico regular independente da presença de qualquer sintoma, mesmo para aqueles que tomam adequadamente os seus medicamentos.

Quem tem maior risco?

Mesmo entre as pessoas que vivem com o vírus HIV, existem fatores que aumentam as chances de se ter problemas renais:

  • Valor da carga viral (Quanto maior a carga viral maior o risco)
  • Tempo de vírus circulando no sangue (Quanto maior o tempo maior o risco)
  • Níveis baixos de CD4
  • Presença de diabetes
  • Presença de hipertensão arterial
  • Hepatopatias
  • Coinfecção com hepatite C
  • Histórico familiar de doença renal
  • Idade maior que 65 anos
  • Uso de anti-inflamatórios não esteroide e outros analgésicos por longos períodos.

Existem 2 tipos de disfunção renal:

  • Insuficiência renal aguda ou lesão renal aguda
  • Insuficiência renal crônica ou lesão renal crônica

Na insuficiência renal aguda, a agressão ao rim se dá de forma intensa e rápida. Quando o paciente chega a necessitar de hemodiálise, que é um procedimento que filtra o sangue substituindo o rim quando este já não está conseguindo realizar suas funções, a depender do motivo da lesão, a gravidade da lesão e o tempo em que se mantém esta lesão, a disfunção pode ser reversível e o rim volta a recuperar suas funções normalmente.

Já na Insuficiência renal crônica pode ocorrer de duas formas: uma agressão ao rim que não é tão intensa mas se prolonga no tempo e dessa forma vai machucando aos poucos até que o órgão perca totalmente sua função ou uma situação que começou como Insuficiência renal aguda mas não reverteu e manteve-se no tempo. Quando uma pessoa com insuficiência renal crônica chega a necessitar de hemodiálise, esse quadro, via de regra, é irreversível e a pessoa então pode receber a indicação de um transplante de renal.

Quais alterações renais o HIV pode causar

A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana e os problemas renais podem estar associados a:

  • Nefropatia;
  • Infecções renais;
  • Lesão renal aguda
  • Doenças renal crônica secundária à toxicidade medicamentosa
  • Complicações da fase AIDS;
  • Distúrbios metabólicos;
  • Doenças renais pré-existentes.

A Nefropatia do HIV

Essa é uma condição renal específica de pessoas que portam o vírus do HIV no organismo. Conhecida por gerar diversos danos aos glomérulos, parte responsável pela filtragem do sangue no interior dos rins, isso pode resultar em perda de proteína na urina (proteinúria) e, em casos graves, pode levar à insuficiência renal.

Infecções Renais

Pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana possuem seu sistema imunológico debilitado. Esse enfraquecimento as tornam mais vulneráveis e suscetíveis a alguns tipos de infecção como a pielonefrite que ocorre nos rins.

Nefrotoxicidade Medicamentosa

‌Certos medicamentos antirretrovirais utilizados para o tratamento do HIV podem desencadear efeitos colaterais que afetam diretamente os rins. Entre os exemplos que podemos citar estão as alterações na função de filtragem do órgão.

  • Lesão renal aguda
  • A Lesão renal aguda no paciente que vive com HIV está geralmente relacionada a infecção generalizada, desidratação, distúrbios dos sais minerais, Toxicidade medicamentosa

Distúrbios Metabólicos

O vírus da imunodeficiência humana e seu tratamento antirretroviral podem afetar diversas partes do organismo, incluindo o equilíbrio de eletrólitos no corpo, o que, por sua vez, pode impactar a função renal.

Com isso, não é raro que pacientes portadores de HIV possuam certas alterações nos níveis de cálcio e fosfato circulando no sangue.

Complicações Relacionadas à AIDS

A AIDS, ou síndrome da imunodeficiência adquirida, é o estágio mais grave do HIV e pode ser associada a diversas complicações renais devido ao grande grau de comprometimento do sistema imunológico.

Algumas das complicações renais presentes em pacientes que estão na fase AIDS são as infecções renais oportunistas, nefrite intersticial, síndrome de Lise tumoral, insuficiência renal crônica e distúrbios eletrolíticos.

Como avaliamos os rins?

  • Exames de urina
  • Avaliação da presença de substâncias no rins que não deveriam estar ali ou deveria aparecer em pequenas quantidades como proteínas e hemácias
  • Exames de sangue
  • Marcadores de função renal no sangue como ureia, creatinina e cistatina
  • Exames de imagem
  • Ultrassonografia, Tomografias ou Ressonâncias
  • Quando os exames enganam
  • A avaliação dos exames de função renal não é tão simples

Em uma pessoa com baixíssima presença de massa magra (músculo) conhecido como sarcopenia, por exemplo, como pode ocorrer frequentemente com idosos, mesmo valores normais de creatinina podem já significar lesão renal.

Por outro lado, pessoas mais jovens com altas taxas de massa magra podem ter níveis de creatinina próximos ao limite superior da normalidade normalmente.

Alguns suplementos como creatinina podem interferir nas medições da creatinina elevando-a sem que isso necessariamente signifique qualquer lesão renal.

Alguns medicamentos como o dolutegravir utilizados em boa parte dos esquemas de tratamento do HIV aumentam os níveis de creatinina sem que isso também signifique necessariamente lesão renal

Por isso, a avaliação da função renal deve ser feita pelo médico levando em consideração outros exames e as condições individuais de cada paciente.

A Importância Do Acompanhamento Médico

Manter consultas regulares com seu médico infectologista de confiança é fundamental para detectar precocemente possíveis problemas que afetam seus rins. Assim, ficará mais fácil apontar a causa e tentar reparar o dano antes que seja tarde demais.

Para mais informações sobre o HIV e sua relação com os problemas renais não exite em perguntar para um especialista na área.

Mais informações sobre este assunto na Internet:

Compartilhe

Não tenha vergonha da HIV!

'Reserve a sua Consulta Hoje.

Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

Deixe um comentário

Top