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Pílulas Contra a COVID-19 – O que Já Temos até o Momento?

Pílulas Contra a COVID-19
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Pílulas Contra a COVID-19. A pandemia do novo coronavírus vem se alastrando desde o final de 2019 e já fez mais de 4,5 milhões de vítimas fatais ao redor do mundo. Até o momento, tudo que temos para combater o vírus são vacinas e cuidados de proteção.

No entanto, estudos clínicos estão sendo realizados para comprovar, ou não, a eficácia de um medicamento antiviral que promete diminuir os danos causados pela COVID-19, como o número de hospitalizações e óbitos. Continue a leitura deste artigo e entenda melhor sobre a pílula antiviral e seus estudos.

Novo Coronavírus

O novo coronavírus, ou covid-19, é um vírus conhecido por atacar o sistema respiratório do paciente, comprometendo diversas funções do organismo. Por ser transmitido a partir de partículas aerossóis de saliva contaminada, a condição torna-se de fácil contágio.

Por isso, é possível encontrar resquícios do vírus em diversos locais como corrimões, maçanetas, teclados, mesas, sapatos, peças de roupas, acessórios como anéis e óculos, latas e até mesmo em alimentos.

Medicamentos para o Novo Coronavírus

Até o momento, diversos medicamentos foram apontados como sendo de combate ou cura do novo coronavírus. Porém, nenhum deles teve eficácia comprovada cientificamente, como é o exemplo da cloroquina.

Diversos medicamentos vêm sendo estudados para que a população tenha acesso a melhores respostas contra o vírus, juntamente com a imunização que já está acontecendo em diversas partes do mundo.

Pílulas Contra a COVID-19 – O Estudo

A empresa farmacêutica norte-americana Merck Sharp & Dohme (MSD) anunciou na última sexta-feira, 1º de outubro de 2021, o resultado inicial de seu medicamento antiviral experimental denominado Molnupiravir.

O estudo, que foi realizado com 775 voluntários, apresentou resultados positivos em relação ao fármaco. 7,3% dos pacientes que receberam a medicação foram hospitalizados, ou acabaram indo a óbito em um período de até 29 dias após o tratamento, enquanto a porcentagem de pessoas que receberem placebo chegou a 14,1.

Isso significa que o medicamento diminui em cerca de 50% as chances de um paciente infectado com o novo coronavírus precisar de cuidados hospitalares e desenvolver um quadro fatal da doença.

Como os Testes Foram Realizados

Primeiramente, os voluntários foram divididos em dois grupos onde 385 pacientes receberam as doses de Molnupiravir e 377 receberam doses de placebo. Os testes tiveram a duração de cinco dias, onde os pacientes ingeriram as cápsulas (Monlnupiravir ou placebo) a cada 12 horas.

O estudo contou com a participação de pacientes infectados pela covid-19 com quadros brandos e moderados, que posteriormente informaram ao laboratório que tiveram sintomas durante 5 dias. Todos os pacientes envolvidos possuíam ao menos um fator de risco que se associava a uma recuperação precária da doença, entre eles obesidade e idade avançada.

No grupo de pacientes que receberam o medicamento, não foi registrado nenhum caso de morte, já aqueles que receberam placebo, o número de óbitos chegou a 8.

Como o Medicamento Funciona

Os comprimidos de Molnupiravir foram criados para que interfiram com uma enzima específica do novo coronavírus responsável por copiar seu código genético e reproduzir de forma rápida.

Apesar dos avanços, o medicamento ainda não está disponível para uso, uma vez que nenhuma revisão secundária foi realizada para atestar a segurança e eficácia das pílulas. A empresa realizou testes em diversas localidades mundiais, inclusive no Brasil. Se aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos EUA, o medicamento será o primeiro de via oral para o tratamento da Covid-19.

Mais Informações sobre “Pílulas Contra a COVID-19” na Internet:

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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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