Você está aqui
Home > HIV/AIDS > Nova variante do HIV preocupa especialistas

Nova variante do HIV preocupa especialistas

Nova variante do HIV
Compartilhe

Nova variante do HIV preocupa especialistas

Essa nova cepa, chamado de variante VB do vírus HIV-1 é mais evoluida se comparada às suas antecessoras.;

Essa cepa foi isolada em 109 pacientes na Holanda e foi divulgada pela Universidade de Oxford em um artigo publicado na Science Journal

Essa variante no entanto não é nova. A análise da sequênciamento genético sugere que ela surgiu na década de 1990 atraves de uma mutação.

Como o estudo foi feito:

Existe um estudo de sequenciamento genético e avaliação do impacto que diferentes subtipos do vírus HIV podem ter nas populações. É o projeto BEEHIVE .

Este projeto acompanhada com medidas periódicas de carga viral,  indivíduos inscritos em oito coortes na Europa e Uganda.

Estas pessoas foram selecionados porque têm datas de infecção bem definidas e amostras de sangue disponíveis desde a infecção inicial com sequenciamente genético dos vírus infectantes.

Neste grupo, 17 pessoas se destacaram pelo alto número de carga viral nas contagem de 6 e 24 meses após o diagnóstico do HIV.

Estudando estas pessoas, viu-se que o vírus pelos quais elas estavam infectadas, era de um subtipo B diferente.

 

Quais as diferenças dessa nova variante com relação às suas antecessoras:

  • A variante VB do vírus HIV é mais transmissível
  • A variante VB é capaz de alcançar uma carga viral no sangue de 3,5 a 5,5 vezes maior nas pessoas infctadas e não tratadas que as suas antecessoras.
  • A variante VB agride mais o sistema imune, com o dobro do declinio dos níveis de linfócitos CD4.
  • Os infectados desenvolvem a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS de duas a tres vezes mais rápido do que se estivessem infectadas por outras cepas

Estima-se que uma pessoa infectada que foi infectada pela nova cepa entre 30 e 39 anos de idade  e NÃO TRATADA, chegue à fase AIDS, em média, 9 meses após o primeiro contato com o vírus.

Pessoas que se infectam mais velhas, tendem a evoluir para a fase AIDS mais rápido se não tratada quando comparadas à pessoas mais jovens

O HIV continua sendo a pandemia mais mortal do nosso tempo

Estima-se que 79 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus em todo o mundo.

Se bem é verdade que evoluimos muito no nossos  Tratamentos Antirretriovirais – TARVs que são capazes de manter a qualidade de vida das pessoas infectadas, ainda não temos vacina nem tratamento curativo.

Cerca de 36 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS desde o início da pandemia e 1,5 milhão de pessoas foram recém-infectadas pelo HIV em 2020.

Das 38 milhões de pessoas que vivem hoje com HIV no mundo apenas 28 milhões estão em tratamento.

As demais seguem em evolução da infecção, caminhando para a fase AIDS e espalhando o vírus entre pessoas suscetíveis.

Semelhanças entre as variantes:

  • Os métodos diagnósticos são os mesmos
  • As opções de tratamento são as mesmas
  • A velocidade de queda dos niveis de virus no sangue após o inicio do tratamento é a mesma
  • A recuperação dos linfócitos CD4 após inicio do tratamento é a mesma
  • A taxa de mortalidade após o inicio do tratamento é a mesma

Os exames disponíveis em nosso meio são capazes de identificar a nova variant do HIV

Essa nova variante não é um problema de saúde pública, umas vez que nossos métodos diagnósticos conseguem identificá-lo e nossos medicamentos mantem a infecção controlada.

No entanto, isso nos alerta para uma necessidade de maior combate ao vírus, uma vez que quanto mais pessoas pessoas se infectam, maior o risco de surgirem nova cepas que podem aí sim serem resistentes aos nossos medicamentos.

A nova variante do HIV segue sensível aos antirretrovirais disponíveis.

 

 

Fonte:

 


Compartilhe
Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

Deixe uma resposta

Top