Você está aqui
Home > Infecção Viral > Surto de Febre Amarela no Brasil

Surto de Febre Amarela no Brasil

Surto de Febre Amarela
Compartilhe
  • 11
    Shares

Atualização sobre o Surto de Febre Amarela Silvestre em Minas Gerais.

Os suspeitos  de Febre Amarela começaram a aumentar em Minas Gerais em Dezembro de 2016. Constituindo um surto de Febre Amarela em municípios da zona rural de MG.

O que começou em MG já se espalhou para Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Tocantins.

Até 6 de Fevereiro de 2017 foram registrados 921 casos suspeitos. Deles, 161 casos foram confirmados, com 60 óbitos. Outros 702 casos e 87 ónitos ainda permanecem em investigação.

O governo de MG emitiu um Decreto Nº 47.126, de 12 de Janeiro de 2017 em diário oficial.

O decreto declara situação de Emergência em Saúde Pública Regional em vários municípios da zona rural de MG devido ao Surto de Febre Amarela

A medida dura 180 dias e permite que o município adquira insumos, material e pessoal necessário para tomar todas as medidas administrativas cabíveis para o controle do Surto.

Como sabemos se uma área está em risco de surto de Febre Amarela?

A transmissão da Febre Amarela Silvestre ocorre quando o mosquito Haemagogus Sabethes pica um macaco infectado (como o bugio e o sagui).

Após a picada o mosquito fica infectado e acaba transmitindo a doença a um humano.

Os macaquinhos atuam como sentinelas, uma espécie de “linha de frente”, pois vigiamos as áreas de risco testando macacos mortos.

Quando há confirmação de Febre Amarela no macaquinho morto, existe o risco de humanos se infectarem naquela área. Isso leva a um alerta de saúde pública.

O que significa caso suspeito?

O paciente apresenta sintomas que podem ter como causa, a Febre Amarela.

O paciente vive ou viajou há menos de 15 dias para área de risco da infecção.

O problema é que os sintomas da Febre Amarela são comuns a várias outras infecções, e precisa de ser confirmado.

O que significa “caso provável”?

Um caso clinicamente compatível, que não se encontra em área onde teve outros casos da doença e não teve confirmação laboratorial.

O que significa “caso confirmado”?

Caso cm clínica compatível e confirmação laboratorial do diagnóstico.

O que significa “surto”?

Chamados de surto o aumento do número de casos de uma doença esperados para aquela região naquele determinado período.

Logo, o número de casos necessários para chamarmos de surto, vai depender do que seria o esperado.

Existe risco de um Surto de Febre Amarela em área urbana?

Não existe surto de Febre Amarela urbana desde 1942.

Contudo, há muitos fatores que podem levar a seu retorno para as cidades:

  • O  Aedes aegypti está amplamente distribuído em todo o território nacional.
  • Áreas infestadas por Aedes aegypti Aedes albopictus são também, áreas de circulação do vírus da febre Amarela;
  • Áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti próximas de áreas de risco para febre amarela silvestre;
  • Intenso processo migratório rural-urbano, levando à possibilidade de importação do vírus amarílico dos ambientes silvestres para os urbanos;
  • Áreas de circulação do vírus da febre amarela são justamente onde vivem pessoas mais pobres e com baixas cobertura vacinal.
  • Os seres humanos mais propensos a ter Febre Amarela silvestre são justamente aqueles que menos procuram os serviços de saúde para se vacinar (homens jovens que trabalham na mata)
  • Apesar de existir vacina ela não pode ser utilizada em muitos casos e estas pessoas acabam ficando suscetíveis à infecção, mesmo com a vacinação de rebanho.

Como prevenir a doença?

  • A principal forma é a vacinação de pessoas suscetíveis que vivem ou viajarão para áreas de risco de transmissão;
  • Uso de repelentes contra o mosquito;
  • Uso de roupas com permetrina
  • Combate aos vetores (mosquitos).

 

Surto de Febre Amarela
Como eliminar mosquitos

Fonte:


Compartilhe
  • 11
    Shares
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

Deixe uma resposta


*Os comentários são limitados a 500 letras. Obrigada.

Top