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Estatinas na prevenção de doenças cardiovasculares em paciente com HIV

estatinas para pacientes com HIV
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Estatinas para Pacientes com HIV

Estudo busca o uso da Pitavastatina como forma de prevenir doenças cardiovasculares em pacientes vivendo com HIV.

Com todos os avanços no tratamento do HIV, as pessoas que vivem com o vírus tem alcançado uma expectativa de vida cada vez maior e melhor qualidade de vida.

As pessoas que fazem o diagnóstico precoce e tratam corretamente não desenvolvem AIDS. Logo, a AIDS e suas consequências não causam mais tantas mortes como no passado.

Assim, as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte em pessoas que vivem com o HIV.

Estudos mostram que pessoas vivendo com HIV tem 2 vezes mais chances de sofrer um ataque do coração ou acidente vascular cerebral que pessoas HIV-negativas, mesmo se a carga viral estiver indetectável.

Como Isso Ocorre?

Parece que o HIV aumenta o risco de doenças cardíacas, em parte por meio da ativação persistente do sistema imunológico, mesmo quando o vírus é suprimido pelo tratamento antirretroviral. Esta ativação crônica leva a um excesso dos componentes da coagulação, inflamando os vasos sanguíneos.

As estatinas são medicações que reduzem o risco de doenças cardíacas, tanto pela redução dos níveis de colesterol, quanto pelo direcionamento da ativação imunológica.

Considerando isso, pesquisadores do NIH (Instituto nacional de alergia e doenças infecciosas) iniciaram em 2015 um estudo que testa a eficácia da introdução precoce das estatinas, no que diz respeito a reduzir o risco cardiovascular em pessoas vivendo com HIV.

Muitas estatinas podem interagir com as medicações do HIV, por isso nesse estudo foi escolhida uma que não interage, a Pitavastatina.

Como o Estudo Foi Feito?

O estudo chamado de REPRIEVE, possui mais de 7500 participantes distribuídos em 120 locais de 11 países. Para fazer parte do estudo a pessoa deve:

  • Ter entre 40-75 anos;
  • Ser portadora de HIV;
  • Ser usuária de antirretrovirais há mais de 6 meses.

Estas pessoas foram distribuídas em 2 grupos: um utilizava a Pitavastatina 4mg por dia, e outro utilizava placebo. O tempo de seguimento é de 8 anos.

 

Fonte:


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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